quinta-feira, 26 de abril de 2007

A Aula de Geologia eh tao produtiva.!

Eu estava lá sentado na mesma carteira de todos os dias. Com o rosto apoiado nas mãos eu tentafva não cochilar durante a aula. Como em todos os outros dias.
Lá fora pessoas transitavam, as mesmas pessoas de todos os dias. Os pássaros cantavam, os gatos pediam comida e os cães os perseguiam. As árvores cantavam e dançavam ao bater do vento. Aqui dentro dois ou três dormiam. Dois ou três se mantinham a observar aquele papo de ondas e sismógrafos... Tudo igual à todas as outras quartas, iguais a todos os outros dias.
Mas em meio a tudo igual, havia algo diferente.
Na minha mesahavia um desenho. Nada complicado, nada estranho. Apenas diferente. Se fosse você em meu lugar, talvez nem tivesse visto. Teria jogado um caderno em cuima e calado sua voz.
Sim... teria calado sua voz.

O desenho era de uma garota. Uma garota com os cabelos desgrenhados e uma borboleta. O desenho era de uma borboleta. E ela falavacomigo... Por isso a percebi. Ela falava comigo, me chamava - a garota ou a borboleta? Considerando-se que a voz vinha de um desenho na mesa, talvez não devesse me importar com isso.
Era uma voz baixa, feminina, e ela dizia meu nome... Chamava por mim... Ou seria seu próprio nome? Por ser latim, eu nunca soubera se se tratava de um nome marculino ou feminino.
Me aproximei para entender melhor o que dizia. Ela me chamava e falava de liberdade, de viagem, de voar. Talvez fosse mesmo a borboleta falando. Ou a garota queria que lhe desse asas?

Eu fechei os olhos. Pisquei. Quando abri novamente eu tomava chá com uma garota com cabelos desgrenhados. Era ela, a garota do desenho. Talvez fosse isso, ela era muito sozinha, queria companhia. Nascera crescida, sozinha. Uma companhia masculina. Algém para tomar chá de manhã.

Pisquei. Alguém chamava meu nome. Uma voz grossa, forte, masculina. No quadro-negro ainda o mesmo desenho das ondas sísmicas...
"Delirium...Acorde DELIRIUM"
Sim, o professor chamava por mim. Como em todos os outros dias...
"Alguém tem alguma dúvida?"
Eu deveria perguntar?...

Cadê a borboleta?

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Durante a segunda aula de Geologia do semestre...

Era noite... Tarde da noite... Henry estava nesse momento voltando à consciência. Quase simultaneamente ao seu 'despertar', uma enchente de pensamentos tomou conta de sua cabeça. Era como se grandes ondas de questões quebrassem no mar de idéias em meio à um forte temporal.

"Onde estou? O que faço aqui? Como cheguei?"

Estava tudo escuro, Henry sentia como se algo vendasse seus olhos, mas tinha certeza de que os arregalava à procura de algum feixe de luz que pudesse ajudá-lo a identificar aquele local.

"Qual foi a última coisa que fiz?? Pense Henry, pense..."

No começo ele achou que não podia se mover. E não podia. Depois de muito esforço sentiu como se deslizasse pelo espaço onde se encontrava, mas fazia-o com precaução, afinal, estava em um local desconhecido... Ele poderia cair, ou bater em algo...Mas por mais que deslizasse, parecia que o lugar não tinha um fim.

Henry era um homem jovem, no auge de seus 28 anos, acabara de se casar com a mulher que mais amava no mundo havia três meses. Joanne não era uma mulher bonita, mas também não era feia. Era o que se pode chamar de simpática. Está certo que ela era meio excêntrica e impulsiva, mas quando ela sorria...ah, quando ela sorria...

Depois de muito desespero, ao pensar em sua mulher, Henry começa a se recordar de como havia sido seu dia.

Levantou cedo, quase madrugada, mas sua dedicada recém-esposa já o aguardava com o café posto à mesa. Já como se fosse costume, ele toma o seu café sem dar muita importância e vai para seu serviço.
Ao entardecer, depois de um dia estressante e de discussões no serviço, Henry volta para casa. Pouco depois de entrar ele ouve o soar estridente da campainha.
Era a vizinha... AQUELA vizinha.

Kelly havia sido vizinha de Henry desde os 12 anos de idade, quando ele começava a se interessar pelas revistas que o irmão mais velho escondia no fundo falso da gaveta. E como a Kelly era boa... Como era... Como É! Henry sempre sonhara em tocar aquele corpo.

"Oi Henry, a 'Anne está?"

...Ai esse corpo. Esse corpo milimétricamente desenhado...

"Olha, acabei de chegar, mas tinha um bilhete na geladeira dizendo que ela saiu e ia demorar."
[...]
Seus corações batiam tão forte. Dizem que quando dois corpos se abraçam, seus corações batem em um só compasso... Tanta emoção... Henry só conseguiu identificar o que era seu corpo e o que era o corpo de Kelly ao ver sua esposa entrar no quarto com uma faca em punho, gritando loucamente... Eu já disse que ela era uma mulher excêntrica e impulsiva, não disse?

Desespero, choro... SANGUE! Dois corpos em uma cama e outro a observar...

"Lembrei!"

Ao dizer isso, o que era corpo fez-se espírito... O que era consciência... Fez-se silêncio.

Apenas silêncio e escuridão. Nada mais era visto, pensado, sentido ou lembrado. Apenas silêncio e escuridão...

terça-feira, 17 de abril de 2007

Na net...td se copia.!

"Nunca faz frio o suficiente para eu usar as roupas certas.

E o chuveiro nunca funciona na hora de enxaguar as lágrimas.

A casa vai se quebrando, as paredes se esfacelando e o chão todo se cobre de uma cal que me lembra dos papelotes mais antigos, jogados atrás da estante, atrás de instantes, distantes...
(Queria completar a frase de cima com “elefantes”)

Cada taça com que brindamos, se quebrará com o tempo.

E ainda que restem cacos, você sabe, nunca penetrarão meus cascos.

A bucha e a areia que me esfoliavam suavemente, hoje cobrem meu corpo com uma casca.

E então não há mais nada dentro.

E então não há mais nada dentro.

Olho pela janela e não vejo nem mais o inverno.

Minha felicidade se espatifaria lá embaixo como garrafa d’água, de gelo, mas os vizinhos têm um quintal logo abaixo e tenho vergonha de expor meus sentimentos.

Então entro.

E então não há mais nada dentro."

by Santiago Nazarian
<http://www.santiagonazarian.blogspot.com>


Não que eu me sinta assim, mas o Nazarian é um cara espetacular, estou começando a ler um romance dele, chamado "mastigando humanos"...O próximo será "feriado de mim mesmo"...
Assim q terminar de ler o livro eu escrevo algo interessante sobre ele aqui.!

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Tédio..¬¬º

Bem, a noite já está quase chegando e sou obrigada a admitir que passei o dia todo tentando arrumar um template descente pra essa budega e não consegui...¬¬º
Vou ter que upar umas imagens depois mesmo..:/
Well, well, well...
Como primeiro dia de aula, o que tenho a dizer?!?!Perfect^^
Pessoinhas legais(ainda bem, afinal, terei que aturá-los por mais 4 a 5 anos..¬¬º), bar, ceva, pinga, tinta, barulheira, conversas, zuação, garotos pintados no ônibus de volta pra casa(sem contar as calcinhas fio-dental muito sexy), veterano pagano mico vestido de mulher(e cooooomo parecia mulher), reencontro com antigos colegas, apelido novo...Pra quem estava desanimada, até que valeu a pena.

~>Amanhã tem mais...

domingo, 8 de abril de 2007

Começo...

Bah, como primeiro post eu gostaria de dizer...
bem, nao sei bem o que dizer.
Talvez...bem-vindos...mas sei que ninguém vai ler isso.
Pelo menos nao agora...Ninguém lê o primeiro post de blog nenhum, até porque as pessoas nunca dizem nada de interessante...só algo como..."bem-vindos".

Bah, já fiz tantos blogs, mas sempre decido que não quero escrever pros outros, e sim pra mim e acabo abandonando eles...Quando resolvo escrever novamente...jah era senha e jah era e-mail cadastrado.
Nunca vi alguem pra criar e-mail igual eu. Devo criar um e-mail por mês...claro sem nunca abandonar o meu amado "grite de dor e se afogue em sangue".^^

Bah, pra terminar, amanhã começam minhas aulas na faculdade(sim, datas das aulas estão uma bagunça), e por 'increça que parível' eu nao estou nem um pouco animada...
~>e daí??

:/

adeus.