sábado, 26 de maio de 2007

Não que você realmente se importe.

É...

Engraçado como as coisas sempre tendem ao pior.
Sempre que estamos relativamente bem, acontece algo pra que afundemos.
Creio que um tal de Murphy tinha mesmo razão ao criar suas teorias...

Se anda tudo nos eixos, espere... vai com toda certeza acontecer algo para que ela se descarrilhe e você perca o controle.

Se anda tudo mal... pode esperar também, nunca está mal o suficiente.

E quando as coisas melhoram????

Duas possibilidades...

1ª- As coisas melhoram quando você e ninguém mais está prestando atenção. O ser humano tem a insatisfação como grande característica, nunca dá valor ao que não pode reclamar. Por isso, quando as coisas melhoram pra você, você sempre acha que "a grama do outro está crescendo mais rápido"

2ª- As coisas nunca melhoram. O que acontece na verdade é que nos acostumamos a viver em meio às ruínas até que essa areia movediça nos puxe um pouco mais pra baixo novamente.

Seria alguma dessas coisas verdade? Qual delas?

Sabe, uma pessoa que teve uma rápida passagem na minha vida me ensinou uma coisa... e por causa disso hoje eu me questiono, ants de qualquer outra coisa, O QUE É A VERDADE? SERÁ QUE ELA É POSSIVEL DE SER ALCANÇADA? O QUE É REAL? VOCÊ É REAL? E EU?

Posso te responder uma dessas perguntas: Não, eu não sou real.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Piratas

...Chegava da aula quando encontrei um papel na porta de minha casa. Como sempre fui curiosa e pegava todos aqueles papéis de correntes religiosas, não resisti para ver se após tantos anos, essas malditas correntes voltaram a me perseguir.

Não se tratava de corrente alguma, era uma folha de caderno rasgada e amassada, me pergunto até agora o que ela fazia ali, na porta da minha casa. Talvez alguém tivesse escrito aquilo e não gostara, ou talvez um outro alguém não havia gostado e arrancado do caderno do amigo...não, isso não faria sentido, afinal, você alguma vez rasgou coisas que seus amigos escreviam no próprio caderno?Bem, isso não importa, o fato é que encontrei a folha.

Como já disse, estava rasgada e amassada. Infelizmente não havia a parte de cima da folha, ou seja, nada de começo... Mas, com o papel em minhas mãos, escrevo a seguir a partir do que parece ser o começo PARA MIM:

"mar em fúria, uma prancha onde obrigaram a mulher, amordaçada, a andar de encontro ao seu descanço eterno.
O Capitão apenas agia, nunca falava nada. Ele andava e nós o seguiamos. Ele guardava um sorriso discreto, sádico em sua face cheia de cicatrizes e ainda mais malévolo devido a falta de iluminação desse dia de tempestade.
De uma certa distância segura, outros homens se divertiam com a cena, todos vestidos como piratas, como se aquilo se tratasse apenas de uma brincadeira de criança, como se estivessem em um parque de diversões temático e o navio não passasse apenas de um enfeite. Todos, acostumados demais com a tortura. Acostumados demais com seu próprio sofrimento, talvez sintam mesmo uma espécie de prazer ao ver que não são apenas eles os que sentem dor por ali.
Com uma espada, um homem com um tapa-olho(que engraçado, me lembro dos filmes do Peter Pan aqui) empurra a mulher em direção"[...]

Aqui se encerra. Não sei se disse, mas o pedaço de papel também não tem o final. E me pergunto mais uma vez, como pode alguem sair de um navio pirata em alto mar e vir parar aqui são e salvo? Talvez eu acredite demais nas coisas que leio.

.

Estou no ônibus em direção à minha casa. Cansado. Acabei de sair de uma prova. Sabe, provas onde tenho que escrever demais sobre a mesma coisa me incomoda. Tudo bem, estou indo pra casa e, a não ser que o ônibus se envolva em algum acidente, não pode mais nada sugar minhas forças até que eu chegue na minha cama macia e durma até a noite.

Por falar em noite... sábado eu tive um encontro com uma garota linda. Mas ela não era lá essas coisas. Meio chatinha, se éque você me entende. Como diria um amigo, as garotas legais são feias, as garotas lindas são chatas e as que são lindas e legais têm dono. É sempre assim.
Enquanto ela falava da sua indecisão quanto ao que poderia ter vestido para nosso encontro, eu pensava em empurrá-la de uma prancha! Ela nunca poderia se interessar pelos meus queridos piratas e não adiantaria nem convidá-la para assistir à estréia de "Piratas do Caribe" comigo.
Mas sabe, seria meio cruel empurrá-la da prancha, seria melhor que alguém o fizesse pra mim. Me sentiria feliz caso a água salgada do oceano adentrasse seu corpo e a fizesse calar. Mesmo que para isso ela ficasse feia, fria e roxa. Sabe, acho que eu prefiro as roxas.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Sangue.

Sabe, quando agente começa a escrever, passa a se encantar com tudo. Entramos em um outro mundo. Mais profundo que quando lemos...
Quando lemos nós apenas embarcamos na idéia... Cada um com sua forma de ver, com seus olhos literários, mas sempre guiados. Quando escrevemos, somos nós que criamos, nós que guiamos, nós temos o poder...somos DEUS.
Eu...meu deus.!Meu deus?!?!Seu deus.!

~>Ando sem muito tempo pra escrever...tenho muito o que ler...muitos caminhos por onde ser levada ainda até que tenha cimento o suficiente para construir algum consistente pra que vocês passem.

Mas... Já que se trata de um blog, por que não falar sobre meu dia?
O ponto alto do dia foi a torta na casa dos vizinhos. Quase um ritual demoníaco.
Acho que posso dar a receita do modo de preparação:
-Pega-se um animal e retira-se o sangue e reserva-o
-Retire do corpo mole, ainda quente do animal tudo o que você nao se sinta bem ingerindo e jogue fora
-Pegue cebola e alho e frite junto com os pedaços picados do animal
-cozinhe
-desfie
-coloque entre alguma massa
-Coma.
-Coma.
-Coma o animal...quente.Sempre quente.
-Beba.
-Beba seu sangue. Seu sangue frio. Sempre frio.

Um corpo quente e um sangue frio.
Brinde à morte de um terráqueo.Com seu sangue...frio.E seu corpo quente.
Um corpo quente aquece o outro, o sangue frio ajuda a engolir.
O sangue frio ajuda a engolir. Sangue frio. Corpo quente.
Mastiga, engole. Sangue frio pra engolir.

E eu vomito. Jogo fora seu corpo quente e seu sangue frio. Não quero seu sangue frio, ele não me aquece. E seu corpo quente, ele me queima a língua.
Eu vomito. As borboletas vomitam. As borboletas vomitam? Eu vomito.!
No meio do restaurante... Aquela menina esquisita... Ela também vomita...
Seu sangue frio.
Não me olhe com esses seus olhos que não posso ingerir.

Espera, tudo isso tomou um rumo inesperado...
Minha torta é de legumes. E eles eu ingiro. E não vomito.
Não, os legumes é que são bons. Eles é que não precisam de seu sangue frio pra ingerir. Nem seu corpo quente.
Minha torta é de legumes...

Mas...falta sangue...
www.sangueliterario.blogspot.com
Sangue literário.
Sangue quente.