O que é visto, ou ouvido, ou sentido... pelo cérebro é digerido. O que se absorve, bem... o que resta, amém. Meus dedos regurgitam em palavras o que meu corpo não pode segurar para si. Minhas asas se abrem molhadas ainda, logo após a saída do casulo... vou-me embora após passado o mal estar... juro que ainda vou-me embora.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Voltando pra casa
Cada sujeito que passa de bicicleta eu fico olhando se não foi a bike roubada que já pintaram.
Opa, estava indo pelo caminho errado, preciso tirar xerox dos textos da prova de amanhã. Bora voltar pra ficar mais fácil atravessar a avenida.
Hmmm, batata no cone, eu quero. É três reais, barato. Eu tenho $2,45. Esquece, "muito obrigada moça".
Xerox, $1,50. Tá beleza.
Ah, eu queria um açaí com sonho de valsa... mas esquece também, além de ter ficado na quadra de trás eles não passam cartão.
Vou passar no banco pra tirar dinheiro. Errr, pra quê? Tenho dinheiro em casa.
Hm, caldo de cana. Nossa, como eu penso em comida... é dois reais, mas já tirei a xerox, agora não tenho mesmo mais dinheiro.
O cara da TriboLog, ele podia dar uma carona né??? Nem me viu... e virou pro lado que eu ia... tsc.
Ooopa, eu atravessando a rua e o cara vira sem dar seta??? "Esqueceu da seta moço???" "quê??VRUUMM". Não, nada, não foi nada moço. Depois você vira assim, sem dar seta, pega alguém atravessando a rua, mata o sujeito, mas não, não foi nada. Carai.
Cabeleireira... queria cortar meu cabelo curtinho... mas pra quê a pressa? Depois dos 30 vai viver curto mesmo...
O orelhão da esquina tá logo ali na frente, agora falta só umas 4 quadras pra eu chegar em casa. Ufa!
Nuooossa, o cabelo da neguinha tem mechas roxas, que bonito que ficou moça!
Ai, que raiva de gente que para o carro na esquina e não deixa pedestre passar...
Hmpf, queria que minha cabeça parasse de vez em quando, por que tanto pensamento vago? Podia ficar vazia que eu ainda descansava a mente.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Cadê?
De qualquer forma dá vontade de culpar alguém do prédio, dá raiva desses meninos da república do apartamento da frente. Mesmo que não tenham sido eles ou nenhum amigo deles (o que, mesmo tentando não pensar assim eu acabo pensando), tenho certeza de que são eles que sempre deixam a porra do portão aberto. Dá vontade de bater na porta da casa deles e tomar qualquer tipo de satisfação. Mas a gente não deve julgar ninguém, né? Pra puta que pariu.
Uma das meninas do meu serviço come docinho do balcão escondido do patrão o dia inteiro, por mês eu tenho certeza de que ela dá cerca de 40 reais de prejuízo (jogando baixo), aí depois quando o patrão não quer deixar elas sozinhas no caixa a pessoa tem a capacidade de falar "hm, não sei porque, nunca precisei roubar um centavo de ninguém". É tanta estupidez... e ainda tem a capacidade de ficar me questionando "ai, pur que cê num pega? Cê tem medo do patrão vê? Cê é boba, eu pego mêss"... Dá vontade de dar um tapa na cara da pessoa toda vez q abre a boca pra falar uma asneira dessa.
Ladrão é raça ruim, tinha q morrer tudo pra não poder mais reproduzir. Sei lá se esse tipo de coisa é passado através de genética, mas por via das dúvidas, né? O foda é que cada um desses desgraçados tem pelo menos três filhos no mundo... E o governo ainda dá tudo que é benefício, mas investir em escola pública de qualidade ninguém quer, é benéfico que o mundo seja assim... Acho que tinha que explodir essa merda. Pro inferno com o planeta Terra, não vale a pena. Evolução espiritual é o caralho, todo mundo só se fode, de um jeito ou de outro.
domingo, 4 de setembro de 2011
Sobre felicidade e presente
Mas quer saber? Mesmo que eu tenha me decepcionado com pessoas, com situações e até mesmo com lugares, eu tive sim muitos momentos felizes e gostosos na minha vida, momentos dos quais me orgulho de ter participado, caminhos que me orgulho de ter caminhado, dá aquela sensação de saudade do passado, o que deixa o presente mais parecido com fracasso. Mas se eu parar pra pensar, mesmo hoje e mesmo nos dias ruins, sempre tem uma coisa boa, uma coisa ou pessoa que me faz rir, e é nesses momentos presentes que quero me apegar.
"à medida do possível, sejamos felizes."
Uma menina com uma flor.
Vai menina, fecha os olhos.
Solta os cabelos. Joga a vida.
Como quem não tem o que perder.
Como quem não aposta.
Como quem brinca somente.
Vai, esquece do mundo.
Molha os pés na poça.
Mergulha no que te dá vontade.
Que a vida não espera por você.
Abraça o que te faz sorrir.
Sonha que é de graça.
Não espere.
Promessas, vão e vem.
Planos, se desfazem.
Regras, você as dita.
Palavras, o vento leva.
Distância, só existe pra quem quer.
Sonhos, se realizam, ou não.
Os olhos se fecham um dia, pra sempre.
E o que importa você sabe, menina.
É o quão isso te faz sorrir. E só.'
(Caio Fernando Abreu)
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A Thavana publicou no facebook, fiquei com inveja e quis publicar aqui.