sábado, 28 de janeiro de 2012

e eu nunca mais justifiquei um texto do blog.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

eu nunca vou esquecer daquele menino loiro, magro, de olhos claros e a cara cheia de espinha inflamada que conversou comigo no avião de são paulo a atlanta. ou os estadunidenses são mesmo muito amigáveis em toda a extensão do país ou ele acha que por ser brasileira eu me importo em saber da vida dele. obrigada por me ensinar que quando o cara namora uma menina, a mãe dele não é a "mother in law" dela, ela é só a mãe dele.

Reflexão sobre a transformação

Imagem daqui.

Sem entusiasmo ela se depara com uma pasta quase antiga de downloads. No meio dos poucos arquivos da pasta (uma reportagem, dois vídeos e um filme corrompido) estava um documento escrito por ele há quase pouco tempo, quando não podiam se tocar e a dor era grande.
Ela, lendo o documento de duas páginas e várias fotos, relembrava a busca pela força. A transformação, a mutação. Pensava em tudo que aprendeu com os momentos difíceis, mas quando as coisas ficam fáceis a gente acaba esquecendo metade do que passou.
Pensou também em cada pessoa que fez parte da vida dela naquele tempo, cada música ouvida, cada ligação a longa distância, cada episódio de seriado assistido. Cada dor engolida. Cada lágrima seca. Cada dia que deixou de sair pra poder se desesperar sozinha no quarto onde moravam três. Mas principalmente, no quanto (bem ou mal) certas coisas ficam pra trás. E ficam marcadas, mesmo na pele.
Talvez... Provavelmente... metade daquela força conquistada, daquela dureza forçada ou estupidez desalmada, tenha ficado pra trás. Talvez tenha escorrido com a neve, com o calor, com a chuva, com o suor, até se tranformar em lágrimas outra vez. Talvez tenha diluído, no sangue, no Jack, no Jose, em você. Mas sabe, ela vê, mesmo que ainda não perceba a ligação, ainda que não seja com toda a frieza daquele tempo, ela ainda assim se vê erguendo o rosto e abrindo um sorriso quando tudo o que mais queria era explodir a cabeça alheia.
E aquele rapaz, ah, ele sabe ter paciência com as tempestades. No fundo ele também sabe que aquela mudança toda (e com essa mudança uma loucura de ferir com palavras e ações) só poderia fazer mal a longo prazo e, mesmo com algumas crises (evitáveis em grande parte), eles se cuidam e se importam mais do que qualquer um poderia imaginar.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Desabafo momentâneo.

Eu não entendo qual é o problema da minha família. Minha mãr faleceu há anos e meu pai n faz nada em casa, mas mesmo assim, para eles, eu sou um vegetal. Eu não sei cozinhar, eu não sei lavar roupa, passar, limpar casa, nada... Não que o falecimento da minha mãe tenha me levado a aprender essas coisas, porque desde sempre ela só fez comida quando meu pai vinha em casa, caso contrário ou eu me virava ou passava fome... Mas mesmo assim, eu sinto tanta vontade de abrir a mochila, tirar uma metralhadora e atirar em todo mundo quando me perguntam "e aí Ludmila, aprendeu a cozinhar?" Não, filho da puta, eu morri de fome já, estou aqui na minha forma plasmática. Por que? Por que a única desgraça de filha que estudou a vida inteira em escola pública e ainda assim passou na universidade federal, conseguiu bolsa de intercâmbio, trabalhou desde os 17, etc. tanto por parte de pai quanto por parte de mãe, é também a única filha da puta que os outros cobram de fazer alguma coisa em casa? Por que cada um não cuida da própria vida e da vida dos filhos?

Outra coisa que me irrita são as pessoas acharem que devem mandar no meu futuro. Ah, porque saiu concurso do senado agora, você tem que tentar, que fulano era pobre e hoje tá contruindo uma casa de 800 mil só a reforma... Que se foda, eu não quero ter uma casa que a reforma valha 800 mil reais, eu não quero passar em concurso de senado, cacete, eu quero trabalhar e ganhar meu dinheirinho que dê pra viver e ter um pouquinho de regalias, mas não tentem enfiar goela abaixo a vida que vocês querem porque não, eu não sou tão fútil e vazia quanto vocês. Vai todo mundo tomar no cu.

Gente pra falar "vai fundo, segue o seu caminho e faz o que você quiser. Você sempre mostrou ser responsavel." quase não tem. Pois eu quero proximidade com essas pessoas. Nunca segui o que meus pais queriam e, no meu ponto de vista, sempre me dei bem na vida; por que diabos então eu deveria ouvir qualquer um de vocês que são frustrados??? Fodam-se.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Enfim! Ano novo e definitivamente vida nova!

Só me falta um pouco mais de habilidade para usar a palavra falada da mesma forma que as coisas soam na minha cabeça!