sábado, 15 de setembro de 2007

Tears burn in my face

Sabe, é ruim quando você perde alguém importante da sua vida sem poder fazer nada pra isso...
Pior ainda é quando você perde alguém sabendo que poderia ter feito.

I always take the wrong way.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Vício

Eu quero escrever, mas não sei o quê.
Queria falar sobre objetivos, mas acho que essa é a última coisa da qual eu ando podendo falar. Queria falar também de algo como "facilidade de conversar sobre coisas profundas com certas pessoas"...(?)
Tabém queria falar sobre uma cena que vi na rua esses dias, um mendigo e uma prostituta, mas sei lá, faltam palavras, não sei defender direito o que penso sobre aquela cena.
Ah, não, não aconteceu nada de mais com o mendigo e a puta, ele não tava comendo ela.

Queria escrever algo mais profundo...
Mas queria escrever algo engraçado.

Já pensou que louco seria uma peça teatral do Sartre?
Melhor, já pensou que louco seria uma peça teatral CÔMICA do Sartre?

Baixei um livro dele pra ler, do Sartre. Entre quatro paredes. Mas só vou lê-lo depois que ler outro do Machado.
O livro do Sartre eu peguei no orkut da madrinha do Chicão. Chicão é meu pé, o direito, o esquerdo chama Anfrósio, pra quem não sabe.

Por falar em orkut, todo mundo hoje em dia tem orkut e MSN né. E eu acho tão feio, tão estranho, ler alguma coisa onde citam o nome desses dois "coisos". Parece que todo mundo virou máquina dependente disso e, por mais que eu passe meu dia inteiro na internet, me recuso a admitir isso.
Abençoados sejam os antigos dias de mIRC, ICQ e bate-papo da UOL e Terra. Onde, diga-se de passagem, conheci metade das pessoas que estão no meu MSN hoje.

Bem, na verdade nem todo mundo tem isso.
Ontem eu estava assistindo o Programa do Jô e ele estava entrevistando um "cantor eclético"(que não lembro o nome e não compensa a pesquisa) que não tem e-mail, MSN, orkut e nem telefone celular. Seus shows são divulgados através do telefone normal e DIZ ELE que costuma lotar a casa. A casa de shows, não a da mãe Joana. Que à propósito é o nome de um livro(ou filme) que estavam diulgando no mesmo programa há alguns meses.

Mas o que me impressionou mesmo foi um cara que esteve aqui em casa há algum tempo com uns amigos. Eu não o conhecia, ele veio de bicão mesmo porque agente ia tomar sorvete. Ele tem cara daqueles atores de filme juvenis estadunidenses da década de 70 e também não tem celular, e-mail, MSN, orkut e toda essa parafernalha.
Fiquei imaginando, como um cara desse consegue sobreviver?
Tá, é exagero de minha parte, mas como alguém, nos dias de hoje, se sente a vontade pra sair de casa sem um celular e sem a certeza de que quando chegar em casa pode ver se alguem esteve o procurando ao olhar se tem recados no orkut?

Não, posso ser eu que sou dependente demais, mas eu realmente não em sinto a vontade em ficar sem meu "rastreador"(celular), como diz meu pai.

E no aniversário do cara? O telefone da casa dele não deve parar. Ou melhor, capaz que para sim. Ele não deve conhecer tantas pessoas assim. Ou será que conhece? Afinal, ele deve passar bastante tempo fora de casa, já que não tem internet.

Bem, não importa, eu nunca mais vi ele mesmo, mesmo devendo uma ocarina pra ele. Sim, vi o cara uma vez e já devo presentes. Também devo um chaveiro pra outra pessoa.

Ah, ocarina é um instrumento musical.
Eu tinha uma, mas fiz o favor de deixar o monitor do computador cair em cima, aí quebrou. Era presente de uma amiga. Uma colega. Amigo invisível na faculdade. Não importa, vou comprar outra depois, eu estava quase aprendendo a tocar.
Preciso aprender a tocar até o fim do ano, pra tocar pra minha amiga de outra cidade que vem pra cá.

Chega, já viajei demais e você já deve ter cansado de ler. Vou brincar de assistir videos no youtube.