domingo, 28 de dezembro de 2008

Recapitulação

Em dois anos:
borboletas me sugaram durante aulas de geologia,
fui sozinha e
chorei até inundar a seca do sertão.
tive um caso com o computador,
passei noites e noites sozinha e preocupada,
naveguei com piratas nos mares.
Em dois anos:
fui delírio, fui deleite
fui sonho e pesadelo
fiz rir e chorar
matei de amores,
morri de dores.
Em doi anos:
aprendi muita coisa,
li muita coisa,
esqueci e falei muita coisa.
Me arrependi...
de muita coisa.
Em doi anos
aconteceu de tudo
e hoje sou capaz de dizer:
me fazes mais feliz
que qualquer um poderia um dia fazer.
e um desejo só
eu levo pro ano que virá:
dar-te tanta felicidade
quanto foi capaz de me dar
nesses dois anos,
desde que te vi
pela primeira vez.

És um anjo,
um demônio.
És sonho,
Morpheus.
És desejo,
delírio,
és morte.
És a vida,
és puro,
gracioso,
carinhoso,
atencioso,
e oso e oso e oso.
És paixão,
és corpo e
és alma.
És coração.
És tudo que tenho,
e que sempre terei.

~>tu és meu grande inizio
~>e meu grand finale.

*esse tapete fica bem na nossa sala ^^ (vide "O Aladdin mexicano na minha vida")

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Chiptots

É... engraçado como o humor varia de tempos em tempos, principalmente o meu. Vamos ver como se procede nesse fim de ano... Por enquanto não tá muito bem não(e pensar que até dia 18 tava tudo tão lindo... o.o).

Anyway, to aqui pra postar um EP da nova banda de um amigo (alguns já ouviram falar dele, Dom Xucrutone). Só pra não se espantarem, é meio EMO assim... mas é legal, os caras tem talento. E como eu acho que eles têm futuro, mesmo não sendo muito a minha praia eu to aqui pra divulgar (jurando que tenho um público leitor super assíduo e enorme...).

Sem mais enrola, tá aí o EP (ah, a banda chama Chiptots):

http://www.8bitinstrumental.com/stuff/Chiptots_EP.rar


Ah, e feliz natal pra todo mundo, apesar de eu não compartilhar muito desse espírito natalino também, mas é sempre bom desejar boas coisas, não é?

beijonatesta.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Brasília

Tenho tanta coisa pra fazer, tanto trabalho acumulado, mas não poderia deixar de vir aqui pra falar um pouco sobre Brasília(até porque ainda não tive tempo de escrever na agenda).
Bem, primeiro, depois de conhecer Brasília eu me apaixonei completamente por Uberlândia. Ête cidadezinha caótica, pessoas desconfiadas, falta de estrutura pra pedestre, motoristas barbeiros ao extremo(vi 2 acidentes só no tempo que tava lá), falta de noção de vazios urbanos, poderio militar concentrado(esquecendo que existem pessoas que moram ali em volta sem as quais Brasília não andaria). Falso, tudo falso. Eles não se preocupam com porra nenhuma além dos próprios narizes, e ver uma geógrafa dizendo que acha que em Brasília tem faixa de pedestre demais foi o cúmulo.! Pelo menos educação pra parar na meia duzia de faixas q tem na cidade eles têm(foi o que ouvi dizer, porque eu só atravessei rua correndo). Enfim, odiei a cidade em si, isso porque nem falei do sol infernal e do vento...

Mas como um todo a viagem foi bem legal, palestras muito construtivas(apesar do soooooooono). Imagina, o diretor geral da ANTT recebendo meros alunos da Geografia da UFU... ou, imagina que os pobres alunos da Geografia da UFU saíram numa matéria no site da ANAQ... O foda foi o Ministério dos Transportes, parece que os caras nem sabiam sobre o quê estavam falando, nem ao menos uma estrutura para receber as pessoas(um auditóriozinho que fosse) eles não têm. Sem falar nas secretárias na portaria no típico "Não, ninguém falou nada com agente sobre palestra nenhuma..."*cruza os braços*. Tipico, típico de poder público.! Mas o picolé lá na frente era 1 real e tava gostoso ;)

Outra coisa que valeu a pena(eu diria que mais do que qualquer outra coisa, além de passar a noite quetinha com meu amoure né-tem que fazer um mimo) foi ter conhecido a Kalisia. Cara, ela é linda, acho que tô apaixonada.! Lerda que só ela, voaaaaaaada, uma gracinha. Tira foto mandando beijinho e de olho fechado. Come que nem um passarinho e não gostou da carne de soja com banana. Me deu as conchinhas mais lindas do mundo inteiro e fica linda de cabelo preso, apesar de não gostar. Ah, e pra contar os podres, ficou 24 horas sem escovar os dentes.!!!!!!!! Hahahahahaha. Coitada, foi praticamente obrigada a dormir conosco, mas já pedi desculpas. E o gelo qeu deu quando pediram documentos no R.U. e ela dizia desesperadamente "Lud, me dá algum documento aí" enquanto eu tentava pensar hahahaha. E eu não vou mais ter um sobrinho com cara de tango ;) A tia Alê (:P) também é linda *o*, super gracinha, queria ter passado mais tempo com ela, e com a Clara, de quem eu nem me despedi descentemente.!!!

E o meu bebê, eu achei que talvez fosse ficar com ciúmes e isso me deixava meio agoniada às vezes, mas ele foi tão lindo se preocupando com a Kah e querendo defender ela do Bambicha feioso e preocupado com o tédio das palestras e tudo o mais... Ah, achei tão tão tão legal ele se preocupar porque pra mim ela é alguém muito especial, e qualquer cuidado com ela demonstra carinho e carinho sincero e ahhhh... lindo *o*

Ao Guilherme vale agradecer imensamente por gastar tempo, gasolina e paciência com agente. Busca, leva, passa aqui, passa ali, corre pra Ludmila não se mijar toda... O Gui foi um anjo nessa viagem.

Ah, e porra, o passeio do sábado. Que se fodam todos que disserem que Ceilândia é o cu do mundo. Lá é normal, cacete, só é esquecido pelas malditas autoridades que se concentram num lugarzinho onde são chamados de Dragões e descem a bandeira do Brasil todos os dias. É bonito, é. Mas não significa que devam esquecer o resto do mundo, que devam esquecer aquilo que é real e não simbólico. Ah, e o metrô é legal, faltam algumas estações a serem inauguradas e ainda devem construir muitas outras, mas tá legal.

A igrejinha é uma gracinha, e a tia Maria Helena que nos deu uma aula sobre símbolismo também foi uma gracinha. Pena que ela nunca mais vá se lembrar de nós, mas eu me lembro dela e me lembro também que foi nessa hora que o professor brigou com agente por estarmos demorando em todos os lugares rsss. O clube era legal, mas não podíamos usar nada alem dos quartos e do banheiro. Ah, e do pier, claro, onde passamos boa parte do tempo já que o professor malvado não nos deixou passear depois das palestras. A feira também foi legal, pena que as coisas eram muito caras(pelo menos o que eu pensei em comprar), mas ainda assim oTainá comprou coisinhas legais pragente, né meu menino?

Bem, acho que chega, falei muito pra uma pessoa ocupada.
C ya.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008


KKKKKK, especialmente pro meu marido: Um leãozinho(de circo) gaúcho que é uma beleza.!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Causa Mortis

-Engenheiros do Hawaii

Dia após dia, cada vez mais fria
Você matou sua mãe pra estudar anatomia
Ano após ano, seu sorriso insano
Você matou seu pai com veneno no cinzano

Você matou o presidente norte-americano
Você era democrata, ele, republicano
Você matou sua avó ouvindo mano-a-mano
Matou seu avô-não me diz que foi engano

Não! não vou ficar aqui
Pra alimentar seu bisturí
Não! você não me seduz
com seu jeitinho cão andaluz

Você matou sua tia, morte por asfixia
Matou seu tio com tiro de fuzil
Matou sua irmã com veneno na maçã
Com tiros de canhão, matou seu irmão

Você matou todo mundo (era esse seu plano)
Matou sua sede (bebendo sangue humano)
matou a charada (vai entar pelo cano)
matou muita aula (vai repetir o ano)

Não! não vou ficar aqui
Pra alimentar seu bisturi
Não! você não me seduz
Com seu jeitinho cão andaluz

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Exagero de saudade

Todo o senso de onde estou, de quem sou e pra onde vou... foi engolido pela escuridão da tua ausência.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

O mundo é um grande pão com manteiga, café e com leite

"E você como vai? Tudo bem
Intão vem. Como não?
Eu também
Tudo bão? Tá não
Cê também? Intão vam..."
-Pato Fu (Gol de quem?)

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

(Di)Fusão de idéias

~>Eu gosto de quando os postes têm luzes amarelas, mas não gosto quando os carros têm faróis azuis. Faróis azuis doem os olhos e não gosto que meus olhos doam. Por isso não gosto do sol, e não gosto que as pessoas pintem seus muros e portões de cores claras, isso sempre acaba dando a impressão de muito velhos com um ou dois anos de pintura... e ardem meus olhos. Também não gosto do sol porque ele me queima. Não sei, é instantâneo, ele arde muito na pele. Prefiro andar de blusa de frio no sol, mas não ando de blusa de frio na chuva. Blusa de frio enxarcada é um porre. Igual tênis enxarcado. Ando de chinelo quando está chovendo muito e tenho que pegar ônibus. Ando de chinelo e uma toalhinha verde. E guardo meu calçado na mochila, meu pai que me ensinou.
~>Eu gosto da capa do livro "A menina que roubava livros" porque é branca e a morte segura um guarda-chuva vermelho. Eu tenho um guarda-chuva vermelho, embora não seja a morte e, como ela no livro, também gosto de cores e aromas. Não gosto de creme com cheiro de chocolate, é pecado dar cheiro de comida ao que não possui sabor de comida. Ainda mais sendo chocolate. Eu gosto de blogs brancos. Gosto de branco com vermelho, branco com preto e branco com laranja. Preto com vermelho e com laranja também é legal, mas não gosto de vermelho com laranja. Gosto de laranja com verde e a Kalisia gosta de laranja com azul. O importante é o laranja, porque a maioria das borboletas de jardins são laranja. Na cachoeira tinha uma borboleta azul, dessas azul bem escuro com uma faixa preta em volta. Estava frio.
~>Comprei uma saia meio verde, meio bege... Quero uma branca, pra ficar que nem a Delirium quando ela convence o Sonho de procurarem o Destruição. Eu gosto de transformar meus gostos em palavras, não se pode confiar tudo à incerteza da memória, então escrevo. Esrevo aqui e ali coisas que eu gostaria e falar, mas sei que me sentiria mal se falasse. então me calo e escrevo, porque as vezes falo demais e não funciona. Preciso escrever. É questão de vida ou morte. É questão de rir ou chorar. ("Girls are crying and boys are masturbating"). Se guardo tantos sentimentos dentro de mim, eu estouro. Preciso esvaziar. Sou um saco. Um saco que se entope das próprias coisas e é vazia de coisas alheias, por isso, me encha. Talvez se tivesse mais coisas alheias dentro de mim eu não me enchesse tanto de mim mesma e minhas palavras despontuadas e loucas e pensamentos maníacos e águas salgadas.
~>De qualquer forma, "o inferno são os outros", como dizia Sartre. Os outros me enchem demais por não me preencherem com nada. Às vezes penso que todo mundo é vazio e só eu estou transbordando. Somos todos egoístas e narcisistas algumas vezes. Gosto do Sartre. Ele não era nenhum pobretão que ascendeu e nenhum ricasso que pagou pela publicação das suas obras. Ele era um burguês revoltado. O típico playboyzinho de hoje em dia. Mas ele, ao contrário de nós, tinha coisas nas quais pensar.
~>Sartre foi um dos primeiros caras a desenvolver peças teatrais que contestassem o que chamavam de verdade na época, ou seja, aquele papo de predestinação e tal, ele foge das razões divinas e dá ao homem o que é do homem, a liberdade de escolhas (e com ela a responsabilidade de arcar com as consequências). Sartre fez teatro pra quem vive e quer ver críticas da sociedade, ele fez teatro pra quem quer pensar. Não pra quem quer se esconder atrás de personagens irreais pra não ter que se preocupar com a vida.
~>Assim como a literatura de cordel. Acredito que no nordeste eles nem usem muito ler jornais, ao invés disso vão em bancas de cordel. Teve cordel adaptado pra TV que não teve sucesso porque as pessoas não conseguiram entender. Pode? Pessoas não sabem pensar.! Gosto de fugir da realidade às vezes, mas não precisamos perder a inteligência por causa disso, não é?
~>Gosto de pessoas que pensam e que sabem entender as coisas, mesmo que os pensamentos sejam difusos. Gosto de pessoas que me entendam e lembrem das coisas que digo. Mas não se pode confiar numa coisa tão incerta quanto a memória. Escrevo. Gosto de cores e cheiros. Gosto de tanta coisa que nem dá pra escrever, e não adianta falar. Não digo. Adivinhe.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Insônia

Tenho tanto a dizer e tão poucas palavras no dicionário. Tenho tanto sono e tão poucas horas em casa. Quero deixar a responsabilidade de lado e deitar na grama em baixo de uma árvore qualquer em uma praça qualquer (que naquele momento serão especiais pra mim e o momento nunca sairá da memória) e simplesmente sentir o vento forte no rosto e ouvir o som das folhas balançando, querendo fugir, querendo deixar a responsabilidade de árvore de lado e deitar no rio e se molhar e sentir a água correr, querendo fugir, deixar a responsabilidade de ser rio, se sentir grande e chegar em algum lugar, chegar no mar e inundar o horizonte, ter poder. Eu quero ser grande e quero chegar a algum lugar e às vezes simplesmente não sei como fazer isso. Tenho tantos sonhos e tão poucas horas num dia, numa noite, sei lá. Tenho tantos pesadelos e tenho tanto sono e tenho tanto sonhos e tenho tanta realidade que quero fugir, que quero construir muros e sumir, me esconder num jardim secreto onde possa ficar balançando e talvez fazer amizade com o monstro de baixo da minha cama, que me atormenta e não me deixa levantar no escuro. Quero entrar no quarda-roupas e atravessar portões dimensionais e me perder num mundo de animais estranhos e lugares distantes e pessoas legais e amizades duradouras, quero confundir a ilusão com a realidade (pois sair da matrix só é uma ilusão criada praqueles que teimam insessantemente que a realidade é uma ilusão) mas sem me sentir essa louca maníaca paranóica que tem insônia e age como zumbi ouvindo música com foninho o dia todo e tentando se afastar do mundo. Quero me afastar do mundo.

AAAAAAAHHHHHHHHHHH, maldito sono e malditas noites mal dormidas, malditos barulhos que me amedrontam e maldita luz do rádio de madrugada, maldita doença e maldita febre, malditos...

Me sinto segura com você.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

E agora, José?

(Carlos Drummond de Andrade)
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José ?
e agora, você ?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama protesta,
e agora, José ?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José ?

E agora, José ?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio - e agora ?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora ?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José !

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José !
José, pra onde ?
_____________________
Li isso milhares de vezes na minha infância. Marcou. Gosto.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Autenticidade Incomoda

(por Alexandre Pelegi)
Quando Zezé di Camargo convidou Caetano Veloso para participar da produção musical de seu filme, ele disse que o fizera porque Caetano era um "atestado de qualidade". Por trás do que Zezé disse estava, na verdade, a busca de um aval que validasse sua obra junto àqueles que, por princípio, respondem somente aos impulsos da soberba, da arrogância ou da prepotência. Conheço muita gente que, com medo de ser flagrada assistindo à história de vida de uma dupla sertaneja, assistiu a "Dois Filhos de Francisco" graças à desculpa de que, afinal, a trilha era do incensado compositor baiano...

Curioso que tais pessoas sejam rotuladas como "formadoras de opinião", apesar de não possuírem opinião própria... Precisam de personalidades para validar seus gostos e preferências. Gente que diz que gosta porque ouviu dizer que é bom...

Isso vale não só para gostos musicais, literários ou culinários, mas também para definições físicas. Repare na ditadura das academias, da moda, e até mesmo – pasmem – das religiões. Somos identificados pelo que usamos, vestimos, comemos, consumimos e até pelo que acreditamos.

Esse maniqueísmo esconde o preconceito e o desespero diante de um mundo que é composto de matizes e cores que, nem sempre, fazem bem aos olhos de todos, nem aos gostos de muitos. Afinal, a liberdade de escolha pressupõe a liberdade de pensar. Quem se guia por modismos e pretensos gurus não se delicia com a antecedência da escolha. Não se dá ao gozo de conhecer para decidir se gosta, nem ao prazer de descobrir a beleza escondida no mundo.

Você gosta porque gosta? Ou tem vergonha de ouvir aquele bolero porque amigos dizem que é brega?

Você cultua sua religiosidade porque tão somente acredita, ou se esconde atrás de falsos mitos por ouvir dizer que fé é coisa de pobre?

Quem se guia apenas pelo coração e pelo prazer da descoberta é gente autêntica. Autenticidade faz bem, e talvez seja por isso que incomoda horrores...

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Gosto // Não gosto

Gosto de animais. gosto de comer. gosto de sorvete. gosto da lua. gosto de conhecer pessoas legais(mesmo que eu só as veja uma vez na vida). gosto de estrelinhas de glitter. gosto de escrever numa agenda. gosto de jantar com meu namorado assistindo horário político(e raxando). gosto de sentir o vento forte. gosto de tempo de chuva. gosto do cheiro das pessoas(desde que elas tenham cheiro e não fedor). gosto de carinho, beijo no rosto e de abraço forte. gosto de morphine e de dresden dolls. também gosto de dona zica e cordel do fogo encantado. gosto do meu black metal from hell. gosto de cabelo vermelho. gosto da combinação de verde com laranja. gosto de guardar flores secas. gosto de pedras. gosto de sandália baixa. gosto de jogar xadrez. gosto de saber da vida dos outros(só pra saber, acho legal ver o quanto as pessoas são diferentes).

Não gosto de quem se diz digno e maltrata animais. não gosto de menstruação(iec.).não gosto de usar sutiãn(mas uso, tsc). não gosto de sooooooolllll. não gosto de andar de ônibus em dias quentes. não gosto de ver as pessoas tristes(não sou muito boa em animar os outros). não gosto de gente preconceituosa. não gosto de gente desconhecida que vem perguntar da minha vida. não gosto do GG, do Vitor e do Cezin(seus toscos).

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Gegê...

Vai cagar ¬¬

*Só porque [vírgula]seu niver[vírgula] tá chegando[vírgula] que eu perdi meu tempo[vírgula] escrevendo[vírgula] seu nome aqui[vírgula mesmo] você sabe que não merece[vírgula mesmo] tsc

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Somos tristes transeuntes de uma realidade que insta entre o chorar e a falta de ânimo. Como diria Móveis, "sou apenas mais um alegre deprê". Não se nega o ser, e o ser é triste, é depressivo e melancólico. Não se nega a realidade, e ela não é feita de rosas. Somos tristes transeuntes de uma realidade que insta entre o chorar e a falta de ânimo. A alegria momentânea e o riso são imagem da realidade ilusória na qual todos permeiam em algum momento, mas a verdade, meu caro, é que o ser é triste em sua essência. Mas... Qual seria a graça dessa realidade ilusória se não fosse o fato de conhecer a dor e o sofrimento? Qual seria a graça se eu não exagerasse e chorasse como uma criança sempre que posso ou quero ou me sinto assim, desse jeito que ninguém sabe como é porque só eu sinto(como todos pensam)? Sou apenas mais uma alegre deprê, no fim das contas.

domingo, 31 de agosto de 2008

Lua de Mel.!



aborboletaazulnacachoeiradeáguafria.
elepassandofrioprameesquentar.
macarrãonapaneladepressão.
dormireacordarcomocarinhodele.
massagemtododianocorpotodo.
verosolnascerládecima.
asestrelascadentesmaislindasdomundo.
obeijoatresmilmetrosdealtura.
oabraçofortequandoeuchoreiprofundamente.
asconversasqueresolvemproblemas.
dançaranoitetoda.
acamisetaeogorrocongelados.
sexosexosexo.
cafédamanhãnamesatododia.
aflorqueelemetrouxedopasseiosozinho.
asfloresdecanudo.
ocremecomcheirinhodemorango.
tomarbanhojuntostododia.
mãonabundaéincentivo.

e ainda me perguntam se foi legal... valeu muito a pena. tudo.
eu amo você, mais que tudo no mundo.!
meu companheiro, meu amigo, meu protetor, meu guardião, minha metade, meu motivo de sorrir, meu acalento, meu embalo, minha sedução... meus dias são teus.

(música em homenagem ao Estevão: Paranoid, do Ozzy)

Música tema da viagem:

Você - Móveis Coloniais de Acaju



As quatro estrelas do meu céu são suas
Os oito postes da avenida são meus
E se você quisesse todos eles
Lembra minha querida foi você quem me deu
As sete cartas do tarot são suas
E os dez destinos mais prováveis são meus
E se você pedisse: -Vai ladrilhar um caminho
Este iria dar na nossa casa meu bem
As 31 rosas do jardim são suas
E o único cravo que está aí é meu
E se você quisesse um arranjo ou um bouquet minha querida
O cravo era
Seu sorriso é o meu abrigo e somente ele me satisfaz
Sua ausência me condena a dor da saudade
Você me completa amor e sabe que o meu sonho
Só é um sonho porque...

Você me completa amor
Meu sonho só é um sonho porque você está nele

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

às vezes

às vezes eu falo demais
falo sem querer
falo sem ver
às vezes eu nem falo
faço de conta
faço de tonta
às vezes faço o que não devo
faço o que não quero
o que não sei
nem sei
se faço
se falo
se lembro
se o tempo
apaga as palavras
apaga os momentos
apaga as lembranças
se escuto
ou recuso

mas
me escuta, porque
eu sei,
às vezes eu falo demais

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Eu, modo de usar

Pode invadir ou chegar com delicadeza,
mas não tão devagar que me faça dormir.
Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar.
Acordo pela manhã com ótimo humor mas ...
permita que eu escove os dentes primeiro.
Toque muito em mim, principalmente nos cabelos
e minta sobre minha nocauteante beleza.

Tenho vida própria, me faça sentir saudades,
conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas
e nem seja preconceituoso, não perca tempo, cultivando
este tipo de herança de seus pais.
Viaje antes de me conhecer,
sofra antes de mim para reconhecer-me um porto,
um albergue da juventude.
Eu saio em conta, você não gastará muito comigo.
Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras,
elas serão raras e sempre por uma boa causa.
Respeite meu choro, me deixe sózinha, só volte quando eu chamar e,
não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada.
( Então fique comigo quando eu chorar, combinado?).

Seja mais forte que eu e menos altruísta!
Não se vista tão bem... gosto de camisa para fora da calça,
gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço.
Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto:
boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado,
você tem que se esfolar as vezes, mesmo na sua idade.

Leia, escolha seus próprios livros, releia-os.
Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos.
Seja um pouco caseiro e um pouco da vida,
não de boate que isto é coisa de gente triste.
Não seja escravo da televisão, nem xiita contra.
Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai.
Escolha um papel para você que ainda não
tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.



Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa,
uma louca que ache graça em tudo que rime com louca:
loba, boba, rouca, boca ...
Goste de música e de sexo. goste de um esporte não muito banal.
Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa,
apresentar sua familia... isso a gente vê depois ... se calhar ...
Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora.

Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres,
tenha amigos e digam muitas bobagens juntos.
Não me conte seus segredos ... me faça massagem nas costas.
Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções.
Me rapte!

Se nada disso funcionar ... experimente me amar !!!

(Martha Medeiros)

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

"- E você, por que desvia o olhar?

(Porque eu tenho medo de altura. Tenho medo de cair para dentro de você. Há nos seus olhos castanhos certos desenhos que me lembram montanhas, cordilheiras vistas do alto, em miniatura. Então, eu desvio os meus olhos para amarrá-los em qualquer pedra no chão e me salvar do amor. Mas, hoje, não encontraram pedra. Encontraram flor. E eu me agarrei às pétalas o mais que pude, sem sequer perceber que estava plantada num desses abismos, dentro dos seus olhos.)

- Ah. Porque eu sou tímida."

Rita Apoena.

domingo, 27 de julho de 2008

Minha experiência com Batman

Estávamos eu, meu namorado, meu patrão e mais dois amigos no cinema. Fomos assistir aquele filme do Batman que todos estavam falando que é muito bom. Pra começar acho que deviam mudar o nome do filme para "Coringa", ele sempre rouba a cena totalmente.
Anyway, estávamos lá. São 4 poltronas no canto, como estávamos em cinco, sentamos eu e meu namordado na fileira de cima, ficando duas poltronas vazias do meu lado. Numa delas estava a minha mochila.
Lá pelas 10 minutos de filme rodado chega uma moça meio acima do peso, loira, bem arrumada, de bolsa e tudo e senta na poltrona que sobrou do lado da minha mochila. Até aí tudo bem, normal, algumas pessoas vão ao cinema sozinhas e eu até gosto disso de vez em quando.
Só que...
Poucos segundos depois a tal moça começou a conversar sozinha. Pensei eu com meus botões "ela pode estar no telefone, de fone de ouvido, mas por que uma passoa paragia pra vir no cinema e ficar no telefone?"... Fiquei olhando e olhando e nada de ver fio de foninho nem nada... Beleza, dez minutos se passaram e as pessoas ocmeçaram a ficar realmente incomodadas. "Shhhhhh" elas faziam, e a moça do meu lado sussurrando "fica calada, as pessoas não gostam que você fique conversando".
Caralho.!
Tudo bem, meia hora... e nada da mulher calar a boca. Comecei a ficar com medo e tirei minha mochila do lado dela e coloquei no chão junto dos meus pés. Meu amigo que estava sentado na frente dela já tinha colocado os foninhos de ouvido dele e começado a ouvir música.
Como uma pessoa pode ficar meia hora conversando sozinha? Ela contava casos e repetia algumas falas do filme... Até as risadas do Coringa. *Medo*
Lá pela uma hora e meia de filme, e a mulher sem se calar por nem um único segundo, ela vira diretamente pra mim, que olhava revoltada pra ela, e diz que "a Franciele tem tique nervoso". Olhei pra frente, olhei pro outro lado... Cacete, que mulher estranha. Poucos segundos depois ouvi ela dizer que não queria um filhotinho(em voz manhosa).
Eu já nem lia mais as legendas do filme, esperava ela repetir em português mesmo. E o Batman voava de um prédio a outro e ela "é o Baaaaatmaaaannn". Hahahahahahaha, não moça, eh o Super-Homem.! Todo mundo perto dagente começou a rir.
Com duas horas de filme eu já tava louca.! "Pelamodideus moça, abaixa o volume um pouquinho, por favor.!" disse eu mandando a mão no banco vazio. Eu já tinha pensado em jogar a bolsa e o tamanco dela lá na frente pra ver se ela ia atrás. Porra. *Olhar assustado* "Tudo bem". "Obrigada" *sinal de jóia*.
Dez minutos depois ela voltou a conversar, mas dessa vez mais baixo. Consegui terminar de ver o filme. Meu amigo na frente dela disse que ela ficou chutando a poltrona dele todo o tempo, e num ritmo ainda.!
Cara, nunca vi isso, a mulher mais loooooooooouca que eu já vi, solta. Algumas pessoas disseram que ela era esquizofrênica, outras que ela via espíritos e que esssa tal de Franciele morreu no Cine+7(sala onde estávamos) tendo tiques nervosos e a moça estava tentando me avisar.
De qualquer forma, eu nunca mais sento nas poltronas do canto se não tiver alguém confiável dos meus dois lados (e o medo dela avançar no meu pescoço quando falei com ela?).

segunda-feira, 21 de julho de 2008

"Querido Helano,

será que, às vezes, a gente vai com tanta pressa ao encontro de alguém, que se esquece de se levar junto? Será que o Sol, quando é muito forte, faz a sombra chegar primeiro do que a gente? Será que é assim que tudo se acaba? Ou nem mesmo começa? Acordei com uma fresta de luz brincando na cama, o sol deitando a sombra das folhas em minhas pálpebras. E era tão bonito e simples ver a luz pintando os móveis de colorido que entendi o fim de um casamento: nenhum amor floresce preso numa casa, sem contemplar, por instantes, a luz de uma tarde... Então, guardei aquela fotografia por dentro dos meus olhos para quando eu olhar você. E você, como sempre, não me responder palavras, não me escrever palavras, mas quando o Sol for sumindo, me estender sorrindo o seu cachecol xadrez."


(Terceira Carta, de Rita Apoena)

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Tempo

"Há tempo de nascer, e tempo de morrer
há tempo de sorrir, e tempo de chorar
há tempo de comer, e tempo de ficar com fome
há tempo de amar, e tempo de odiar
há tempo de pular, e tempo de cair
há tempo de ganhar, e tempo de perder
há tempo de aceitar o que foi dito, e tempo de ficar revoltado
há tempo de guardar, e tempo de jogar fora
há tempo de ver, e tempo de fechar os olhos
há tempo de escutar, e tempo de tampar os ouvidos
há tempo de falar, e tempo de ficar quieto
pra tudo há seu tempo, basta saber administrá-lo"

- Autor Desconhecido

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Se...

Se você se sente bem a partir do momento em q põe os pés na rua, e entra em desespero só de pensar em passar mais tempo em casa... você tem algum problema mental?

quinta-feira, 26 de junho de 2008



Ela estava cansada de percorrer os caminhos do Destino e tentar, inutilmente, juntar todos os grãos de areia de um passado que se quebrou.
Ela estava cansada e cortava caminhos, pulava muros. Ela enganava Destino como ninguém jamais fizera. Ela olhava pra frente e tinha medo do escuro, então corria pra trás e derrubava paredes; percorria caminhos que deixara de percorrer. Ela fazia confusão.
Ela era Delírio no mundo de Destino. Era o inacabado em um universo onde não há tempo e não há espaço. Ela era Delírio e se sentia perdida nos caminhos do Destino.
Mas Destino é duro e sem pestanejar a expulsou de seu reino. Nua e ainda segurando o vidro onde tentara guardar os grãos de areia, Delírio foi jogada no abismo sem fim que rodeia os jardins de Destino.
Destino é duro e cego, mas não deixa de ter compaixão por seus irmãos. O véu branco simboliza o luto até que Delírio se encontre denovo. Até que Delírio volte a ser Deleite. Seja pra quem for. Nem que seja pra ela mesma.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Luto.

Como a vida é frágil.
Penso no pouco que vivi e quantas coisas vivi... Tanta coisa.
Mas quando tudo se acaba, parece ter sido tão pouco.
70 anos passa a ser um nada perto do que gostaríamos.
Pelo menos ficam as lembranças, o sentimento... O pensamento de que já era hora.(ou não)
Difícil mesmo é encontrar palavras, seja pra explicar ou expressar, quando só as lágrimas conseguem ser exteriorizadas.

Aquele fio de cabelo rebelde que sempre caia na testa, o arrastar dos pés cansados, o estralo das mãos com aqueles dedos longos, as veias sempre volumosas na pele branca e fina, o olhar já embaçado de tanto ver, o riso sofrido... Detalhes.

Fica a saudade.

"Quando você nasceu, você chorou e o mundo regozijou; viva sua vida de tal maneira que, quando você morrer, o mundo chore e você regozije"

terça-feira, 17 de junho de 2008

A Dama que Evapora

Sabe quando você para no meio da confusão noturna do centro da cidade e sente aquele ventinho frio na pele? E então você abre os olhos e enxerga que não faz parte de nada daquilo e que parece ser tudo muito distante de você? Daí depois você olha pro brilho exuberante da lua e pras estrelas que lutam pra aparecer e pensa em como gostaria de pegar uma BR qualquer e sair por aí sem rumo até suas pernas não agüentarem mais?

Êta ventinho frio, me evapora, vai.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Perdão.!

Peço desculpas aos leitores deste blog pelo desleixo, deseixo, sei lá. Ando completamente sem tempo por essas semanas que se passam devido a intermináveis trabalhos e provas, assim que der uma maneirada eu volto a postar com certa frequência.
Abraço pra todos que comentam aqui periodicamente, sinto falta de falar e ouví-los. Até breve. =)

quinta-feira, 22 de maio de 2008

O Tabuleiro e a Torre

Vi esse texto num vídeo no Youtube e achei legal... Imagiiiino que o autor dele seja um moço chamado Kelser, mas não tenho certeza, se alguém já tiver ouvido falar, por favor me informe para que eu atribua corretamente o nome de seu autor.


"Em diagonal, o bispo alcança o cavalo. Ao redor, reis e rainhas escondem-se atrás dos peões. A busca do xeque-mate sobressai à essência do jogo.
Dois insanos disputam o xadrez. Ao chão, com o tabuleiro equilibrado sobre os joelhos, mexem as figuras metamórficas que deslizam em cima do imenso quadro quadriculado de pedra sabão.

Contudo, nessa disputa não basta apenas a coerência das regras do jogo, o movimento das pedras também deve ser calculado para que o xadrez se mantenha ileso a qualquer momento de força indevido.

À volta dos adversários, um quarto lúgubre, com mais quatro leitos dispostos desordenadamente. A parede descascada e mofada nos cantos. Sobre as camas, indivíduos perturbados psiquicamente. Um deles, deitado, catatônico, observa o teto. O outro, sentado, observa o jogo.

Em uma jogada arriscada, a rainha branca faz um xeque. O tabuleiro balança. O rei preto foge através de um movimento lateral. O exército branco ataca, desta vez com a torre. Incide sobre o bispo preto e faz novo xeque. Entretanto, o xadrez não agüenta. Apesar da boa jogada, o desequilíbrio é iminente. Com o torque o tabuleiro se inclina. As pedras deslizam lentamente para a esquerda. Até que o grande quadro quadriculado de pedra sabão não resista à gravidade e cuspa as peças no chão e se espatife sobre elas.

Após o estardalhaço, um silêncio fúnebre. Os adversários se olham indiferentemente. O catatônico desperta de seu transe e pergunta: - O que foi? O outro permanece atento às pedras espalhadas pelo assoalho. Num certo instante, fixa o olhar na torre branca. Nesse momento, sua mente esquizofrênica entra em surto.

Sobe a escada em espiral. Sente um desejo imenso de chegar no topo. Percebe que tudo a seu redor é alvo. Uma curiosidade profunda de descobrir o que há no ápice fá-lo subir desesperadamente. Tropeça em seus passos. Pára. Recupera o fôlego. Ouve somente o silêncio. Põe a cabeça no interior do espiral. Olha para baixo e em seguida para cima. Já passa da metade. Continua.

Chegando no acrocentro da torre, uma cúpula. Ofegante de curiosidade, faz um giro de 360 com a cabeça. Vê apenas um quarto à sua direita. Caminha em sua direção. Ansioso, adentra no recinto.

Tudo o que enxerga, além do branco a seu redor, é somente um armário de madeira, cor cinza claro e envelhecido pelo tempo. Abre a porta do velho guarda-roupa e depara-se com um pôster pregado com tachinhas. Para sua surpresa, a imagem que lhe vem aos olhos é, de certa forma, estranha. À sua frente, vê Jesus Cristo com um jeito efeminado, com seios e com um bigode tipo Hitler.

Tenta retirar as tachinhas para levar o pôster consigo. Aquela imagem lhe agrada. Pensa em pendurá-la no seu quarto. De súbito ouve um barulho. Olha para a cúpula pela fresta do armário. Vê uma faxineira varrendo o grande salão branco. Percebe que corre perigo naquele local. Recoloca as tachinhas e sai à francesa."

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Ai! Se Sesse!

Se um dia nois se gostasse
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesse
Se juntim nois dois morasse
Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois morresse
Se pro céu nois assubisse
Mas porém acontecesse de São Pedro não abrisse a porta do céu
E fosse te dizer qualquer tulice
E se eu arriminasse
E tu cum eu insistisse
Pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse
Tavês que nois dois ficasse
Tavês que nois dois caisse
E o céu furado arriasse
E as virgi toda fugisse







"A literatura de cordel é um tipo de poesia popular, originalmente oral, e depois impressa em folhetos rústicos ou outra qualidade de papel, expostos para venda pendurados em cordas ou cordéis, o que deu origem ao nome que vem lá de Portugal, que tinha a tradição de pendurar folhetos em barbantes. No Nordeste do Brasil, herdamos o nome (embora o povo chame esta manifestação de folheto), mas a tradição do barbante não perpetuou, ou seja, o folheto brasileiro poderia ou não estar exposto em barbantes. São escritos em forma rimada e alguns poemas são ilustrados com xilogravuras, o mesmo estilo de gravura usado nas capas. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, como também fazem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores."
(Wikipédia)


O poeta Severino de Andrade Silva (Itabaiana, Paraíba, 1904 — Rio de Janeiro, 12 de fevereiro de 1965), mais conhecido como Zé da Luz, trabalhava com essa literatura de cordel, e se tornou mais conhecido há pouco tempo quando a banda Cordel do Fogo Encantado recitou e gravou seu poema "Ai! Se Sesse!". Mas além desse, outros de seus trabalhos facilmente encontrados na internet são:

Brasí Caboco
A Cacimba
As Flô de Puxinanã
A Terra Caiu no Chão

sexta-feira, 16 de maio de 2008

terça-feira, 13 de maio de 2008

Outro fato

Tudo hoje me lembra um outro fato
Um período triste que começou hoje
Hoje,
há um ano....

Tudo hoje me lembra um outro fato
Marcado
Datado
Fixado
No calendário e na memória.

O ciclo se repete
dessa vez pela lembrança.
A lembrança da ausência;
Do querer e não poder;
Do precisar e não ajudar;
De uma pessoa especial...
Que nem conheci.

A lembrança da lágrima,
que não enxuguei.
Do colo,
que não dei.
Das mãos,
que não segurei.

Tudo hoje me lembra um outro fato
O abraço atrasado
Tudo traçado
Tudo passado.




~> Abraço especial pro Ravnos.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Isabella Nardoni

Madrasta e pai presos. E daí?
Concordo que seja um caso foda, uma criança que morreu supostamente pelas mãos da madrasta e do pai, mas e daí? Porra, os caras já foram presos e o processo de julgamento ainda vai demorar séculos com essa justiça lenta do Brasil e todos sabemos disso... Agora será que dá pra pararem com toda essa novela?
Não passo muito tempo em casa vendo jornais televisivos e nem assino jornais mesmo, então minhas fontes de informação são os jornais on-line, mas sinceramente já cansei de entrar nesses sites e dar de cara com alguma foto que remeta a esse caso.
Não, não sou nenhuma pessoa fria e sem coração que não se comove. Mas... que cacete!, ninguém está nem aí pras milhares de crianças que morrem de fome todos os dias no nosso país e este, por ser um caso meio 'incomum' a mídia faz toda essa novela? Caramba de mídia sensacionalista! Falta conscientização social...
Alguém ajudou em alguma coisa pra solucionar esse caso da Isabella? Duvido que você conheça alguém que tenha ajudado ou tenha notícia de alguém da mídia que tenha feito algo. Agora eu te pergunto outra coisa... O que você pode fazer pra evitar que outras crianças morram por aí, como no exemplo que dei, de fome? E o que esse povo de terno e gravata com microfone na mão pode fazer? Todos temos a possibilidade de ajudar alguém, mas muitos de nós optam por se comover com essas 'novelas da vida real' pra ter o que conversar nos elevadores de nossos prédios de classe média.
Vai pra puta que pariu.!

domingo, 11 de maio de 2008

Dia das mães


Bem, li no blog do Mauro Rocha uma singela homenagem às mães, já que hoje é o "dia delas". Mas como disse a ele em meu comentário, essas datas sempre me fazem pensar.
Não sou mãe, mas tenho medo de perder a minha(quem me conhece entende o que digo e sabem o que passo), mas nem por isso acho que todas são especiais.

Existem mães que abandonam seus filhos, também como disse ao Mauro, tanto fisicamente quanto 'psicologicamente'. Filhos que passam por necessidades e suas mães não ajudam. Crianças que entram no mundo das drogas(de forma irreversível) por uma certa falta de atenção, de companheirismo. Ser mãe, pra mim, não é comprar brinquedos, lavar roupa e fazer comida... Isso qualquer pessoa pode fazer. Ser mãe é muito mais que isso, exige um 'sétimo sentido'(já que o chamado sexto sentido, já pertence às mulheres em geral) que vai muito além dessa intuição, é todo um conjunto de formas de lidar com o que se passa.
Como disse, não sou mãe, posso estar falando um monte de merda, mas me admirei com a Lyra quando ela disse que tinha sumido um pouco por causa do seu pequeno que estava doente ou no post que ela se refere a ele. Ser mãe é isso, cuidar, participar... deve ser mesmo maravilhoso o processo de gravidez e a sensação de uma vida crescendo junto à sua mas, infelizmente, ainda existem muitas mães que apenas colocam no mundo mas não cumprem realmente com esse papel tão lindo.

De qualquer forma, fica aqui minha homenagem à minha mãe que está precisando de uma força e à todas as mamães da blogosfera =). Ah, também pra minha duas amigas minhas que provavelmente nem lerão isso, mas estão grávidas(uma de oito meses e outra de cinco). Espero que sejam realmente boas mães.

sábado, 10 de maio de 2008

Meu borboleto


Quem tem alguém assim, deve lhe fazer uma homenagem, não?
Adoro essas invenções de palavras hahahahaha e espero que ele não fique bravo por transcrever aqui seus ditos.


"~> Borboleteando por aí, encontrei uma borboleta, que toda borboletosa alegrava todos os lugares em que passava.
Mas que reação é esta que parecem borboletas por todo meu corpo?
Borboleteavam dos meus dedos dos pés até a ponta dos cabelos!
Como poderia? Um borboleto capturado, destinado à mais pura felicidade.
Borboletado o mais novo borboletista, que depois da borboletada começou a ver o mundo muito mais cheio de borboletas.

Das borboletas... Para a Salubridade.
.
.
.
Olho para teus olhos, vejo o mundo.
Um mundo.
Uma realidade(alternativa, talvez).
Vejo história, conhecimento, vejo vida.
Vejo o meu amor!
A leveza do toque; a revolta e a braveza do sorriso!; a apreensão do olhar...
Cada detalhe singelo, que separados são inigualáveis... e juntos formam o mais maravilhoso conjunto de ser contemplado."

Que as borboletas continuem a tornar teu caminho cada vez mais belo, mais leve e, mesmo que pouco, que elas possam içar-te quando teus pés cansarem de percorrer este caminho de tijolos amarelos tão longo...
Não houve invasão, mas fica aqui minha declaração de que os dias do teu lado são cada vez mais gostosos, que esta paz que transmites é imensurável e que teu carinho é inigualável.
Sabe, me sinto bem. Me sinto mesmo bem.
Amo você!, e obrigada por existir na minha vida, fazendo com que os problemas sumam quando estás comigo.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Teimosia

"O relógio mais certo do mundo é o do teimoso!"

Ter perseverança e lutar pelos objetivos é muito bom.
Ter uma meta e perseguir com determinação é melhor ainda.
Mas, muita gente anda confundindo "determinação" com "teimosia",
e por isso, anda sofrendo mais do que "pé em sapato apertado".
Dando murro em ponta de faca,
querendo fazer o que não consegue,
tentando mudar quem não quer mudar,
ter o que não pode ou não deve,
ser quem não é,
fazer o que não sabe,
falar do que não viu...

A teimosia é uma forma de tortura pessoal,
é o caminho mais rápido para a obsessão,
porta que se abre para as doenças nervosas e mentais.

Aprenda em primeiro lugar que até as pedras mudam de lugar,
e nem precisam ser redondas para rolar pelo caminho,
pois o tempo, através do vento, da chuva e outros elementos,
vão cuidando de movimentar até as maiores rochas.

Por isso, os que acreditam que não vão mudar nunca,
são os que mais recebem "lições de mudança" do tempo.
São os ventos da contrariedade, as chuvas da decepção,
o furacão de problemas que se repetem e surgem pela obstinação,
pela "cegueira" que a teimosia provoca.

Estamos aqui para aprender,
estamos na grande escola da vida, e não somos perfeitos!

Temos lições que necessitamos aprender,
temos amores que não devemos viver,
trabalhos que não nos servem,
prêmios que não nos pertencem,
lutas que teremos de passar,
pensamentos que devemos mudar,
caminhos que não são bons,
verdades que não duram uma década,
talvez nem um dia, porque não são verdades,
são as nossas verdades caprichosas...

Por isso, faça hoje o que deve ser feito,
tenha (ou crie) disciplina nas suas coisas,
mude o pensamento, o caminho, a certeza,
na dúvida, duvide,
acredite mais em você, mas lembre-se:
errar é humano sim, mas persistir no erro...

(por Paulo Roberto Gaefke)

quinta-feira, 1 de maio de 2008

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Soneto da Lua


Por que tens, por que tens olhos escuros
E mãos lânguidas, loucas, e sem fim
Quem és, quem és tu, não eu, e estás em mim
Impuro, como o bem que está nos puros ?

Que paixão fez-te os lábios tão maduros
Num rosto como o teu criança assim
Quem te criou tão boa para o ruim
E tão fatal para os meus versos duros?

Fugaz, com que direito tens-me pressa
A alma, que por ti soluça nua
E não és Tatiana e nem Teresa:

E és tão pouco a mulher que anda na rua
Vagabunda, patética e indefesa
Ó minha branca e pequenina lua!

Vinicius de Moraes

terça-feira, 29 de abril de 2008

"O triste não é mudar de idéia, triste é não ter idéias pra mudar."
Barão de Itararé (eu acho)

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Emoções

Há momentos em que queremos falar, mas não há nada a dizer.
Palavras já não expressam sentimentos.
"O corpo fica tão cheio de emoção que ela não cabe nele, então transborda".
Choramos.

Há momentos em que não queremos chorar.
Secar as lágrimas. Esconder o nariz vermelho.
Mas os sentimentos e as emoções continuam transbordando.

Só não podemos falar. Porque sentimentos
não são palavras.
Não são descritos.
Pode-se tentar, mas não pode-se negar as lágrimas.

Há momentos em que um olhar diz tudo.
Tudo.

sábado, 26 de abril de 2008



Estou procurando estradas velhas
Desvios por onde se possa andar
Atalhos quietos, perdidos caminhos
Mente vadia solta no ar

Quero a noite chegando
Confundindo a árvore, o homem
Quero a noite chegando
Confundindo o campo e o rio
Quero o cheiro e o frio da madrugada
A lua em minha face dormida
Quero o cheiro e o frio da madrugada
A lua em minha face dormida

Sol, sol
Que acorda o meu feliz cansaço
Num dia natural
Onde me misturei






***Quintal de Clorofila
foi um duo de folk psicodélico, formado pelos irmãos Dimitri e Negrende Arbo. Eles fizeram parte do cernário folk gaúcho que se iniciou no final dos anos 1970, com grupos como Os Tápes, Almôndegas, Utopia e Grupo Terra Viva, e se extendeu aos anos 1980, com grupos como Tambo do Bando e Couro, Cordas e Cantos. Quintal de Clorofila é um dos poucos que chegaram a gravar um álbum, lançado pelo selo independente Bobby Som em 1983. Para esse LP (O mistério dos Quintais), o grupo gravou composições próprias com letras do irmão deles, o poeta Antonio Calos Arbo. Nas palavras do próprio Dimitri Arbo, o som deles misturava jazz, rock, música medieval e ritmos africanos orientais e latinos, no que ele chama "Rock Viking". Com certeza é uma música complexa, com uma tremenda profundidade e inspiracão abundante, o que se evidencia ao longo de todas as faixas bastante atmosféricas do álbum.


Texto adaptado de:
http://brnuggets.blogspot.com/2006/05/quintal-de-clorofila-o-mistrio-dos.html

Um amigo me deu esse CD há alguns anos e de tempos em tempos gosto de ouví-lo, é gostoso de ouvir, tanqüilo. è uma pena que estilos assim não sejam muito difundidos no Brasil porque realmente sempre tivemos uma riqueza em grupos alternativos ao longo de nossa história.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Sensação de solidão

Uma merda essa sensação de solidão em meio à multidão, não é?
Será culpa daquele tal narcisismo fisiológico que nos faz sentir mais especiais? Seríamos nós nada mais que crianças mimadas? Ou a 'culpa' seria realmente destes outros que não percebem(ou fingem não perceber)? Pior ainda seriam os que percebem e não fazem nada(mesmo que não façam por não saber o que fazer)?
Enfim, é uma merda essa sensação de solidão em meio à multidão, não é?

O cheiro do ralo

De todas as coisas que eu tive
as que mais me valeram
as que mais sinto falta
são as coisas que não se pode tocar
são as coisas que não estão ao alcance de nossas mãos
são as coisas que não fazem parte do mundo da matéria.




*Copiado de (entre parênteses) descaradamente :P*

Pequenas coisas.

Interessante como os detalhes importam tanto. Como um abraço ou uma ação qualquer pode definir definitivamente o humor de outrem. E interessante também como as emoções do momento cegam.
Quando estamos tristes nos fechamos e muito dificilmente enxergamos as pequenas coisas que fazem por nós, no entanto, quando retomamos a consciência, deveria ficar claro o quão importante aquela singela atitude foi importante.
"Foda" é pensar que as coisas que importam pra uns não são as mesmas que importam para os outros e muitas vezes quando queremos ajudar acabamos por deixar as coisas que importam para o outro para agirmos de modo a reproduzir o que importa para nós mesmos, entendível isso? Isso quando simplesmente não sabemos o que fazer.
Você enxerga o que fazem por você? Será que eu enxergo?
Por mais que eu diga, e sinta, o quanto os detalhes fazem a diferença, acho que só vejo os detalhes que fazem diferença PRA MIM, tenho dificuldade ainda em reconhecer os esforços alheios com relação a detalhes importantes pra eles... E vice-versa.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Quando o sono não chegar

Neste quarto de fogo solitário
No telhado um letreiro esfumaçado
Candeeiro no peito iluminado
O cigarro no dedo incendiário
O cinzeiro esperando o comentário
Da palavra carvão fogo de vela
Meus dois olhos pregados na janela
Vendo a hora ela entrar nessa cidade
Tô fumando o cigarro da saudade
E a fumaça escrevendo o nome dela
O prazer de quem tem saudade
é saudade todo dia
O prazer de quem tem saudade
é saudade todo dia
Ela é maltratadeira
Além de ser matadeira
ô saudade companheira
De quem não tem companhia
Eu vou casar com a saudade
Numa madrugada fria
Na saúde e na doença
Na tristeza e na alegria
Quando o sono não chegar
No mais distante lugar
No deserto beira mar
Dia e noite noite e dia

(Cordel do Fogo Encantado)

~> Princesa, se lembra de quando escreveu numa carta que eu procurasse essa letra? Você tinha chorado no teatro quando tocava ela... Saudades de você. Saudade de muitas outras pessoas, de muitos outros momentos...

sábado, 5 de abril de 2008

Old L.A. Tonight

Look into the future
Look into my eyes and tell me
Everything's all right
Tell me where we're going
I'm so afraid 'cos I don't know what's going on
With my life

But it'll be all right tonight
Will it be all right tonight?
Are we doin' all right in old L.A. tonight?

Sitting by the ocean
Mapping out my plans of action
Baby, they include you
I wish you'd send a message
Maybe I'm just better off not knowing who knew

But it'll be all right tonight
Will it be all right tonight?
Are we doin' all right in old L.A. tonight?

Those summer nights when I look in your eyes
I'm falling to pieces, pieces
Out of my mind
And I'll never know why
I'm falling to pieces, pieces

Who could imagine such a thing could happen to you?
It's gonna be all right in old L.A.

Those summer nights when I look in your eyes
I'm falling to pieces, pieces
Out of my mind
And I'll never know why
I'm falling to pieces, pieces
It's gonna be all right in old L.A. tonight
(Ozzy Osbourne)



Eu sempre choro com essa música.!

"Only the good die young"

Cada um tem a sua própria vida e total controle sobre ela. Viver ou morrer é uma questão apenas de escolha quando se carrega um fardo muito grande nas costas. Fico pensando se não é puro egoísmo que as pessoas achem o suicídio algo errado. Quando se chega a esse ponto é porque todas as forças se esgotaram e ninguém cosneguiu ajudar. Ninguém conseguiu ajudar.
Se ninguém consegue ajudar, então é porque não são dignos da companhia(ou da dádiva) da "vítima". Se ninguém percebe, se ninguém procura, se ninguém enxerga os sinais é porque não merecem. Não merecem. Puro egoísmo.
A pessoa sofre, chora, pensa, calcula. Ninguém resolve se suicidar sem antes pensar. Se não há ninguém por quem valha repensar... nada impede.
Ninguém deve ser sozinho, todos precisam de alguém pra chorar, pra abraçar, pra conversar, desabafar. Todos precisam. Ainda mais os mais "fracos psicologicamente". Eu preciso de alguém assim.
Disse que sou inteiramente responsável pelo que causo nos mundos dentro do meu, mas se eu morro deixo de ser responsável. Há quem pense que surgirá uma espécie de vida melhor. Há quem acredite que existe paraíso ou inferno(o que não é suficiente pra evitar que coisas assim aconteçam). Eu acredito que tudo cesse. Deixando de ter consciência do sofrimento alheio consequentemente.
Sofrimento alheio... Não se sofre pra sempre. Ninguém é substituível, fica aquele buraco, não se esquece(talvez em alguns casos). Mas não se sofre pra sempre.
Hoje eu penso ainda que não se sofre pra sempre pela perda de outra pessoa, mas o grande problema é o tamanho do sofrimento que se tem ao tomar conta disso. Pode-se muito bem não agüentar o fardo também.
As pessoas próximas sofrem, se questionam, se culpam. Os colegas não entendem porque nunca imaginaram. Os conhecidos apóiam os anteriores. E os que nem chegaram a conhecer em alguns casos relembram seus próprios pensamentos e escrevem em blogs praticamente nunca visitados o que pensam sobre isso.
Tenho medo de toda essa sensação, dessa vontade louca de acabar com tudo. Apesar de pensar dessa forma ainda acredito que sou inteiramente responsável pelos mundos dentro do meu, desde que valha a pena.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Ônibus.

O muro em xadrez com branco e amarelo. Uma "sete-copas" na porta. O reflexo do pé da senhora no vidro. Passam casas, animais, pessoas... vidas. Cada um em seu próprio mundo. São mundos separados que têm todos os outros mundos dentro de si. Eu sou absolutamente responsável pelo meu mundo e o que faço dele. Também sou igualmente responsável pelo que provoco nos mundos dentro do meu. Sou absolutamente responsável. Vidas vazias. Vidas tão cheias de nada e tão cheias de tudo que ninguém percebe. Mas eu me importo. EU me importo.
"As coisas não mudam, nós é que mudamos. O início de um hábito é como um fio invisível, mas cada vez que o repetimos o ato reforça o fio, acrescenta-lhe outro filamento, até que se torna um enorme cabo e nos prende de forma irremediável, no pensamento e ação. "

(Orison Swett Marden)

sábado, 29 de março de 2008

Teste de personalidade

Seu modo principal de viver é focado externamente, de onde você absorve os fatos primariamente através de sua intuição. Seu modo secundário é focado internamente, onde você lida com as coisas de acordo com a maneira como você se sente quanto a elas, ou de acordo com a maneira com que elas se encaixam no seu sistema de valores pessoais.

Você é uma pessoa calorosa, entusiasmada, tipicamente muito inteligente e cheia de potencial. Você vive num mundo de possibilidades, e pode ficar muito apaixonado e entusiasmado com as coisas. Seu entusiasmo dá a você a habilidade de inspirar e de motivar os outros, mais do que é constatado em outras pessoas. Você tem a habilidade de conseguir o que você quiser com o seu papo. Você ama a vida, vendo-a como um dom especial, e luta para tirar o máximo proveito dela.


Você tem uma variedade incomum de habilidades e de talentos, e é bom em quase tudo o que te interessa. Orientados a trabalhar com projetos, você pode acabar encarando várias carreiras diferentes durante sua vida. Para quem observa de fora você pode parecer perdido e sem objetivo, mas é na verdade muito consistente, pois possui um senso de valores que você utiliza como uma lei que rege a sua vida. Aliás, tudo o que você faz deve estar alinhado com seus valores. Você precisa sentir que está vivendo sua vida como você mesmo, andando de acordo com o que você acha certo. Você vê significado em tudo, e está numa batalha contínua para adaptar sua vida e seus valores para conseguir atingir uma paz pessoal. Você está sempre ciente e inclusive preocupado em perder contato consigo mesmo. Como a empolgação emocional é normalmente muito importante em sua vida, e como você está sempre focado em estar com sua vida alinhada, você acaba freqüentemente sendo um indivíduo intenso, de valores altamente desenvolvidos.


Você necessita se focar em terminar os projetos que você começa. Este pode ser um grande problema para você. Diferentemente de outras pessoas extrovertidas, você precisa de tempo sozinho para encontrar seu equilíbrio, e para ter certeza que você está em sintonia com seus valores. Se você se mantiver equilibrado, é muito provável que você tenha obtenha sucesso em seus projetos. Então, não caia no hábito de sair rapidamente de um projeto quando você se animar com uma nova possibilidade, pois você pode acabar nunca atingindo os grandes objetivos que você pode atingir.


Você tem uma ótima capacidade de lidar com as pessoas. Você é genuinamente caloroso e interessado por elas, e coloca uma grande importância em suas relações com os outros. Você quase sempre tem uma grande necessidade de que os outros gostem de você. Especialmente numa idade mais jovem, pessoas como você tendem a demonstrar entusiasmo excessivo para com outras pessoas, exagerando no esforço para ser aceito. No entanto, assim que você aprender a equilibrar sua necessidade de ser verdadeiro para consigo mesmo, com sua necessidade de ser aceito pelos outros, você se tornará ótimo em trazer à tona o melhor que cada pessoa tem a oferecer, e será bem aceito por todos. Você tem uma habilidade excepcional de entender intuitivamente as pessoas após pouco tempo, e de usar sua intuição e flexibilidade para se relacionar com os outros no nível deles.


Por viver num mundo de possibilidades empolgantes, os detalhes do dia-a-dia são vistos como desagradáveis trivialidades. Você não coloca importância em tarefas detalhadas e de manutenção, e freqüentemente nem está ciente dessas questões. E quando você realmente tem que realizar essas tarefas, você não tem prazer em fazê-las. Essa realmente é uma área desafiadora para as pessoas como você, e pode se tornar algo frustrante para seus familiares.


Se você acabar indo para o “mau caminho”, pode se tornar um tanto manipulador – e muito bom nisso. O talento de ser persuasivo com o qual você foi abençoado faz com que você consiga o que quer de maneira natural e fácil. Porém, na maioria das vezes você não irá abusar destas habilidades, pois estas não se encaixam com seu sistema de valores.


Às vezes você também comete erros de julgamento graves. Você tem uma habilidade incrível de perceber intuitivamente a verdade sobre uma pessoa ou situação, mas quando você aplica um julgamento à sua percepção, você pode chegar a conclusões erradas.


Se você não aprender a levar as coisas que você começar até o final, você pode encontrar dificuldades em se manter feliz em casamentos. Sempre vendo as possibilidades do que pode ser, você pode se cansar do que realmente é. O forte senso de valores irá te manter você dedicado às suas relações. No entanto, como você gosta de um bocado de animação na sua vida, se dará melhor com pessoas que se sintam confortáveis com mudanças e com novas experiências.


Ter um pai como você pode ser uma experiência muito divertida, mas pode ser uma experiência estressante para crianças com fortes tendências concretas ou de organização. Estas crianças podem ver seus pais como inconsistentes e difíceis de entender, à medida que são carregadas por esse redemoinho que é a vida do pai. Algumas vezes você desejará ser o melhor amigo de seus filhos, e em outras vezes fará o papel do pai autoritário. Mas você seu sistema de valores é sempre consistente, o que impressionará suas crianças mais que tudo, juntamente com sua simples felicidade de viver.


Você é basicamente uma pessoa feliz, mas pode se tornar infeliz se confinado a horários estritos e a tarefas mundanas. Consequentemente, você trabalha melhor em situações onde você tenha muita flexibilidade e onde você possa trabalhar com pessoas e com idéias. Uma ótima idéia seria a de você abrir seu próprio negócio! Você tem a capacidade de ser altamente produtivo mesmo com pouquíssima supervisão, apenas necessitando que você esteja entusiasmado com o que você está fazendo.


Por ser tão alerta e perceptivo, constantemente analisando o ambiente ao seu redor, é bem provável que você sofra de tensão muscular. Você tem uma grande necessidade de ser independente, e resiste a ser controlado ou rotulado. Você precisa manter o controle sobre si mesmo, mas não acredita em controlar os outros. Sua necessidade de independência e de liberdade se estende tanto a si próprio, quanto aos outros.


Você é uma pessoa charmosa, engenhosa, que se arrisca, sensível, voltada às pessoas, e com capacidades de todos os tipos. Você tem muitas qualidades que irá utilizar para se satisfazer na vida (e também àqueles próximos a você) se conseguir se manter equilibrado, e dominando sua capacidade de levar até o fim o que você começar.


Faça o seu teste clicando aqui.!

sexta-feira, 14 de março de 2008

Chatterton
Ana Carolina
Composição: (Gainsbourg - Adpt: Seu Jorge / Dani Costa)

Sangue, Sangue,Sangue
Chatterton, suicidou
Kurt Cobain, suicidou
Getúlio Vargas, suicidou
Nietzsche, enloqueceu
E eu, não vou nada bem

Chatterton, suicidou
Cléopatra, suicidou
Isócrates, suicidou
Goya, enloqueceu
E eu, não vou nada nada bem

Chatterton, suicidou
Marc-Antoine, suicidou
Cleópatra, suicidou
Schumann, enloqueceu
E eu, puta que pariu, não vou nada nada bem

terça-feira, 11 de março de 2008

Perder e encontrar

Fico pensando no fato de perder e encontrar objetos. Cada objeto que você encontra na rua tem uma história, um significado na vida de alguém, e o fato de tê-lo perdido pode muito bem ter mudado completamente o rumo que a vida dessa pessoa seguia. Ou não.
Você já passou pela situação de perder algo realmente importante pra você? Não ficou se perguntando quem poderia ter encontrado ou se daria o devido valor àquilo?
Bem, há algum tempo queria falar disso aqui.
Parei pra pensar nisso há algum tempo quando perdi algo realmente importante. Nunca tinha me importado com objetos, se perdi, estraguei, etc., podia muito bem comprar outro. Mas quando ele tem um valor muito grande na sua vida, um significado realmente, você se sente afetado pelo fato.
Perdi um colar, algo que me incomoda até hoje. Um colar. Não me importaria, já perdi um anel de brilhante. Mas esse colar... Fico imaginando quem foi que achou, se a pessoa usa, se ela se importa com o passado do colar... Fico imaginando o que eu faria se encontrasse alguém com o MEU colar. Queria poder encontrar a pessoa que o possui hoje. Não ia pegar de volta(apesar da vontade), mas por saber que ele é unico eu o reconheceria. E então eu pediria à pessoa que cuidasse dele com todo carinho do mundo, que desse à ele seu devido valor(não monetário, mas sentimental), porque pra alguém ele vale mais do que todos os tesouros do mundo.
Encontrei já algumas coisas na rua. Um carrinho de madeira, um toca-discos, um enfeitezinho que tenho na mesa do computador... muitas coisas. Fico pensando na criança triste que não sabe onde deixou o brinquedo e o pai o condenando. No senhor que deixou o toca-discos na rua porque o fazia lembrar da mulher que morrera há alguns anos e costumava passar o dia todo ouvindo seus vinis. No moço supersticioso que comprou uma mini caranca em alguma cidade em volta do Velho Chico e a carregava no bolso, ao tirar a carteira acabou deixando cair.
Cada objeto, uma história. Gosto de valorizá-los. Só me dói não saber se valorizam o que já foi meu.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Cômoda - Como dividir uma cômoda de cinco gavetas entre duas pessoas numa separação

"Ninguém quer confissões aqui.
Nem reminiscências.
É apenas uma questão de manter
o foco.
Por isso esse formato, essa falsa
elaboração.
Se alguém aqui quisesse ser realmente
bom,
contaria as sílabas de um soneto
perfeito,
mas não é o caso. (...)"
(Fernanda Young - trecho do livro "Dores do Amor Romântico")


"Às vezes finjo fazer de conta que sou poeta
A um rabisco me empresto e saio a dançar
Pisando nos cacos, tapando o ouvido
...que é o ruído do chão rachando que me dói.

E escondida a dor de mim, me vejo sorrindo,
Fingindo, é claro, ser poeta.


E posso chegar perto se você quiser
E não me atrevo a duas linhas rabiscar tua presença.
Posso chegar perto, mas não vou tocar.
Tenho medo de ferir, tenho medo de quebrar
...que é o barulho do mundo quebrando que me dói.

E evitada a dor por mim, me vejo feliz
Fingindo, é claro, ser poeta.


Inda fingindo me ver brincar de poeta
Procuro passos no azulejo do banheiro e vou guardando
Juntando os pedaços das palavras caídas.
Penso ser fácil fugir depois que elas escaparam de mim
...que é o som das palavras caindo que me dói.

E impedida a dor em mim, me vejo partindo.
Fingindo, é claro, ser poeta.


O mais tardar escrevo um livro e publico
Com aquele soneto velho que deixei no lençol da cama
Pra que você poeta pudesse acordar
E perceber que o sonho continuava mesmo sem você
...que é o silencio do sonho acabando que me dói.

E refeita a dor por mim, me vejo acordado.
Fingindo, é claro, ser poeta.


Uma parte minha já não faz questão de ser,
Uma outra ainda não apareceu,
Mas essa que se diz poeta está perdida entre a entrada e a saída
E sempre evita se encontrar
...que é o grito da porta fechando que me dói.

E perdida a dor de mim, me vejo perdido.
Fingindo, é claro, ser poeta."
(Samuel Giacomelli e Cássio Machado - Poema Final)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

"E eu? Qual o meu papel no meio de tudo isso? (...) Serei uma laranja mecânica?"
(Anthony Burgess - Laranja Mecânica)

sábado, 9 de fevereiro de 2008

E num e-mail...

"Sabe, nos últimos 20 ou 30 anos anda acontecendo uma coisa muito louca com as pessoas no mundo. Mais do que nunca elas (nós) estão com medo... Medo, entende? Medo... o medo é uma coisa muito séria, minha cara. É a causa dos maiores males da humanidade, em toda sua história. O medo causa a guerra, o medo causa a fome, o medo causa a doença... Certo, mas medo de quê? Principalmente do futuro, ma chérie. As pessoas fazem estoques de comida pelo medo da fome que pode vir. As pessoas guardam dinheiro pelo medo de se verem necessitadas no futuro. As pessoas se apossam das outras pessoas pelo puro e simples medo de se verem sós em algum lugar do tempo futuro. O Terrorismo, o Aquecimento Global, a Desegualdade Social no Mundo, as Doenças são todas frutos de ações que fazemos por medo. O grande número de casos de câncer que se vê por aí hj é consequência direta do aumento do medo das pessoas. Câncer surge de um desequilíbrio físico, e este, por sua vez, de um desequilíbrio mental. O câncer é um crescimento anormal do número de células... às vezes imagino o corpo, com medo de faltar células no futuro, estocar um realmente grande número de células em um determinado local... guardar para o futuro (já viu isso em algum lugar?).
Destaca-se as doenças... Em algum momento da vida, alguém acha que o mundo não está justo como deveria, ou infeliz, ou inerte... essa pessoa então sente vontade de não viver mais... viver para que, afinal? A vida não tem sentido, é só angústia e sofrimento... E num instante o corpo atende ao que a mente deseja. E surgem doenças...
As pessoas realmente não sabem o que fazer, estão sem rumo, a deriva e sem visão de terra. Não é à-toa o espantoso número de religiões e seitas que estão surgindo, prometendo um futuro feliz e um sentido para a vida das pessoas... Mas as pessoas são seres inteligentes, e vez ou outra se questionam: e se não tiver nada do que estão nos ensinando? Então surge mais um medo do futuro, do futuro prometido.
Enfim, isso é mais ou menos inteligível. O medo."

Ciro- 09.02.08

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Internada.

E a última luz da casa se apagou, vi por baixo da porta. Era tudo escuridão. Ele saiu correndo com ela pro hospital e ela gemia alto, de dor. Enfim eles iam interná-la.

Os rumores de um tumor já eram passado, não passavam de cistos no cérebro. Se você se lembra das aulas de biologia, há muito tempo atrás, também se lembra daquele cisticerco da taenia solitária... Bem, iam interná-la.

O tratamento consistia em um medicamento, forte, muito forte. Ela corria risco de ter convulsões devido às dores. Em casa ela vomitou, e teve falta de ar. E sentiu dor, muita dor. Daí foram interná-la. Finalmente.

Por mais que todos esses anos de casamento tenham-nos feito sofrer, eram só os dois e uma casa escura. Só os dois, sempre foi. A solidão de um se misturando com a carência do outro.

E nessa psicodelia de sentimentos melancólicos... A dor. Internaram-na.

E a casa, sozinha, quase escura e quase silenciosa. Havia a luz vermelha do rádio e uma respiração. Esqueceram isso... Mas internaram-na.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Carnaval

Eu estava lendo o G1 hoje, vi lá que um carro alegórico da Viradouro foi proibido de desfilar por repressentar o holocausto...
Sabe, não gosto de carnaval e pra mim não costuma fazer a mínima diferença essas notícias tolas, mas hoje eu estive pensando nesse lance de proibição. Enfiam nas nossas cabeças que temos livre arbítrio, que vivemos numa sociedade igualitária e democrática... Mas caramba... Tá, concordo que deve existir o respeito de uma pessoa para com os outros, mas EU acho esse lance do nazismo uma coisa massa.
Não, não sou nazista e nunca mataria alguém, só acho que Hittler foi um cara tri-inteligente, que soube persuadir milhares de pessoas e conseguiu tudo o que ele quis até cometer um deslize. Porra, ninguém concorda com essa minha opinião, mas eu continuo achando isso. Mas tenho certeza de que se alguma autoridade lesse isso aqui eles iam caçar quem é essa tal de Delirium que anda disseminando o racismo pelas ondas da internet.
A verdade é que não temos o real direito de nos expressar perante os outros, exemplo tá aí, esse negócio da escola de samba. Caso eles resolvam continuar com o carro alegórico terão que pagar multa, e também caso tenha algum sambista caracterizado com roupas que lembrem o holocausto.
Na minha humilde opinião, o carnaval em si já é ridículo. Mulheres peladas incitando a vulgaridade e esse negócio de 'festa brasileira' pra mim acaba com a imagem do país. Agora, com censura? Quem protestou contra esse maldito carro foi uma tal Federação Israelita do Rio(de Janeiro, acho), se sentem ofendidos com uma volta ao passado da história mas não com esses peitos e bundas à mostra pra todo o mundo, representando o 'nosso país'.
"Quem sabe um dia ainda estaremos ameaçando aqueles que pensarem diferente também. Impedir manifestações populares, culturais ou de arte sob a desculpa de que são ´políticamente incorretas´ ou ´inadequadas para uma população que não sabe avaliar´ é, no mínimo, uma primeira manifestação de facismo", disse Francisco no site do G1 sobre a reportagem. Concordo plenamente, e só.


http://g1.globo.com/Carnaval2008/0,,MUL281936-9772,00-LIMINAR+PROIBE+VIRADOURO+DE+DESFILAR+COM+CARRO+DO+HOLOCAUSTO.html

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

As coisas mais importantes...

Eu sempre gostei de dormir com ursinhos de pelúcia. Sempre. Desde pequena. Eu costumava pegar o maior dos meus ursos e usar como travesseiro; e em volta da minha cabeça e do corpo eu enchia de outros ursos, coelhos, gatos, bonecas... Passava a noite inteira naquela posição, nem um bichinho se movia(ou quem sabe eles ganhavam vida de noite e ao amanhecer voltavam pro lugar pra que eu não percebesse).

Sempre achei que eles tinham vida.

Depois de um tempo eu passei a sentir vergonha. Já não brincava mais com essas coisas, tinha passado da idade. Mas já no colegial eu encontrei algumas amigas que compartilhavam do mesmo amor e agente até saia às vezes com nossas pelúcias. Eu tinha um gato, o Nick-istranhu. Sempre briguei com as pessoas, ele devia ser do sexo feminino só porque tinha as patas e o nariz cor-de-rosa? Depois de um tempo também ganhei uma cobra, a Tânia. Às vezes eles brigavam um como outro, sabe, um ia pro chão e outro ficava na cama. Algumas vezes eu achei que a Tânia iria matar o Nick, ela se enrolava toda no pescoço do coitado...

Sempre gostei de dormir com ursinhos de pelúcia. E agora, morta, ninguém se lembra disso. Corpo frio, caixão apertado, flores à minha volta... Ninguém pensa na solidão de se estar morto. Nem eu mesma pensava que poderia pensar nesse estado. Imagina quando me enterrarem, o barulho surdo dos vermes corroendo a madeira do caixão e depois, procurando qualquer orifício para adentrar meu corpo. Os vermes me comendo, literalmente. Indefesa.

Quando agente morre, ninguém lembra dos nossos desejos, dos nossos gostos. Alguns fazem uns discursos e dizem se lembrar de coisas singelas, mas o que importa realmente, ninguém se lembra. Eu era doadora de órgãos... Sinto todos eles ainda dentro de mim. Meu marido com certeza sentiu-se aflito com a idéia de me colocar nesse 'recipiente' sem um 'recheio'. Um infeliz até colocou uma moeda entre as minhas mãos para que eu pudesse atravessar tranquilamente naquele barco... Aqueronte, não é esse o nome daquele rio?

Com o calor ninguém se importa. Meu corpo gélido e ursinho que é bom, nada. Como eu odeio a raça humana.! As cosias mais importantes, ninguém se lembra.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Choro

Choro lágrimas de chuva
Que inundam a casa, transbordando pelas janelas
Choro gotas vazias.
Choro um choro solitário, infindável
A dor corrói e as lágrimas nunca cessam
O peito incha... de NADA
vazio
Simplesmente vazio.
Faz frio, muito frio
Até mesmo o sol se recusa a aparecer
Por entre as nuvens carregadas
De lágrimas.
Nada, cheia de nada
Denada,
Obrigada.!
Pela ausência de tudo
do MEU tudo
do meu mundo.
Choro gotas vazias
Gotas frias
Gotas já sem sabor.
O cansaço me consome
Já não sei o que fazer
Nunca soube, na verdade.

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"No fim estamos todos sós. E não há nada, além da sombria desolação da eternidade."
(Vampiro Lestat - A Rainha dos Condenados)

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

_Sabe quando você tem aquela puta vontade de sumir?
_Não adianta fugir Lud, tá dentro dagente.

(algum dia de agosto de 2006)

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"no harry potter
disseram que as coisas que somem vaum pra um mesmo lugar
uma especie de outra dimensão xD
se vc sumisse ia pra lah
ai era soh eu sumir tb pra ir ficar com vc ^^"

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

sábado, 12 de janeiro de 2008

Sagitário - 22/11 a 21/12

Bons resultados, maus resultados, a vida parece repetir-se sempre. Porém, isto não é retrato fiel da verdade, porque quem se repete é sua maneira de enxergar a vida, dado esta continuar se reinventando eternamente.

Alienígenas

“Uma onda de indignação tomou conta da assembléia, o povo foi para as ruas em protesto exigindo a expulsão dos extraterrestres de nosso planeta”

Reconto aqui uma história que ouvi há muitos, muitos anos. Por mais que tenha buscado a autoria da mesma, nem rastro batido ou petrificado encontrei. Peço pois perdão por não citar fontes, as desconheço, perdidas no tempo, uma pena. Se alguém se lembrar ou de algo souber me conte, detesto injustiças. Poucas décadas atrás, poucas em relação ao tempo no cosmos, uma civilização muito adiantada tecnologicamente visitou nosso planeta. Era uma missão observatória, científica e de busca.

Em reunião como os maiores líderes mundiais da época, fizeram a eles uma proposta: trariam para a humanidade um instrumento que revolucionaria a história do povo da terra. As distâncias seriam encurtadas de maneira jamais imaginada, alimentos e bens poderiam ser deslocados em tempo curtíssimo de um ponto a outro, aposentando assim as carruagens e carroças. Viajar-se-ia para destinos antes impensáveis e velozmente.
As mensagens seriam entregues quase que de imediato e os cavalos dos correios da época poderiam pastar com merecida tranqüilidade. Enfim, os benefícios seriam inúmeros. A civilização terráquea daria um salto quantitativo e qualitativo de milênios.

Em troca, os alienígenas só pediram uma coisa: levariam por ano algo perto de um milhão de almas para o seu planeta para servirem de cobaias em estudos científicos. Seriam dissecados, abertos, dilacerados, receberiam drogas e próteses experimentais, enxertos de toda natureza e, por fim, sacrificados a bem da ciência.
Uma onda de indignação tomou conta da assembléia, o povo foi para as ruas em protesto exigindo a expulsão dos extraterrestres de nosso planeta, os religiosos os excomungaram. Febre e ódio.

Desapontados com a reação humana, as luminosas naves em harmonioso balé celeste se foram para nunca mais serem vistas. Conta-se, porém, que antes da partida, um grupo seleto e influente de burocratas sem escrúpulos curiosos sobre a oferta e querendo saber mais sobre tão maravilhoso presente, como e quanto poderiam lucrar com ele, se reuniu às escondidas com os visitantes do espaço. Longe dos olhares da imprensa e da opinião pública selaram o trágico acordo: um milhão de terráqueos de todas as idades, nacionalidades, etnias e de ambos os sexos, fossem eles crianças, adolescentes ou adultos, seriam levados todos os anos para o distante planeta. Assim se fez.

O tal maravilhoso e revolucionário presente continua até os dias de hoje a circular quase que despercebido entre nós cobrando seu preço em vidas: são os automóveis, às vezes reverenciados como semi-deuses, objetos de desejo e cobiça.
Penso sempre nessa historinha após os feriados prolongados e nos períodos de férias.
Segundo a Organização Mundial de Saúde 1,2 milhão de pessoas morrem atualmente em todo o mundo em decorrência de acidente de trânsito. O número de feridos está entre 20 e 50 milhões.
Haverá, pois, algum fundo de verdade no relatado? Algum dia saberemos?

William H. Stutz
Médico veterinário sanitarista
tz@netsite.com.br