terça-feira, 26 de maio de 2009



Nada como pequenas férias de si.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

~> Nuvem negra na cabeça
~> Nó apertado na garganta
~> Faca atravessada no peito

... e assim os dias vão passando.

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SOCORRO.!!!!! Por favor, alguem enxerga meu desespero...

sábado, 2 de maio de 2009

Fuga de mim

Foto: simon lyutakov


Odeio não ter o quê odiar e ainda assim sentir ódio. Odeio essa dor no peito, o aperto no coração e o nó na garganta. As lágrimas caem sem sentido, embaçando minha visão e meus pensamentos. As lágrimas caem sem direção certa e atingem onde não devem atingir. Atingem como flechas, como lâminas. Como facas que caem do céu, elas machucam.
Não, chorar não adianta porra nenhuma. Não quando não se tem o quê aliviar, não quando não se sabe de onde vem tanta aflição. Amaldiçoada seja Eva que comeu do fruto sagrado(ou impuro?) que nos deu o dom de raciocinar. Maldito seja deus que criou tal fruto e a serpente que o apontou e a mulher que o comeu e o homem que não teve opinião própria. Seria muito melhor se a humanidade não tivesse a chance de pensar e vivesse como animais selvagens seguindo seus instintos e vivendo como têm de viver, onde têm de viver sem se subordinar a um trabalho ou a ter que suportar atitudes alheias que irritam... Vai ver eles se subordinam ao se juntarem a bandos pensando na própria segurança, sei lá. Mas é bom pensar o contrário, pensar que haveria uma escapatória pra tanta falta de sentido nas minhas idéias se tudo tivesse sido diferente. Talvez se o macaco tivesse evoluído pra um... sei lá, pra um réptil gigante, talvez eu fosse uma sereia e estaria por aí só penteando meus cabelos e cantando tranquilamente.
Eu preciso de férias, preciso de descanso da minha vida... há tantos anos eu preciso disso... Preciso dar um tempo de mim, esquecer quem eu sou, esquecer as coisas que prezo, esquecer o lugar onde vivo, onde trabalho, onde estudo... Preciso aprender a respirar de novo, preciso nascer de novo e me tornar outra pessoa; uma pessoa completamente diferente do que sou. Quem sabe numa outra vida... Quero saber o que vem depois do último suspiro. O último suspiro é diferente, disso eu sei (e como sei), mas e depois? Como me dói essa dúvida. Como me dói toda essa merda... O mundo gira e as coisas não fazem sentido, to de saco cheio dessas crises infundadas e dessa curiosidade e dessas dúvidas e de não entender nada, isso não é justo.
Acho que nunca vou me adaptar ao que o mundo quer que eu seja. Também não acho nada provável que o mundo se adapte a mim. Não nasci pra viver aqui e por mais que o tempo passe rápido, não passa tanto quanto eu gostaria. Quero correr mais rápido do que o mundo gira. E quero achar o fim da linhas porque andar em círculos com todas as maluquices indo e vindo o tempo todo cansa.
Às vezes tenho vontade de chacoalhar umas pessoas pra ver se enxergam o que está acontecendo à sua volta... Mas as vezes acho que quem precisa disso sou eu mesma. Mas minha cabeça já gira e gira sem chegar a lugar algum, se balançar aí o troço enguiça.


~> Sem que ninguém perceba, pego as poucas notas que troquei pelas moedinhas que juntei pela casa por anos, pego a escova de dentes, meus cd's, umas frutas, umas roupas de frio e meu gatinho de pelúcia. Boto tudo dentro da sacola de viagem e saio. De fininho chego até o portão. Tenho 10 anos e sem lugar pra ir. O mundo é grande, escuro e na rodoviária não me deixam comprar passagem sozinha. Mesmo que deixassem, meu dinheiro talvez fosse o suficiente pra ir até Araguari. Araguari não deve ter nem rodoviária, pra onde iria depois? Como conseguir dinheiro? A polícia ia me pegar rapidinho. À pé não conseguiria chegar muito longe, tenho 10 anos e uma mala pesada pro meu tamanho. Volto. Espero que alguém me salve, algum dia, algum super herói.


~> "Não adianta fugir, está dentro dagente."