terça-feira, 27 de maio de 2008

Perdão.!

Peço desculpas aos leitores deste blog pelo desleixo, deseixo, sei lá. Ando completamente sem tempo por essas semanas que se passam devido a intermináveis trabalhos e provas, assim que der uma maneirada eu volto a postar com certa frequência.
Abraço pra todos que comentam aqui periodicamente, sinto falta de falar e ouví-los. Até breve. =)

quinta-feira, 22 de maio de 2008

O Tabuleiro e a Torre

Vi esse texto num vídeo no Youtube e achei legal... Imagiiiino que o autor dele seja um moço chamado Kelser, mas não tenho certeza, se alguém já tiver ouvido falar, por favor me informe para que eu atribua corretamente o nome de seu autor.


"Em diagonal, o bispo alcança o cavalo. Ao redor, reis e rainhas escondem-se atrás dos peões. A busca do xeque-mate sobressai à essência do jogo.
Dois insanos disputam o xadrez. Ao chão, com o tabuleiro equilibrado sobre os joelhos, mexem as figuras metamórficas que deslizam em cima do imenso quadro quadriculado de pedra sabão.

Contudo, nessa disputa não basta apenas a coerência das regras do jogo, o movimento das pedras também deve ser calculado para que o xadrez se mantenha ileso a qualquer momento de força indevido.

À volta dos adversários, um quarto lúgubre, com mais quatro leitos dispostos desordenadamente. A parede descascada e mofada nos cantos. Sobre as camas, indivíduos perturbados psiquicamente. Um deles, deitado, catatônico, observa o teto. O outro, sentado, observa o jogo.

Em uma jogada arriscada, a rainha branca faz um xeque. O tabuleiro balança. O rei preto foge através de um movimento lateral. O exército branco ataca, desta vez com a torre. Incide sobre o bispo preto e faz novo xeque. Entretanto, o xadrez não agüenta. Apesar da boa jogada, o desequilíbrio é iminente. Com o torque o tabuleiro se inclina. As pedras deslizam lentamente para a esquerda. Até que o grande quadro quadriculado de pedra sabão não resista à gravidade e cuspa as peças no chão e se espatife sobre elas.

Após o estardalhaço, um silêncio fúnebre. Os adversários se olham indiferentemente. O catatônico desperta de seu transe e pergunta: - O que foi? O outro permanece atento às pedras espalhadas pelo assoalho. Num certo instante, fixa o olhar na torre branca. Nesse momento, sua mente esquizofrênica entra em surto.

Sobe a escada em espiral. Sente um desejo imenso de chegar no topo. Percebe que tudo a seu redor é alvo. Uma curiosidade profunda de descobrir o que há no ápice fá-lo subir desesperadamente. Tropeça em seus passos. Pára. Recupera o fôlego. Ouve somente o silêncio. Põe a cabeça no interior do espiral. Olha para baixo e em seguida para cima. Já passa da metade. Continua.

Chegando no acrocentro da torre, uma cúpula. Ofegante de curiosidade, faz um giro de 360 com a cabeça. Vê apenas um quarto à sua direita. Caminha em sua direção. Ansioso, adentra no recinto.

Tudo o que enxerga, além do branco a seu redor, é somente um armário de madeira, cor cinza claro e envelhecido pelo tempo. Abre a porta do velho guarda-roupa e depara-se com um pôster pregado com tachinhas. Para sua surpresa, a imagem que lhe vem aos olhos é, de certa forma, estranha. À sua frente, vê Jesus Cristo com um jeito efeminado, com seios e com um bigode tipo Hitler.

Tenta retirar as tachinhas para levar o pôster consigo. Aquela imagem lhe agrada. Pensa em pendurá-la no seu quarto. De súbito ouve um barulho. Olha para a cúpula pela fresta do armário. Vê uma faxineira varrendo o grande salão branco. Percebe que corre perigo naquele local. Recoloca as tachinhas e sai à francesa."

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Ai! Se Sesse!

Se um dia nois se gostasse
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesse
Se juntim nois dois morasse
Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois morresse
Se pro céu nois assubisse
Mas porém acontecesse de São Pedro não abrisse a porta do céu
E fosse te dizer qualquer tulice
E se eu arriminasse
E tu cum eu insistisse
Pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse
Tavês que nois dois ficasse
Tavês que nois dois caisse
E o céu furado arriasse
E as virgi toda fugisse







"A literatura de cordel é um tipo de poesia popular, originalmente oral, e depois impressa em folhetos rústicos ou outra qualidade de papel, expostos para venda pendurados em cordas ou cordéis, o que deu origem ao nome que vem lá de Portugal, que tinha a tradição de pendurar folhetos em barbantes. No Nordeste do Brasil, herdamos o nome (embora o povo chame esta manifestação de folheto), mas a tradição do barbante não perpetuou, ou seja, o folheto brasileiro poderia ou não estar exposto em barbantes. São escritos em forma rimada e alguns poemas são ilustrados com xilogravuras, o mesmo estilo de gravura usado nas capas. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, como também fazem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores."
(Wikipédia)


O poeta Severino de Andrade Silva (Itabaiana, Paraíba, 1904 — Rio de Janeiro, 12 de fevereiro de 1965), mais conhecido como Zé da Luz, trabalhava com essa literatura de cordel, e se tornou mais conhecido há pouco tempo quando a banda Cordel do Fogo Encantado recitou e gravou seu poema "Ai! Se Sesse!". Mas além desse, outros de seus trabalhos facilmente encontrados na internet são:

Brasí Caboco
A Cacimba
As Flô de Puxinanã
A Terra Caiu no Chão

sexta-feira, 16 de maio de 2008

terça-feira, 13 de maio de 2008

Outro fato

Tudo hoje me lembra um outro fato
Um período triste que começou hoje
Hoje,
há um ano....

Tudo hoje me lembra um outro fato
Marcado
Datado
Fixado
No calendário e na memória.

O ciclo se repete
dessa vez pela lembrança.
A lembrança da ausência;
Do querer e não poder;
Do precisar e não ajudar;
De uma pessoa especial...
Que nem conheci.

A lembrança da lágrima,
que não enxuguei.
Do colo,
que não dei.
Das mãos,
que não segurei.

Tudo hoje me lembra um outro fato
O abraço atrasado
Tudo traçado
Tudo passado.




~> Abraço especial pro Ravnos.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Isabella Nardoni

Madrasta e pai presos. E daí?
Concordo que seja um caso foda, uma criança que morreu supostamente pelas mãos da madrasta e do pai, mas e daí? Porra, os caras já foram presos e o processo de julgamento ainda vai demorar séculos com essa justiça lenta do Brasil e todos sabemos disso... Agora será que dá pra pararem com toda essa novela?
Não passo muito tempo em casa vendo jornais televisivos e nem assino jornais mesmo, então minhas fontes de informação são os jornais on-line, mas sinceramente já cansei de entrar nesses sites e dar de cara com alguma foto que remeta a esse caso.
Não, não sou nenhuma pessoa fria e sem coração que não se comove. Mas... que cacete!, ninguém está nem aí pras milhares de crianças que morrem de fome todos os dias no nosso país e este, por ser um caso meio 'incomum' a mídia faz toda essa novela? Caramba de mídia sensacionalista! Falta conscientização social...
Alguém ajudou em alguma coisa pra solucionar esse caso da Isabella? Duvido que você conheça alguém que tenha ajudado ou tenha notícia de alguém da mídia que tenha feito algo. Agora eu te pergunto outra coisa... O que você pode fazer pra evitar que outras crianças morram por aí, como no exemplo que dei, de fome? E o que esse povo de terno e gravata com microfone na mão pode fazer? Todos temos a possibilidade de ajudar alguém, mas muitos de nós optam por se comover com essas 'novelas da vida real' pra ter o que conversar nos elevadores de nossos prédios de classe média.
Vai pra puta que pariu.!

domingo, 11 de maio de 2008

Dia das mães


Bem, li no blog do Mauro Rocha uma singela homenagem às mães, já que hoje é o "dia delas". Mas como disse a ele em meu comentário, essas datas sempre me fazem pensar.
Não sou mãe, mas tenho medo de perder a minha(quem me conhece entende o que digo e sabem o que passo), mas nem por isso acho que todas são especiais.

Existem mães que abandonam seus filhos, também como disse ao Mauro, tanto fisicamente quanto 'psicologicamente'. Filhos que passam por necessidades e suas mães não ajudam. Crianças que entram no mundo das drogas(de forma irreversível) por uma certa falta de atenção, de companheirismo. Ser mãe, pra mim, não é comprar brinquedos, lavar roupa e fazer comida... Isso qualquer pessoa pode fazer. Ser mãe é muito mais que isso, exige um 'sétimo sentido'(já que o chamado sexto sentido, já pertence às mulheres em geral) que vai muito além dessa intuição, é todo um conjunto de formas de lidar com o que se passa.
Como disse, não sou mãe, posso estar falando um monte de merda, mas me admirei com a Lyra quando ela disse que tinha sumido um pouco por causa do seu pequeno que estava doente ou no post que ela se refere a ele. Ser mãe é isso, cuidar, participar... deve ser mesmo maravilhoso o processo de gravidez e a sensação de uma vida crescendo junto à sua mas, infelizmente, ainda existem muitas mães que apenas colocam no mundo mas não cumprem realmente com esse papel tão lindo.

De qualquer forma, fica aqui minha homenagem à minha mãe que está precisando de uma força e à todas as mamães da blogosfera =). Ah, também pra minha duas amigas minhas que provavelmente nem lerão isso, mas estão grávidas(uma de oito meses e outra de cinco). Espero que sejam realmente boas mães.

sábado, 10 de maio de 2008

Meu borboleto


Quem tem alguém assim, deve lhe fazer uma homenagem, não?
Adoro essas invenções de palavras hahahahaha e espero que ele não fique bravo por transcrever aqui seus ditos.


"~> Borboleteando por aí, encontrei uma borboleta, que toda borboletosa alegrava todos os lugares em que passava.
Mas que reação é esta que parecem borboletas por todo meu corpo?
Borboleteavam dos meus dedos dos pés até a ponta dos cabelos!
Como poderia? Um borboleto capturado, destinado à mais pura felicidade.
Borboletado o mais novo borboletista, que depois da borboletada começou a ver o mundo muito mais cheio de borboletas.

Das borboletas... Para a Salubridade.
.
.
.
Olho para teus olhos, vejo o mundo.
Um mundo.
Uma realidade(alternativa, talvez).
Vejo história, conhecimento, vejo vida.
Vejo o meu amor!
A leveza do toque; a revolta e a braveza do sorriso!; a apreensão do olhar...
Cada detalhe singelo, que separados são inigualáveis... e juntos formam o mais maravilhoso conjunto de ser contemplado."

Que as borboletas continuem a tornar teu caminho cada vez mais belo, mais leve e, mesmo que pouco, que elas possam içar-te quando teus pés cansarem de percorrer este caminho de tijolos amarelos tão longo...
Não houve invasão, mas fica aqui minha declaração de que os dias do teu lado são cada vez mais gostosos, que esta paz que transmites é imensurável e que teu carinho é inigualável.
Sabe, me sinto bem. Me sinto mesmo bem.
Amo você!, e obrigada por existir na minha vida, fazendo com que os problemas sumam quando estás comigo.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Teimosia

"O relógio mais certo do mundo é o do teimoso!"

Ter perseverança e lutar pelos objetivos é muito bom.
Ter uma meta e perseguir com determinação é melhor ainda.
Mas, muita gente anda confundindo "determinação" com "teimosia",
e por isso, anda sofrendo mais do que "pé em sapato apertado".
Dando murro em ponta de faca,
querendo fazer o que não consegue,
tentando mudar quem não quer mudar,
ter o que não pode ou não deve,
ser quem não é,
fazer o que não sabe,
falar do que não viu...

A teimosia é uma forma de tortura pessoal,
é o caminho mais rápido para a obsessão,
porta que se abre para as doenças nervosas e mentais.

Aprenda em primeiro lugar que até as pedras mudam de lugar,
e nem precisam ser redondas para rolar pelo caminho,
pois o tempo, através do vento, da chuva e outros elementos,
vão cuidando de movimentar até as maiores rochas.

Por isso, os que acreditam que não vão mudar nunca,
são os que mais recebem "lições de mudança" do tempo.
São os ventos da contrariedade, as chuvas da decepção,
o furacão de problemas que se repetem e surgem pela obstinação,
pela "cegueira" que a teimosia provoca.

Estamos aqui para aprender,
estamos na grande escola da vida, e não somos perfeitos!

Temos lições que necessitamos aprender,
temos amores que não devemos viver,
trabalhos que não nos servem,
prêmios que não nos pertencem,
lutas que teremos de passar,
pensamentos que devemos mudar,
caminhos que não são bons,
verdades que não duram uma década,
talvez nem um dia, porque não são verdades,
são as nossas verdades caprichosas...

Por isso, faça hoje o que deve ser feito,
tenha (ou crie) disciplina nas suas coisas,
mude o pensamento, o caminho, a certeza,
na dúvida, duvide,
acredite mais em você, mas lembre-se:
errar é humano sim, mas persistir no erro...

(por Paulo Roberto Gaefke)

quinta-feira, 1 de maio de 2008