quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Carnaval

Eu estava lendo o G1 hoje, vi lá que um carro alegórico da Viradouro foi proibido de desfilar por repressentar o holocausto...
Sabe, não gosto de carnaval e pra mim não costuma fazer a mínima diferença essas notícias tolas, mas hoje eu estive pensando nesse lance de proibição. Enfiam nas nossas cabeças que temos livre arbítrio, que vivemos numa sociedade igualitária e democrática... Mas caramba... Tá, concordo que deve existir o respeito de uma pessoa para com os outros, mas EU acho esse lance do nazismo uma coisa massa.
Não, não sou nazista e nunca mataria alguém, só acho que Hittler foi um cara tri-inteligente, que soube persuadir milhares de pessoas e conseguiu tudo o que ele quis até cometer um deslize. Porra, ninguém concorda com essa minha opinião, mas eu continuo achando isso. Mas tenho certeza de que se alguma autoridade lesse isso aqui eles iam caçar quem é essa tal de Delirium que anda disseminando o racismo pelas ondas da internet.
A verdade é que não temos o real direito de nos expressar perante os outros, exemplo tá aí, esse negócio da escola de samba. Caso eles resolvam continuar com o carro alegórico terão que pagar multa, e também caso tenha algum sambista caracterizado com roupas que lembrem o holocausto.
Na minha humilde opinião, o carnaval em si já é ridículo. Mulheres peladas incitando a vulgaridade e esse negócio de 'festa brasileira' pra mim acaba com a imagem do país. Agora, com censura? Quem protestou contra esse maldito carro foi uma tal Federação Israelita do Rio(de Janeiro, acho), se sentem ofendidos com uma volta ao passado da história mas não com esses peitos e bundas à mostra pra todo o mundo, representando o 'nosso país'.
"Quem sabe um dia ainda estaremos ameaçando aqueles que pensarem diferente também. Impedir manifestações populares, culturais ou de arte sob a desculpa de que são ´políticamente incorretas´ ou ´inadequadas para uma população que não sabe avaliar´ é, no mínimo, uma primeira manifestação de facismo", disse Francisco no site do G1 sobre a reportagem. Concordo plenamente, e só.


http://g1.globo.com/Carnaval2008/0,,MUL281936-9772,00-LIMINAR+PROIBE+VIRADOURO+DE+DESFILAR+COM+CARRO+DO+HOLOCAUSTO.html

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

As coisas mais importantes...

Eu sempre gostei de dormir com ursinhos de pelúcia. Sempre. Desde pequena. Eu costumava pegar o maior dos meus ursos e usar como travesseiro; e em volta da minha cabeça e do corpo eu enchia de outros ursos, coelhos, gatos, bonecas... Passava a noite inteira naquela posição, nem um bichinho se movia(ou quem sabe eles ganhavam vida de noite e ao amanhecer voltavam pro lugar pra que eu não percebesse).

Sempre achei que eles tinham vida.

Depois de um tempo eu passei a sentir vergonha. Já não brincava mais com essas coisas, tinha passado da idade. Mas já no colegial eu encontrei algumas amigas que compartilhavam do mesmo amor e agente até saia às vezes com nossas pelúcias. Eu tinha um gato, o Nick-istranhu. Sempre briguei com as pessoas, ele devia ser do sexo feminino só porque tinha as patas e o nariz cor-de-rosa? Depois de um tempo também ganhei uma cobra, a Tânia. Às vezes eles brigavam um como outro, sabe, um ia pro chão e outro ficava na cama. Algumas vezes eu achei que a Tânia iria matar o Nick, ela se enrolava toda no pescoço do coitado...

Sempre gostei de dormir com ursinhos de pelúcia. E agora, morta, ninguém se lembra disso. Corpo frio, caixão apertado, flores à minha volta... Ninguém pensa na solidão de se estar morto. Nem eu mesma pensava que poderia pensar nesse estado. Imagina quando me enterrarem, o barulho surdo dos vermes corroendo a madeira do caixão e depois, procurando qualquer orifício para adentrar meu corpo. Os vermes me comendo, literalmente. Indefesa.

Quando agente morre, ninguém lembra dos nossos desejos, dos nossos gostos. Alguns fazem uns discursos e dizem se lembrar de coisas singelas, mas o que importa realmente, ninguém se lembra. Eu era doadora de órgãos... Sinto todos eles ainda dentro de mim. Meu marido com certeza sentiu-se aflito com a idéia de me colocar nesse 'recipiente' sem um 'recheio'. Um infeliz até colocou uma moeda entre as minhas mãos para que eu pudesse atravessar tranquilamente naquele barco... Aqueronte, não é esse o nome daquele rio?

Com o calor ninguém se importa. Meu corpo gélido e ursinho que é bom, nada. Como eu odeio a raça humana.! As cosias mais importantes, ninguém se lembra.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Choro

Choro lágrimas de chuva
Que inundam a casa, transbordando pelas janelas
Choro gotas vazias.
Choro um choro solitário, infindável
A dor corrói e as lágrimas nunca cessam
O peito incha... de NADA
vazio
Simplesmente vazio.
Faz frio, muito frio
Até mesmo o sol se recusa a aparecer
Por entre as nuvens carregadas
De lágrimas.
Nada, cheia de nada
Denada,
Obrigada.!
Pela ausência de tudo
do MEU tudo
do meu mundo.
Choro gotas vazias
Gotas frias
Gotas já sem sabor.
O cansaço me consome
Já não sei o que fazer
Nunca soube, na verdade.

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"No fim estamos todos sós. E não há nada, além da sombria desolação da eternidade."
(Vampiro Lestat - A Rainha dos Condenados)

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

_Sabe quando você tem aquela puta vontade de sumir?
_Não adianta fugir Lud, tá dentro dagente.

(algum dia de agosto de 2006)

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"no harry potter
disseram que as coisas que somem vaum pra um mesmo lugar
uma especie de outra dimensão xD
se vc sumisse ia pra lah
ai era soh eu sumir tb pra ir ficar com vc ^^"

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

sábado, 12 de janeiro de 2008

Sagitário - 22/11 a 21/12

Bons resultados, maus resultados, a vida parece repetir-se sempre. Porém, isto não é retrato fiel da verdade, porque quem se repete é sua maneira de enxergar a vida, dado esta continuar se reinventando eternamente.

Alienígenas

“Uma onda de indignação tomou conta da assembléia, o povo foi para as ruas em protesto exigindo a expulsão dos extraterrestres de nosso planeta”

Reconto aqui uma história que ouvi há muitos, muitos anos. Por mais que tenha buscado a autoria da mesma, nem rastro batido ou petrificado encontrei. Peço pois perdão por não citar fontes, as desconheço, perdidas no tempo, uma pena. Se alguém se lembrar ou de algo souber me conte, detesto injustiças. Poucas décadas atrás, poucas em relação ao tempo no cosmos, uma civilização muito adiantada tecnologicamente visitou nosso planeta. Era uma missão observatória, científica e de busca.

Em reunião como os maiores líderes mundiais da época, fizeram a eles uma proposta: trariam para a humanidade um instrumento que revolucionaria a história do povo da terra. As distâncias seriam encurtadas de maneira jamais imaginada, alimentos e bens poderiam ser deslocados em tempo curtíssimo de um ponto a outro, aposentando assim as carruagens e carroças. Viajar-se-ia para destinos antes impensáveis e velozmente.
As mensagens seriam entregues quase que de imediato e os cavalos dos correios da época poderiam pastar com merecida tranqüilidade. Enfim, os benefícios seriam inúmeros. A civilização terráquea daria um salto quantitativo e qualitativo de milênios.

Em troca, os alienígenas só pediram uma coisa: levariam por ano algo perto de um milhão de almas para o seu planeta para servirem de cobaias em estudos científicos. Seriam dissecados, abertos, dilacerados, receberiam drogas e próteses experimentais, enxertos de toda natureza e, por fim, sacrificados a bem da ciência.
Uma onda de indignação tomou conta da assembléia, o povo foi para as ruas em protesto exigindo a expulsão dos extraterrestres de nosso planeta, os religiosos os excomungaram. Febre e ódio.

Desapontados com a reação humana, as luminosas naves em harmonioso balé celeste se foram para nunca mais serem vistas. Conta-se, porém, que antes da partida, um grupo seleto e influente de burocratas sem escrúpulos curiosos sobre a oferta e querendo saber mais sobre tão maravilhoso presente, como e quanto poderiam lucrar com ele, se reuniu às escondidas com os visitantes do espaço. Longe dos olhares da imprensa e da opinião pública selaram o trágico acordo: um milhão de terráqueos de todas as idades, nacionalidades, etnias e de ambos os sexos, fossem eles crianças, adolescentes ou adultos, seriam levados todos os anos para o distante planeta. Assim se fez.

O tal maravilhoso e revolucionário presente continua até os dias de hoje a circular quase que despercebido entre nós cobrando seu preço em vidas: são os automóveis, às vezes reverenciados como semi-deuses, objetos de desejo e cobiça.
Penso sempre nessa historinha após os feriados prolongados e nos períodos de férias.
Segundo a Organização Mundial de Saúde 1,2 milhão de pessoas morrem atualmente em todo o mundo em decorrência de acidente de trânsito. O número de feridos está entre 20 e 50 milhões.
Haverá, pois, algum fundo de verdade no relatado? Algum dia saberemos?

William H. Stutz
Médico veterinário sanitarista
tz@netsite.com.br

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Teatro

Apresentei o teatro da minha vida
Pra platéia imaginaria do meu quarto
Foi desastroso
Devolvi o dinheiro da entrada
Que era franca.