segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Alguém me responde?

Qual a "imagem" de som que um surdo-mudo faz ao ler algo?
Tipo, que é possível que um surdo-mudo leia, é certo, disso eu sei(ou penso que sei)...
Mas...
Como é o som das letras, das palavras na cabeça dele já que ele não ouve?

A mesma coisa eu me questiono quanto aos cegos...
Cegos de nascença...
Como é o sonho deles? Que tipo de imagem eles fazem?

Acho que deve ser algo muito mais profundo e complexo do que as pessoas que podem ver, que podem ouvir...
Uma parte muito maior do cérebro deve ser usada na formação dessas imagens, de forma que tenham, indubitavelmente, um desenvolvimento maior do que os ditos "normais".

Mas o pior de tudo,
Alguém me explica o por quê do preconceito?

Biro-biro disse...

"Não é toda trilha que tem uma cahoeira no fim."

http://danislau.blogspot.com/2007/10/thus-spoken-msn.html

domingo, 28 de outubro de 2007

Sonho?

Entao estava eu flutuando pelo cosmos
Era como se nao tivesse corpo, so alma, so mente... somente
E todas aquelas estrelas, aquelas fadas... borboletas

Escuridão.
e mente
e fadas
flutuando...

Caí.
De cara no chao

Aquilo que me fazia voar de uma vez cesara e me lembrei de tudo que eu devia fazer
Todo um mundo corria a minha volta
e por mais pequena que fosse
me lembrei q eu era parte fundamental d seu funcionamento

Mas me acompanham as estrelas
as fadas
as borboletas...
somente.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

O Aladdin mexicano da minha vida

Era inverno no meu país, o Brasil, quando eu resolvi viajar. Sair um pouco da rotina até perceber que lugares que não conhecemos e fazemos uma certa idéia, podem ser piores do que nosso lugar de origem. Como aquele pessoal que vai para a Europa pensando encontrar aquele lugar perfeito como vêem nos filmes e tal, e acabam se decepcionando com o mau cheiro, os hábitos e tudo mais, porque nós somos dotados de percepções, nosso conceito de lugar é montado através dos nossos sentidos, isso inclui tato, paladar, oufato, audição e o próprio raciocínio, isso tudo além da visão, que é o que damos mais valor. Bem, o que importa é que resolvi viajar, fui para o México.

Passado algum tempo lá(já estava no segundo verão), aquele calor infernal e a falta de dinheiro estavam quase me obrigando a voltar, mesmo ainda faltando pouco para me cansar completamente dali. Mas foi quando fadas apareceram e me disseram para ficar e anunciaram boas novas. Bem, não sei se me espantei mais como fato de entender o que elas falavam(eu, que nunca consegui falar a língua das fadas) ou com o fato de encontrá-las naquele 'fim de mundo' onde eu havia me metido.

Como meus pais sempre me ensinaram a não desobedecer as fadas, ali permaneci. Mas devido à falta de dinheiro e por não ter conseguido trabalho, acabei pedindo abrigo a um bondoso senhor que morava próximo ao deserto de Chihuahuan. Ali ele vendia água aos viajantes, geralmente imigrantes que tentavam atravessar para os EUA. Lá conheci várias pessoas e encontrei algumas já conhecidas que estavam querendo "tentar a vida fora".

Era geralmente a mesma coisa o dia todo, e aquele calor que acabava comigo, quando surge a minha frente um ser flutuante que me chama a atenção. Parecia mexicano, com bigode e tudo, mas trajava vestimentas arábicas e, pasmem, voava em um tapete que ficaria perfeito na minha sala de estar! Parecia um Aladdin mexicano, talvez fosse um Aladdin "do Paraguai", como costumamos dizer. Ele parecia cansado, parecia ter viajado muito por sua vida e trazer uma bagagem não muito feliz de tudo isso. Chegara ali louco por água e também pedindo abrigo. Não havia outro lugar para dormir a não ser comigo. Sem problemas, eu já havia ficado ali até este momento, não iria recusar dádivas do destino. Tudo o que eu podia oferecê-lo era carinho e atenção, abrigo e água aquele bondoso senhor já havia dividido conosco.

Foi então quando percebi que era disso que as fadas falavam, as boas novas, a alegria que me esperava. E é assim que hoje aquele tapete enfeita NOSSA sala de estar, e é assim que hoje eu continuo lutando para fazer este Aladdin mexicano feliz, mesmo passados anos e anos e toda a beleza juvenil desaparecido de minha face, ainda luto, pois este é o sentido da minha vida.