segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Nunca

Seja nessa vida ou em qualquer outra, eu NUNCA vou abrir mão de você.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Sobre a morte e a culpa

Quando minha mãe morreu eu me culpei porque todos aqueles anos quando a gente brigava eu pensava "eu só vou ter paz quando ela morrer" e coisas parecidas. Culpei meu pai por não ter tentado uma massagem cardíaca. Culpei os médicos por terem liberado ela uma semana antes da internação. Me culpei de novo por não ter conferido a respiração dela naqueles minutos em que fiquei sozinha no quarto com o corpo dela, duro, frio, boca entreaberta...

Imagino agora todo o processo de culpa que a esposa e filhos do meu tio estão passando. Os seus irmãos. E a sua mãe, minha avó.

Hoje eu penso que esse sentimento de culpa todo surge pela negação da sensação de impotência perante a morte. Parece que encontrando um culpado a gente identifica o que foi que deu errado no caminho e sente que poderia fazer diferente, que o fim não precisava ser esse.

Mas a verdade é que atribuir a culpa a alguém não faz diferença alguma. Todo mundo tem seu caminho e as coisas acontecem exatamente como devem acontecer. Cada pessoa no caminho, cada atitude tomada, só levaram a vida da pessoa é a nossa própria vida pelo exato trajeto que deveria percorrer.