quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Dezembro Borracha

Sabe quando o caderno no fim do ano não tem mais folha pra ser escrita (não que você tenha estudado tanto assim, mas rabiscou tanta folha que acabou), e aí chega dezembro e você fica todo ansioso porque sabe que no ano que vem você começa com um caderno novíssimo em folha, branquinho, pronto pra ser rabiscado todo de novo?

É bem assim que estou me sentindo agora.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

I feel like I'm stuck in my twelves... the same feeling, the same routine, the same fucking will of desappearing... crying my brains out the hole day...

Life is a shit.

sábado, 19 de novembro de 2011

Desequilibrio

Por maaaaais que eu tente manter a calma e a cabeça no lugar, por mais que eu tente me manter equilibrada, processar as emoções e deixar pra trás cada pontadinha de raiva que dá no dia-a-dia, por mais que tente não me importar com o cansaço e simplesmente deitar e dormir pra começar outro dia, por mais que tente fazer tudo isso e mais um pouco, chega uma hora que tudo explode dentro da cabeça, tenho vontade de sair andando por aí, entrar no primeiro carro que quiser me dar carona e ir a qualquer lugar, só pra sair dessa vida. Pelo menos é uma ideia melhor do que dar um tiro na cabeça, como eu também penso às vezes.
O que eu estou fazendo aqui? Essa não é a vida que eu quero e tenho esperado tanto e tão pacientemente pelo dia em que EU vou ter meus sonhos realizados ao invés de ver todo mundo que um dia tive contato seguindo com sua vida, formando família, comprando casa, enquanto eu estou no mesmo estágio em que estava na oitava série... Muita coisa aconteceu, mas de que adianta se eu ainda estou parada no mesmo lugar da estrada esperando alguém me puxar? De que adianta dedicar tanto tempo da minha vida pra trabalho e estudo se o mundo está passando enquanto eu fico pra trás?

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Falta de tempo sucks!

Qual o meu problema? Fico mais de semestre atoa, atoa de tudo, mas procurando o que fazer. Mas aí, quando eu encontro algo para fazer, eu aceito tudo que aparece. Fico estressada, nervosa, cansada fisicamente e mentalmente... Nessa semana nem estou tão cansada mas a falta de tempo para ler minhas coisas, para cozinhar coisa gostosa em casa (ou cozinhar QUALQUER COISA em casa), para sair, tomar bons drink e jogar uma sinuca, para escrever, para ler o blog de quem me visita... Isso tudo vai me deixando triste, vou perdendo a vontade de fazer aquilo que tenho para fazer aquilo que gosto. Aí então, de repente, deixo de fazer tudo e fico completamente atoa de novo. "óh dia, óh vida, óh azar!"

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Tem uns dias em que a gente se sente tão deprê. E não precisa acontecer nada pra isso, nossa mente se encarrega de colocar tudo no lugar certinho pra que o dia pareça uma merda. Às vezes dói tanto, tanto, tão apertado, mesmo que não tenha nenhuma ferida aberta. E a pessoa asmática ainda sente esse aperto no peito tão mais intenso, o ar não entra, não preenche os pulmões, não preenche o vazio, o espaço... Vai ver é isso, tem um vazio, uma falta, algo que precise ser preenchido. Ai, eu só quero que um novo dia comece, sem dor. Eu nunca soube o que é passar duas semanas sem dar um ataque de choro... acho que mereço aquele psicólogo que me prometi no começo do ano quando quase destruí tanta coisa no meio da minha bagunça emocional...
Eu quero. Mas eu tenho medo, receio, vergonha. Mas eu acho que preciso. Ai, dói. =/

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Voltando pra casa

A primeira coisa é a sensação de estar esquecendo alguma coisa... confere carteira, chave, celular, se trocou de calçado, pegou o avental... Beleza, tudo em ordem, bora apertar o passo.
Cada sujeito que passa de bicicleta eu fico olhando se não foi a bike roubada que já pintaram.
Opa, estava indo pelo caminho errado, preciso tirar xerox dos textos da prova de amanhã. Bora voltar pra ficar mais fácil atravessar a avenida.
Hmmm, batata no cone, eu quero. É três reais, barato. Eu tenho $2,45. Esquece, "muito obrigada moça".
Xerox, $1,50. Tá beleza.
Ah, eu queria um açaí com sonho de valsa... mas esquece também, além de ter ficado na quadra de trás eles não passam cartão.
Vou passar no banco pra tirar dinheiro. Errr, pra quê? Tenho dinheiro em casa.
Hm, caldo de cana. Nossa, como eu penso em comida... é dois reais, mas já tirei a xerox, agora não tenho mesmo mais dinheiro.
O cara da TriboLog, ele podia dar uma carona né??? Nem me viu... e virou pro lado que eu ia... tsc.
Ooopa, eu atravessando a rua e o cara vira sem dar seta??? "Esqueceu da seta moço???" "quê??VRUUMM". Não, nada, não foi nada moço. Depois você vira assim, sem dar seta, pega alguém atravessando a rua, mata o sujeito, mas não, não foi nada. Carai.
Cabeleireira... queria cortar meu cabelo curtinho... mas pra quê a pressa? Depois dos 30 vai viver curto mesmo...
O orelhão da esquina tá logo ali na frente, agora falta só umas 4 quadras pra eu chegar em casa. Ufa!
Nuooossa, o cabelo da neguinha tem mechas roxas, que bonito que ficou moça!
Ai, que raiva de gente que para o carro na esquina e não deixa pedestre passar...
Hmpf, queria que minha cabeça parasse de vez em quando, por que tanto pensamento vago? Podia ficar vazia que eu ainda descansava a mente.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Cadê?

Que desgraça de dia! Você não tem vontade de dar um tiro no meio da testa de ladrão? Ninguém gosta de ser roubado (eu só não entendo porque, então, tem gente que compra objetos roubados mais barato). É foda. A bicicleta que fica desde sempre ao lado da escada do prédio desapareceu essa manhã. Só uma, das duas. Nenhum carro da garagem foi mexido, nada estava diferente, além da bicicleta desaparecida e da borrachinha de cabelo que levaram do guidom da outra (q?).
De qualquer forma dá vontade de culpar alguém do prédio, dá raiva desses meninos da república do apartamento da frente. Mesmo que não tenham sido eles ou nenhum amigo deles (o que, mesmo tentando não pensar assim eu acabo pensando), tenho certeza de que são eles que sempre deixam a porra do portão aberto. Dá vontade de bater na porta da casa deles e tomar qualquer tipo de satisfação. Mas a gente não deve julgar ninguém, né? Pra puta que pariu.

Uma das meninas do meu serviço come docinho do balcão escondido do patrão o dia inteiro, por mês eu tenho certeza de que ela dá cerca de 40 reais de prejuízo (jogando baixo), aí depois quando o patrão não quer deixar elas sozinhas no caixa a pessoa tem a capacidade de falar "hm, não sei porque, nunca precisei roubar um centavo de ninguém". É tanta estupidez... e ainda tem a capacidade de ficar me questionando "ai, pur que cê num pega? Cê tem medo do patrão vê? Cê é boba, eu pego mêss"... Dá vontade de dar um tapa na cara da pessoa toda vez q abre a boca pra falar uma asneira dessa.

Ladrão é raça ruim, tinha q morrer tudo pra não poder mais reproduzir. Sei lá se esse tipo de coisa é passado através de genética, mas por via das dúvidas, né? O foda é que cada um desses desgraçados tem pelo menos três filhos no mundo... E o governo ainda dá tudo que é benefício, mas investir em escola pública de qualidade ninguém quer, é benéfico que o mundo seja assim... Acho que tinha que explodir essa merda. Pro inferno com o planeta Terra, não vale a pena. Evolução espiritual é o caralho, todo mundo só se fode, de um jeito ou de outro.

domingo, 4 de setembro de 2011

Sobre felicidade e presente

Não existe como sermos completamente felizes, por mais que seja isso que buscamos todos os dias de nossas vidas. Não tem como porque não somos os únicos seres humanos existentes no mundo, ou porque as outras pessoas não são exatamente como queremos que elas sejam. Ou qualquer coisa desse tipo.
Mas quer saber? Mesmo que eu tenha me decepcionado com pessoas, com situações e até mesmo com lugares, eu tive sim muitos momentos felizes e gostosos na minha vida, momentos dos quais me orgulho de ter participado, caminhos que me orgulho de ter caminhado, dá aquela sensação de saudade do passado, o que deixa o presente mais parecido com fracasso. Mas se eu parar pra pensar, mesmo hoje e mesmo nos dias ruins, sempre tem uma coisa boa, uma coisa ou pessoa que me faz rir, e é nesses momentos presentes que quero me apegar.

"à medida do possível, sejamos felizes."

Uma menina com uma flor.

Vai menina, fecha os olhos.

Solta os cabelos. Joga a vida.

Como quem não tem o que perder.

Como quem não aposta.

Como quem brinca somente.

Vai, esquece do mundo.

Molha os pés na poça.

Mergulha no que te dá vontade.

Que a vida não espera por você.

Abraça o que te faz sorrir.

Sonha que é de graça.

Não espere.

Promessas, vão e vem.

Planos, se desfazem.

Regras, você as dita.

Palavras, o vento leva.

Distância, só existe pra quem quer.

Sonhos, se realizam, ou não.

Os olhos se fecham um dia, pra sempre.

E o que importa você sabe, menina.

É o quão isso te faz sorrir. E só.'

(Caio Fernando Abreu)



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A Thavana publicou no facebook, fiquei com inveja e quis publicar aqui.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Como pode? Uma pessoa que foi sua amiga por vários anos de repente começa a tratar mal todos aqueles que faziam parte do seu círculo, a ponto de um amigo perguntar em uma rede social "e aí, tudo bem??" e a pessoa respoder "não". Puro e simples "não". Será que a pessoa não tem noção do que pode ser ofensivo aos outros ou faz isso por prazer? E aí você era a melhor amiga da pessoa, aí vê que todos os seus amigos em comum estão adicionando a pessoa, mas a sua solicitação de amizade não foi aceita, mesmo que faça semanas que você enviou... Só é estranho o quanto a gente se engana sobre algumas pessoas.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Me entristece quando uma pessoa que gosto não se dá valor. Me entristece tanto o fato de não poder fazer nada. A pessoa se deixa ser manipulada, não impõe sua vontade, sua opinião. O que faz com que alguém não deixe clara a sua vontade? O que faz com que alguém se submeta a situações filhas da puta porque outra pessoa quer assim? E não estou falando de emprego nem namoro, falo de relações familiares... Uma pessoa submissa à opinião de outra é humilhada em qualquer círculo. Não gosto de participar dessas situações, o fato de ficar calada me desgasta de uma maneira que não tem como explicar.

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Droga. É tão ruim nunca ter tido algo que se possa chamar de família com todo o amor que essa palavra carrega. Acho só que eu nunca vou entender. E acho que nunca nenhuma outra pessoa no mundo vá entender meus motivos, toda a dor que eu carrego. Acho que eu sou um erro, eu não devia existir.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Escrevi um livro. Apaguei.
Hoje eu só quero ficar trancada no quarto.
E estar sozinha não é bem uma opção.


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Eu bem que tento ser otimista. Mas duvido muito que alguém consiga ser otimista 100% do tempo sem ser um completo tapado. Não tem nada certo no mundo.

[Eu sei.]

terça-feira, 26 de julho de 2011

Você é preconceituoso!



Mas que absurdo, eu não tenho problema com negros. Eu converso, dou atenção, trato bem... Não tenho problemas. Eu só não gostaria que uma filha minha namorasse com um negro. Porque não oras! Não tem motivo, só não gostaria!

Mas que absurdo, eu não tenho problema com homossexuais. Eu converso, dou atenção, trato bem... Não tenho problemas. Eu só não gostaria que um filho meu ficasse andando com um gay. Porque não oras! Não tem motivo, só não gostaria!


Mas que absurdo, eu não tenho problema com tatuados. Eu converso, dou atenção, trato bem... Não tenho problemas. Eu só não gostaria que um filho meu fizesse uma coisa dessas. Porque não oras! Não tem motivo, só não gostaria!

Mas que absurdo, eu não tenho problema com pobre. Eu converso, dou atenção, trato bem... Não tenho problemas. Eu só não gostaria de ver meus filhos estudando na mesma escola de pobres. Porque não oras! Não tem motivo, só não gostaria!

O quê? Homem cozinhando? Jamais! Claro que não, não é preconceito, homem pode cozinhar sim, mas se for porque a mulher não sabe fazer é muita vergonha pra mulher!

Ah, para! Não tem motivo, cada um pode pensar o que quiser de quem quiser, não é? Mas eu não tenho preconceito. Um amigo meu tem, ahhhh, aquele lá não gosta de negro de jeito nenhum. Porque não gosta. Nem conversa. Ainda bem que eu não tenho preconceito, é um problema grande da atualidade...

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ai ai... dá vontade de abrir a cabeça das pessoas e colocar algo lá dentro! quase chego a compreender por que tem gente que não gosta de idosos. não é porque são velhinhos que são exemplo. temos a mania de idolatrar certos grupos e menosprezar outros...

De verdade, essas coisas me entristecem muito. Meus olhos sempre enxem d'água quando paro pra pensar nessas coisas. Eu só não consigo entender por que diabos as pessoas pensam assim. Quando uma pessoa vem me falar que "é, se a mãe de 'fulano' não pegar pesado com aquele menino ele vai virar a folha"... Mas que porra é essa? E daí se ele "virar a folha"??? Sabe, se a pessoa é de bem, é honesta, é justa, sincera, tem bons valores, é trabalhadora e, principalmente, é bem EDUCADA (de educação de família mesmo), qual o problema de ela ser assim ou ser assado? Que ódio disso, que ódio!!!
O que faz uma pessoa chegar ao ponto de pensar que ela é melhor que outra por conta de aparência, religião, condição financeira ou orientação sexual? Que pai e mãe são idiotas ao ponto de passar uma coisa dessas pros filhos?
Nossa, não tem nem como descrever a raiva que eu sinto. Deveria existir alguma coisa a ser feita pra convencer as pessoas do contrário além de simplesmente clamar pelo direito ao respeito.

Que saco isso, será que algum dia a humanidade vai se considerar como um único e enorme grupo ao invés de ficar se dividindo e atacando uns aos outros? Merda. Merda. Merda.


Imagem DAQUI. Vale a pena ler o post também.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

vazio de palavras escritas. elas escapam pelos meus dedos enquanto dedilho o teclado do notebook repetidamente sem resgatar nenhum sentido. dizem mesmo que é melhor ficar calado quando não se tem algo bom para dizer.
li em algum lugar certa vez, que você sempre deve pensar em três aspectos antes de falar. se eu me lembrasse do que era talvez eu tentasse colocar em prática.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

É foda. Se tenho coisa pra fazer fico cansada e reclamo. Se estou atoa sinto que perdi meu dia... se pelo menos eu tivesse tido alguma companhia agradável... *respira fundo*

sábado, 9 de julho de 2011

Obituário

(fictício)
Morreu hoje, em Varginha - MG, José Maria de Souza, 41 anos. Homem trabalhador, pedreiro, construiu muitas casas e comércios da cidade, além de monumentos do famoso ET de Varginha. Aos 12 anos largou a escola para se tornar ajudante de pedreiro e aumentar um pouco a renda familiar, ajudando então a cuidar de seus três irmãos mais novos e de sua mãe viúva. Ícone da cidade, amigo, simpático, nunca tratou a vida com toda a maldade que a vida o tratou. Um exemplo de brasileiro, orgulhoso de ter se tornado quem se tornou e ter ajudado a contruir a história da cidade onde nasceu e cresceu.
...

Morreu hoje, em Itapetinga - BA, Luciana Carmem Moreira, jovem de 28 anos. Seguia os passos da avó e da mãe vendendo acarajé na lanchonete na esquina da Av. Flamengo com a Av. Arnaldo Aguiar. Seu sonho era se tornar uma daquelas moças de branco, ir morar em Salvador e vender acarajé nas ruas para os turistas. Graças a ela a cidade de Itapetinga passou a apreciar diversas variações do doce de feijão baiano e recheios. A população de sua cidade sente profundamente sua partida precoce.
...

Morreu hoje, em Piraquara - PR, Daniel Simões, 30 anos. Mecânico honesto e confiável. Ajudou a recuperar o carro de muitos empresários de Curitiba, cidade vizinha. As pessoas faziam questão de viajar alguns quilômetros justamente devido à sua confiabilidade. Sendo assim, um homem honesto a menos no mundo fará muita falta para todos aqueles que precisam ter seus carros consertados.
...

Mas no jornal da Globo nenhum deles aparece, apenas grandes artistas são noticiados. Pessoas comuns, mas que há um trabalho muito grande para que a população os idoletre. Triste.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Marcha da Liberdade Uberlândia

No mundo sempre existiu o preconceito e a repreensão à liberdade de opinião e expressão, mesmo depois que esses direito passaram ma ser garantidos por lei em boa parte do mundo. Isso não é nenhuma novidade, o preconceito não vem de agora, não se originou na semana passada. Mas o que tem acontecido é que, depois de muito tempo calada, a população resolve voltar a agir contra a repreensão.

Protestos de todos os tipos tem acontecido no mundo todo. Mamaços, Slut Walk, e agora a Marcha da Liberdade, que surgiu após o governo brasileiro proibir a utilização da palavra "maconha" em uma passeata a favor da legalização da mesma. Muitas pessoas foram agredidas por policiais mal preparados (porque sim, os policiais do nossa Brasil além de receberem uma micharia ainda são mal preparados, cumprem ordens de bater, atirar e machucar um bando de crianças e assim o fazem, são ensinados a não pensar por si próprios).

Não importa muito se sou a favor ou contra a legalização da maconha. Na verdade eu não tenho uma opinião bem formada sobre isso, não quero meus filhos fumando machonha sem nenhum peso na consciência, mas concordo que legalização é diferente de liberação. Mas o que importa mesmo é que o governo quis calar a boca da população, num país que se diz democrático, e isso não prestou. Eles, impensadamente, levaram a discussão a uma esfera muito mais ampla, a da liberdade de expressão.
Diversos grupos se sentiram no direito de protestar. Eu quero ser livre pra falar sobre o que eu quiser, seja sobre a maconha, sobre a homossexualidade, sobre o caralho a quatro, e eu não quero ser repreendida por isso. Quem cala a boca de um grupo logo se sentirá no direito de calar a boca dos outros, e isso não é certo, definitivamente não.

Sou mulher, tenho uma certa quantidade de sangue feminista correndo nas veias apesar de nuca ter sido ativista, sou bruxa, sou minoria, e nçao gosto da ideia de forçar todo mundo a ser cristão e seguir um costume patriarcal, mas mais que isso, eu quero esse direito de falar, de abrir a boca e gritar pro mundo que acho isso uma babaquisse, e não quero nenhuma lei ou liminar me proibindo desse direito.

Todo mundo tem algo pra lutar, pra defender. Você pode não ter vontade de sair de casa e lutar, mas no dia em que te proibirem de falar aí você vai se sentir ofendido.

Mas enfim, a Marcha da Liberdade. Em Uberlândia (MG) houve uma passeata, no mesmo dia e horário em que o resto do Brasil havia combinado, dia 18 de junho das 14 às 18 hrs. Pela contagem "oficial" (entre aspas porque não sei de onde saiu essa contagem...) foram pouco mais de uma centena de manifestantes, mesmo que eu tenha tido a impressão de ser 200 a 250 pessoas. Dentre os manifestantes estiveram:

Pessoas lutando pelos direitos dos LGBTs:


Ambientalistas:


Ciclistas:



Crianças:


Cachorros:


Marionetes (contra a demolição do Teatro Grande Otelo):

Dentre várias outras pessoas, sozinhas ou acompanhadas, lutando por um único propósito, a LIBERDADE. E houve, inclusive, um grito a favor do aumento salarial e maior reconhecimento do trabalho da Polícia Militar, que fez um ótimo trabalho cuidando da segurança dos participantes e, em momento algum, houve qualquer tipo de conflito.

A Marcha foi linda, uma energia ótima. Eu sinceramente admito que fiquei com medo de só aparecer gente que queria a legalização da maconha e eu não poderia lutar por isso já que não tenho opinião formada, mas fiquei muito feliz de ver tanta gente diferente, tanta luta diferente.

Fico feliz que a população esteja voltando a levantar a voz para a repreensão política, somos mais poderosos que eles. Aliás, que lhes dá poder somos nós, temos controle sobre eles e não eles sobre nós. Fico feliz de fazer parte dessa geração. Fico feliz.

~> Todas as fotos são de minha autoria. Não tem problema se quiser utilizá-las, mas faça devida referência a Ludmila G. Rodrigues.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Preconceito Jornalístico



Hoje pela manhã, cerca de 10 horas, aconteceu um acidente em São Caetano em São Paulo. Um ônibus da linha metropolitana perdeu o controle em uma curva e caiu de uma ponte/viaduto em cima da linha do trem, que não conseguiu parar a tempo e chocou-se com o ônibus caído. Uma tragédia.

Enquanto via o anúncio na globo entre um programa e outro eu me perguntava como aconteceu, se o motorista estava bem, qual era a situação das vítimas, portanto qual não foi a minha surpresa ao ouvir a repórter informar que quem dirigia o ônibus era uma mulher. Simples assim, sem informar o estado dela nem nada, só "quem dirigia o ônibus era uma mulher". De verdade, e daí? Como se o ônibus (na chuva, na neblina e na curva) só pudesse ter seu controle perdido porque quem dirigia era mulher.

Eu me revolto muito com coisas desse tipo, são informações que só servem para incitar o preconceito com certos grupos. Daqui a pouco está todo mundo falando "o ônibus só caiu porque quem dirigia era mulher." Claro, todo mundo sabe que mulher não dirige direito, não é?

Vem cá, se fosse homem, se fosse negro, se fosse índio, se fosse jovem ou fosse idoso, essa informação não teria significado nada. Mas então por que dizer que era uma mulher?

Esse tipo de proconceito jornalístico é o mesmo que quando uma pessoa espanca uma criança de 7 anos e todo mundo fala "ah, mas ela tinha livros de bruxaria em casa", como se uma coisa justificasse a outra, como se ela espancasse crianças porque se interessa por bruxaria. Se elativesse livros que tratassem catolicismo, livros de física quântica, livros de ficção científica, eu te pergunto: isso não seria retratado?

É um preconceito quase oculto nas palavras e que quase ninguém percebe, mas ele existe. E eu fico revoltada com isso porque todo mundo ouve e absorve e reproduz. Eu realmente acho que o serviço jornalístico deveria ser mais cuidadoso com as palavras. Não importa se querem passar uma opinião ou não (apesar de eu achar que jornalismo deveria ser neutro, deixando a opinião por conta de quem assiste), mas ao menos evitem preconceitos, isso é injustificável.

(Imagem DAQUI)

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Segredos



Lendo uma postagem do blog "Dias de Prosa - ou (Re)Inventando o Tempo", da Ana Paula, eu fiquei pensando, as pessoas tem segredos que não querem ter, na verdade. São pequenos pensamentos prazerosos ou penosos que fogem à regra e ao senso de certo/errado que são impostos a uma sociedade, pela mídia, pelas massas, tanto faz.

Não que esses segredos sejam errados, ou talvez sejam, mas talvez não precisassem ser escondidos, se as outras pessoas que também tem seus segredos não fingissem estar indignados com aquela situação.
E aí agente cresce sem saber desses segredos e já escondendo os nossos próprios. Mas em algum momento agente se sente errado porque sempre acreditou numa vidinha miserável de filme, onde só as ações são mostradas e nunca as intensões.

E assim segue o ciclo...

Na minha casa ninguém nunca falou sobre nada. Nada mesmo. Toda vez que eu, criança inocente, abria a boca pra falar sobre qualquer coisa, recebia uma bronca enorme. Quando não levava uma mãozada, uma paulada e por aí vai. Opinião nunca pôde ser expressa com as pessoas do meu núcleo familiar.

Eu cresci acreditando no que eu via das outras famílias, tirei por base de certo e errado o que eu construí pelo meu próprio senso. E eu tenho segredos. E muitas vezes quando abro a boca pra falar deles ainda levo um tapa, uma paulada. Mas não mais no sentido literal, é aquela paulada no estômago, que deixa uma bola na garganta e faz o ato de respirar algo difícil.

Eu tenho meus segredos. Pequenos e singelos segredos. Segredos mais de sentimentos e emoções do que de ações. Segredos que às vezes escondo até de mim. Você me julgaria um monstro se soubesse. Mas vamos lá, você também tem os seus, todos temos. Guardamos coisas demais dentro de nós mesmos pra que consigamos, mesmo que a gente queira, compartilhar todos os detalhes. Mas alguns deles fazemos questão de guardar.

(Imagem do fotógrafo Rui Lebreiro)

terça-feira, 7 de junho de 2011

A banda mais insuportável da cidade



Tá, a poeira já abaixou mas eu tenho que dizer que eu não suporto essa tal Oração. Juro, tenho dois tios pastores e nem a oração de verdade deles na hora do almoço nas reuniões de família são tão ilógicas e repetitivas.

O que os caras querem? Enfiar a música na sua cabeça pra você nunca mais esquecer, como pagode e funk? Só pode.

E a letra? Na boa! No seu coração cabe uma penteadeira? No meu não. Nem literalmente (porque mal deve caber meu pulso fechado) e nem figurativamente (eu nunca nem tive uma penteadeira pra amar ela e guardar ela tão bem no meu coração). No seu coração cabe o que não cabe na dispensa? Eu não sei quanto ao meu (figurativamente, claro, já disse que no meu coração físico mal cabe meu pulso), isso já ultrapassa minha capacidade mental. Eu nunca pensei em colocar minha família, meu namorado e meus amigos na dispensa pra ver se cabe... Aliás, depende da dispensa que estamos falando, é a dispensa da casa da minha avó no interior de Goiás ou é a dispensa de algum deputado corrupto que tem um castelo particular no interior de Minas?

Me entristece, o pessoal parece ter talento, tocar bem, cantar bem. Até que o som é gostosinho, eu ouviria algumas vezes... se já não tivessem estourado toda a minha paciência da primeira vez que vi o vídeo. Aqueles sorrisos pastéis felizes e a forma em que foi filmado o clipe, até que me agrada, vi o vídeo todo, ouvi o mesmo refrão tantas vezes que nem sei. Mas foi uma vez e só, nunca mais. E o inferno é que ainda lembro e meu cérebro começa a cantarolar sozinho essa coisa insuportável! É pior do que quando você lembra só uma parte de uma música e não consegue evoluir na cantoria, sabe? Só que nesse caso a única parte que você consegue lembrar é a música inteira.

(A imagem é DAQUI, uma reportagem que você deve ler pra sentir sua vida um amontoado miserável de nada, onde um bando de jovens retardados metidos a hippongas cantando um refrão por 1.759 vezes seguidas conseguem mais sucesso que você. Segundo essa reportagem, a música é cantada "como um mantra de amor".)

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Coisas da vida



A vida não é mesmo como um filme. O amor não é mesmo como um filme. As coisas não são como fazem questão de colocar na sua cabeça. O mundo não é romântico. O mundo não é justo.
Nem todo mundo pensa que quando se ama, se faz de tudo pra construir um futuro juntos. Nem todo mundo gosta de demonstrar que pensa assim. E nem todo mundo gosta de ser questionado quanto a isso.
Nem sempre as pessoas são sinceras. Nem sempre elas sabem demonstrar o que querem quando falam. E nem sempre elas querem demonstrar, seja qual for o motivo.
Muitas vezes as pessoas vão te julgar e você vai julgar os outros, porque os dois lados deixaram de dizer coisas que deveriam ter dito e disseram demais coisas que deveriam ficar enterradas. Mas às vezes, o que deve ser enterrado pra você, é a coisa mais importante do mundo pra outra pessoa.
Às vezes você tem sonhos que quer compartilhar com alguém mas, com frequência, vai dar errado. E você vai se sentir infeliz. Você vai ver todo mundo à sua volta realizando o seu sonho, menos você.
Não é que você não mereça, mas sejamos francos, mesmo que muitas coisas tenham te empurrado pra esse caminho, você escolheu estar nesse lugar.
E tudo o que você quer nesse momento é convencer uma pessoa que não sabe o que quer de querer o mesmo que você. E você vai se sentir sozinho.

(Imagem DAQUI)

Edit:
Esse post da Clarissa Corrêa define bem algumas coisas

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Sonhos



A vida é mesmo feita de sonhos. E é a possibilidade de realizá-los que nos permite continuar vivendo.
Uma pessoa sem sonhos não tem ânimo de viver. Assim também é uma pessoa que tem sonhos tão importantes e ainda assim não tem a possibilidade de realizá-los.
Eu tenho meus sonhos, e eu vivo por eles. São coisas simples, nada de mais. Nada que a humanidade não venha fazendo desde quase sempre. Ter casa, trabalhar, ter filhos, ter marido. Não é grande coisa, é só o meu maior sonho. Ter a minha vida e algo que um dia eu possa chamar de minha família, um canto onde eu possa me sentir assim, segura.
Mas esses sonhos são tão tão importantes pra mim que dia após dia eu morro um pouco por ver o quanto estão longe de serem realizados. Tenho um medo tão grande de não chegar a vivê-los. Tão grande.
É isso. Será que as pessoas chegam mesmo a viver seus sonhos ou é só a busca por eles que conta?

Qualquer hora eu jogo tudo pro alto e vou ser feliz no meio do mato.

(Imagem DAQUI)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Sobre o que não pude ser



Eu era um anjo.
Nasci assim. Eu acho. Não tenho muitas lembranças e nem sei se tenho idade. Nem sei se nasci.
Nunca encontrei deus nem nada parecido. Na verdade, nem sei se eu era mesmo um anjo.
Tudo o que eu sei foram coisas que os outros me contavam.
Sei que eu não tinha sexo e, confesso, eu sentia uma coisa estranha ao olhar pro meu corpo e não ver nada que me caracterizasse.
Pra dizer a maior verdade de todas, eu nem sei se eu era eu mesmo ou outro deles ou se era sonho.
Passava meus dias vagando por aí sem saber muito bem minha função. Não sentia muita coisa, mas dentro de mim eu acreditava que devia ajudar as pessoas.

Conheci uma garotinha com câncer num hospital. Acompanhei tudo o que pude do resto da sua vida. Ela era linda, mesmo que também já não tivesse nada que a caracterizasse e nem soubesse se a luta pela vida era sua ou da sua família.
No dia em que ela deixou seu corpo físico, ela falou comigo.
Veio me dizer que viver era bom.
Falou sobre o sabor da groselha e do bolo de fubá. Falou do cheiro das flores e do vento da praia. Falou sobre frio e calor. Sobre banho quente, sobre o abraço, sobre o primeiro sorriso de um bebê, sobre a sombra das árvores.
Ela me falou do amor.
Hoje penso que quando a alma deixa o corpo, deixa também todas as suas dores e todas as lembranças de sofrimento.
Mas naquele momento eu não sabia disso. Pedi pra ser humano. Queria sentir.

Eis que nasci humano. E disso eu bem me lembrei.
Fui um bebê menina. Chorava o dia todo, não conseguia dormir a noite. Senti fome, muita fome. Senti tanto frio! Tinha que passar o dia com o traseiro melecado dentro de uma fralda porque muitas vezes meus donos não tinham tempo de me limpar. Fui deixada na casa de parentes que não se importavam muito. Às vezes me alimentavam quando eu reclamava de dor e me limpavam quando reclamava de sono.

Comecei a falar e a andar muito rápido. Não aguentava aquela situação, precisava ser dona de mim porque daquele jeito estava difícil.
Não adiantou muita coisa. Pedia uma coisa, ganhava outra. Ninguém entendia minhas palavras. Sempre que andava vinha alguém me segurar achando que eu ia cair. Dava birra e brigavam comigo. Pouco tempo depois começaram as palmadas.

Me colocaram na escola. Aprendi muita coisa divertida com as outras crianças. Quando tinha raiva, não precisava mais espernear, era só xingar. Se não resolvesse, eu batia uma porta ou outra e estava aliviada. Fazia loucuras, cortava meu cabelo, rasgava livros, corria. Ahhh, como era bom correr. Meu primeiro ralado no joelho eu pude sentir no coração a dor.
Nessa fase, menino, menina, não fazia diferença. Era todo mundo igual, todo mundo se gostava tanto, mesmo que brigassem. O amor...

O tempo passou. Como qualquer ser humano eu cresci. Cheguei na fase em que ser menino ou menina fazia toda a diferença. Aquele amor que as crianças sentem começa a ser direcionado mais a uma ou outra pessoa. Eu era um anjo. Eu não tinha sexo. Eu não sabia quem eu era.
Me apaixonei por uma menina que era muito amiga minha. E por que não? Ela me ajudava na escola, ela brincava comigo, ela segurava a barra quando meus pais não entendiam a complexidade da minha cabeça (que foi de anjo, a bebê e agora, adolescente). Eu a amei tanto que seria capaz de fazer qualquer coisa pra vê-la sorrir porque era essa a sensação que ela me trazia.
Não entendia o quão forte o amor podia ser, mas achava que se ficasse só pra mim o meu peito poderia explodir. Falei pra ela. Falei de forma escrita. Através de uma cartinha. A verdade é que eu não queria nada em troca, só que ela soubesse.
Mas aí ela nunca mais falou comigo. Os colegas começaram a me apontar o dedo e caçoar.
A notícia chegou em casa. Meus donos me deixaram de castigo. Não sem antes levar uma surra.

Ninguém me avisou que, como únicos seres capazes disso, era proibido amar. Desejei voltar, ser o anjo que um dia eu fui. Sem sexo. Eu não podia amar, eu não podia sentir. Mas jamais havia sido repreendida dessa maneira. Eu chorei, chorei tanto que achava que meus olhos sairiam do meu corpo, que as veias da minha cabeça fossem estourar.
Quando anjo eu via as tragédias no mundo e pensava "se esses seres fossem capazes de amar...". Porque mesmo que eu não pudesse sentir, os outros me diziam que esse amor existia e que ele podia salvar o mundo. Mas a verdade é que eles são, eles são capazes de amar. Mas eles não querem. Ou não podem. Por alguma lei maluca que não está escrita em nenhum lugar, as pessoas não podem amar umas às outras, elas não podem amar seus semelhantes.

Perdi a amiga, perdi meu amor. Perdi meus donos. Perdi a escola. Fugi de casa. Viajo de cidade em cidade disfarçada de garoto trabalhando e sofrendo. Oro todos os dias pra voltar a ser anjo, mas acho que não se anda nessa ponte no caminho contrário.
Ninguém me falou do ódio. Não quero mais amar.

(Peguei a imagem AQUI)

terça-feira, 24 de maio de 2011

Sobre o que nunca soube depois do fim

Ela tinha um brilho nos olhos de dar inveja. Sorria tão profundamente e tão sinceramente que contagiava a quem estivesse por perto.
Dava um abraço apertado, sentido. Um beijo forte no rosto sempre que cumprimentava alguém de quem gostava.
Ela tinha um aperto forte de mão. Ela ria dos outros. Ela gostava de muita gente de longe e desgostava de muita gente de perto.
Ela sofria profundamente cada sofrimento por menor que fosse e vivia cada momento de alegria numa intensidade invejável.
Ela tinha o nariz vermelho e o cabelo também. Madeixas cacheadas, enroladas como a vida dela.
Mas a melhor de todas as coisas. Ela me amava. Ela me amou tanto, tão doído. Eu sabia que ela podia sentir bem no fundo aquela dor de amor a cada segundo. Eu era sua inspiração. Eu era sua vontade de viver.

Então as coisas mudaram de rumo.
Suas mãos enrugadas entregavam a rapidez com a qual envelhecia sua mente.
Pés frios entregando a temperatura de sua alma.
O coração descompassado, enlouquecendo mais a cada dia.
Eu, de alguma forma, a matei.
Ela já não era quem um dia foi e eu não gostei do que ela se tornou.
Ela mudou por mim tudo o que fazia dela um ser único e eu queria mais.

Sem dar muito de mim além da minha sinceridade, terminamos.
Eu segui meu rumo, estudei, trabalhei, conheci pessoas, me diverti.
Nunca mais tive notícias dela ou de sua família. Me ensinaram a não manter relações com o passado.

Ela, já sem amigos, com os sonhos destruídos, destruiu a si mesma em uma tarde de sol.
Apenas dois dias depois alguém sentiu falta (ou sentiu o cheiro de defunto) e entrou no quarto...
Esse alguém foi o cachorro.

(Imagem DAQUI)

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Quero e preciso

Escena de la pelicula Into the wild / Into the wild film scene

Quero sair por aí

viajar.

Quero acampar

fazer fogueira

dançar na chuva

apostar corrida

rolar na lama

nadar sem roupa

ver o sol nascer

ver a lua chegar

olhar as estrelas

respirar ar puro

subir em árvore.

Quero ser feliz

ser eu mesma

ser criança.


(Imagem do filme Into the Wild)

domingo, 22 de maio de 2011

Reflexão sobre o fim de semana



É difícil viver com uma pessoa que tem valores tão diferentes dos seus.
É difícil viver com a família dessa pessoa.
É difícil conviver.
É difícil tratar bem quem não te quer bem.
É difícil não julgar as atitudes.
Mas o mais difícil de tudo é ter que ficar de boca fechada pra não criar mais problemas.
É difícil tentar não magoar ninguém.
E é aí que eu me magôo.
E eu, magoada, fico chata.
Fico brava.
Fico seca.
Fico carente.
E dessa forma ofendo aos outros.
Talvez eu prefira que me enxerguem como o problema do que falar qual é o problema e ser odiada por odiar alguém que me odeia.
E as pessoas pensam que presentes demonstram carinho.
Acho isso o máximo:
"Vou te difamar pra cidade inteira, nas suas costas, na sua frente. Vou te ofender diretamente. Não, não será só por um dia ou uma semana. Será por um ano, dois ou três. Mas não se preocupe, te trago uma lembrancinha quando voltar de viagem."
Me admira que pessoas admirem pessoas que considero tão egoístas.
Me admira que pessoas possam endeusar pessoas que acho tão oportunistas.

Acho que a solução é sim ficar longe, porque cada vez que sou obrigada a conviver, saio com vontade de dar um tiro na minha própria cabeça pra que ela pare de odiar alguém desse tanto!
Juro que estou tremendo de ódio até agora.
Me deixa ficar longe...


(Não sei de quem é a imagem mas tirei DAQUI)

sábado, 14 de maio de 2011

Contradição



Eu juro que não entendo o sentido de usar forro de mesa! Daqueles que cobrem a mesa toda e não são transparentes...
A pessoa escolhe a mesa mais bonita que tem na loja. Não só as pernas bonitas, o tampo também. Aí chega em casa, e com a desculpa de não deixar a mesa sujar, a pessoa vai lá e me joga um forro de algodão, de seda, de poliéster com desenhos de flores ou de chás em cima da mesa.
Mas espera, é mais fácil passar um pano na mesa depois que sujar ou lavar um forro inteiro toda vez que cair um pouco de feijão ou margarina nele? Aliás, o que gasta mais tempo? O que gasta mais água e sabão?
No fim você gasta mais dinheiro e paciência pra lavar um forro que está tampando toda a beleza da mesa cara e bonita que você comprou.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Obs.:

Puta Merda Blogger!!!!

Acordar de manhã



Eu odeio com todas as minhas forças levantar cedo. Eu tomo banho de noite pra não ter que tomar banho de manhã. Acostumei meu organismo desde muito nova a não tomar café da manhã pra poder prolongar o tempo na cama.

Mas sobre esse assunto existem mais duas coisas que me deixam mais puta ainda.

Uma delas é combinar de encontrar alguém pela manhã e essa pessoa atrasar. Na verdade, eu odeio atrasos também, mas isso vocês já sabem. Mas se a pessoa atrasa, nem que sejam dez minutos pela manhã, dá uma raiva tremenda. Seriam mais minutos na cama, poxa, é inevitável calcular quantas sonecas do despertador do celular isso daria.

A outra coisa que me irrita é gente que levanta fazendo barulho. Só porque é seu horário de acordar não quer dizer que seja o meu. Ainda mais se for fim de semana. Dá vontade de pegar aquele bastão de baisebol escondido em baixo da cama e descer na cabeça do sujeito! Sei que tem coisa que não tem como evitar, como uma porta que geme ou o chuveiro barulhento, mas precisa bater a porta, ligar a TV no volume que assiste às 15:00, andar pela casa de salto alto ou gritar pra acordar o pai?

Morar em apartamento é um filme de terror por causa disso. É todo tipo de barulho no apartamento de cima, onde tem uma mulher vaidosa (salto) que é mãe de família (bater bife, amassar alho, etc) e tem filhos pequenos (andar de motoca, jogar brinquedos no chão). Mas ainda tem o vizinho do lote ao lado que tem filhos pequenos que deviam morar em sobrado e aprenderam a gritar pra chamar os pais, os irmãos, o cachorro, a prima, xingar, reclamar, chorar...

Ah, acordar de manhã é mesmo um inferno! Fico pensando como consegui passar tantos anos da minha vida acordanto a tempo de chegar na escola às 7:00 da manhã. Isso é muita tortura. Filho da puta o cara que inventou que aula devia começar às 7:00. Em pensar que hoje em dia eu levanto cedo pra malhar... é cada coisa...

terça-feira, 10 de maio de 2011

Horários



Não vejo sentido na tal "pontualidade britânica". Eu sou uma pessoa que acredita que o mundo inteiro deveria ser pontual, não só a Inglaterra. Isso é tão sem sentido!

O relógio existe no mundo há milhares, quiçá milhões, de anos. Tenho certeza de que ele existe por um motivo, sabe? E um dos motivos dele existir é para que as pessoas possam marcar compromissos em um 'tempo' certo, da forma mais fácil para que todos os envolvidos não cheguem ao ponto de se desencontrarem ou que haja transtornos e esperas.

Se uma pessoa incorpora um relógio na vida dela, a vida fica bem mais fácil. Mesmo que seja pra olhar só de vez em quando, quando marcar compromissos. Dessa forma você evita que a pessoa (ou as pessoas) que te espera fique de mau humor e te receba mal.

Resumindo, marque compromissos na hora em que você puder comparecer. Nunca antes. E por mais que você chegue com mil desculpas (mesmo que sejam verdadeiras) e justificativas sobre o motivo do seu atraso, sempre causará frustração pois faltou um toque de respeito e consideração a partir do momento em que não ligou, ou ao menos mandou uma mensagem, afinal, hoje em dia quase todo mundo tem celular e gastam apenas alguns minutos para escrever "vou atrasar".

Amizade antiga



Eu sempre gosto demais das pessoas. Mas eu tenho um problema muito sério, talvez seja reflexo da forma que fui criada, eu não sei me manter próxima.

Existem aquelas pessoas que parecem existir na nossa vida desde sempre, a memória mais antiga de diversão, as pessoas estão lá. São ex-vizinhos e ex-colegas de ensino fundamental e pré-escola. Muitos deles, na verdade, não passaram de um ou dois anos perto da gente, mas eram pessoas tão carismáticas e que tinham tanto a ver com agente que elas ficaram guardadas no peito.

Existem também outras pessoas que surgiram nas nossas vidas mais tarde e que passaram muito tempo por perto, fizeram parte do primeiro porre, primeira sinuca, primeiro truco, primeiro cigarro, primeiro pseudo time de hókey, primeiro vestibular, primeiro cursinho, primeiro emprego (e primeiro salário gasto).

Eu sinto falta. Eu sinto falta profundamente. E quando vejo que pessoas que ficaram pra trás ainda mantém contato entre si é que eu vejo o quanto eu me afastei.

Foi pelos problemas em casa, foi por cansar das manias das pessoas, foi por eles cansarem de mim, foi por falar demais, foi por morar longe demais, foi por caminhar por um lado diferente, foi por começar a pensar de outra forma... Seja pelo motivo que for, passou.
Às vezes ainda procuro essas pessoas. Mas é tudo tão estranho que acabo desistindo da ideia. Tem coisas e pessoas que merecem ficar no passado.

Mas eu só queria que essas pessoas soubessem que cada momento e cada pessoa é loucamente amada pelo meu coração e as lembranças voltam à mente de tempos em tempos pra não deixar esquecer o quanto elas foram importantes na construção de quem sou.



~> Mas àqueles poucos que ainda fazem parte da minha vida, no dia-a-dia ou no de-vez-em-quando, também saibam que amo vocês.!!! (mesmo os que não lêem aqui rss)

quinta-feira, 5 de maio de 2011

ahn?



Não pensar faz bem à saúde mental. Sempre que penso demais, passo muito tempo absorvendo as coisas antes de dormir, vejo filmes profundos ou leio livros com conteúdo, fico triste. Talvez o segredo da felicidade seja o completo e total egoísmo.
Claro que existem as pessoas de quem agente gosta e fazem parte da nossa vida e quando falo em egoísmo não falo em não se importar com essas pessoas (compaixão, vontade de ajudar, essas coisas são sentimentos indispensáveis para se criar relações sinceras), mas falo em não fazer do problema delas nossos próprios problemas.
Também existem as pessoas que gostaríamos que fizessem parte das nossas vidas. E essas, por um motivo ou outro, tomaram caminhos diferentes dos nossos (ou nós tomamos caminhos diferentes dos delas), geralmente por livre e espontânea vontade, mesmo que culpemos qualquer outra pessoa ou acontecimento. Então, só nos resta aceitar a distância e torcer para que essas pessoas tenham um futuro brilhante, pois no fundo, todo mundo que agente gosta merece um futuro brilhante. E não se torturar por isso.
Não se torturar por nada, na verdade. O segredo da vida é viver. Saber viver por si só, saber priorizar as suas vontades sobre qualquer ourta coisa e caso não tenha certeza de qual é a sua vontade, aproveitar o momento sem saber o que tem pela frente!
Acho que isso é o mais difícil, não pensar no que vem pela frente e saber aproveitar cada momento dessa forma...
Bem, estou egoísta no momento. Não daquela forma em que queremos que o mundo se exploda e que cada pessoa morra dolorosa e lentamente... Mas é um egoísmo impensado que me deixa contente e me faz querer as outras pessoas contentes também.

Faz sentido???

Talvez a palavra seja orgulho.
Ou talvez seja algum outro sentimento sem nome... Mas recomendo um enorme FODA-SE pra tudo que deixou de acontecer e tudo que aconteceu errado. Eu estou onde estou porque caminhei até aqui e é daqui que vou seguir em frente. Quer saber? Sejam felizes e aproveitem o pouco que cada um tem sem lamentações.
Clichê? Pode ser. Não sei se é verdade absoluta, mas talvez possa fornecer uma felicidade, ao menos momentânea. Mas e daí? Afinal, todos sabemos que não seremos felizes 100% do tempo e acredito que nem 50% do tempo (porque passamos a maior parte das nossas vidas com sentimentos ruins guardados dentro da gente). Mas se eu tenho a chance de aumentar minusculamente essa porcentagem de felicidade (e não contentamento), por que não?

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Quando eu estiver grávida, vou eu mesma fazer a lembrancinha de nascimento das crianças. Saquinhos recheados com alguma coisa (fibra, palha, algodão, poliéster...) com cheirinho de mamãe bebê... hmmmmmmmmm

domingo, 1 de maio de 2011

Teve Bão!

Terra Celta, teve bão
Bumerangue, teve bão
Frisbee, teve bão
Almoço Marcela, teve bão...

Dilicinha de sábado ^^

domingo, 10 de abril de 2011

Livros pra ler...

Pra não esquecer:

-Terminar a coleção d'O Guia do Mochileiro das Galáxias
-Werther
-Coleção d'As Brumas de Avalon
-Filha de Feiticeira
-The Curious Incident of the Dog in the Night-time
-Dolores Clairborne
- A Menina que Roubava Livros (DENOOOOOVO)

Sem falar dos livros pra monografia e das HQ's e daqueles quase 20 livros encaixados que não li e vão ficar pra depois.

terça-feira, 15 de março de 2011

Cutia gêma

Era uma vez duas irmãs. Elas não eram filhas do mesmo pai e nem da mesma mãe. Mas talvez não fossem tão irmãs se tivessem o mesmo sangue.
Primeiro vieram as letras e ondas de informação. Depois veio Brasília, uma mãe, geografia e ônibus. Por fim uma visita, carnaval e algumas histórias. Na verdade, esse último constituiu um dos melhores carnavais (se não o melhor) de ao menos uma das duas. E aí elas viveram felizes para sempre. =)

~> Sabe, eu acho que te amo mesmo como se quisesse que você fizesse parte de mim e como se isso fosse mesmo posível porque já te tenho aqui dentro. Quero que isso dure pra sempre. Por mais que as vezes agente suma um pouquinho, sabe que sempre vai ter uma cutia de cá e eu também não quero que você me abandone nunca!!!!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Ah, e já que é twitter isso aqui mesmo:

Se Jesus tivesse morrido eletrocutado, vc colocaria uma cadeira elétrica na parede da sua casa? (via @ em )

É, me intrigou isso aí ein. Se minha capacidade criativa e minha paciência para escrever enquanto tenho que estruturar minha monografia permitirem, gostaria de filosofar sobre isso uma hora.
Talvez, bem talvez, se você parar pra respirar e olhar as coisas com calma, pode ser que haja uma solução. E se você conseguir não desesperar, pode ser que dê tudo certo no final.

Respirar, manter a calma e falar baixo como a moça da loja de artigos esotéricos. Um dia de cada vez.


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You know what? Esse blog começou com uma espécie de contos, depois virou diário e agora parece um twitter... Acho que minha capacidade criativa está se esvaindo ein. Preciso de aposentadoria, tô ficando velha.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

"e não tens que ter medo. porque as pessoas sobrevivem a qualquer coisa. só não há como viverem sem ser felizes."

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Sem sentido

Será que todo mundo é capaz de sentir isso ou eu sou um ser anômalo? Por que eu tinha que existir? Por que EU? Por que AGENTE?? Sabe, nada disso faz sentido, agradar a mim ou aos outros, não faz sentido!!! Ninguém merece nada de bom, o ser humano não é bom, ninguém faz o que é certo porque não tem como estabelecer o que é certo e essa incerteza NÃO-FAZ-SENTIDO! Mas mesmo que não houvesse incerteza, todo mundo ia sempre optar por fazer outra coisa porque é isso que o ser humano faz, e isso também não tem o mínimo sentido!

Às vezes eu só quero deixar de existir.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Sabe, talvez a felicidade não seja tão possível quanto nos filmes porque um filme tem duas horas e nossa vida tem dois montes de muitas décadas. Talvez, se compactarmos os momentos felizes de nossas vidas ao final dela, realmente teremos duas horas de risos e conforto.

~>Você precisa aprender a lidar com isso.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Eu sou a única pessoa no mundo internetístico que tem insônia? Nem twitter rola.

Acho que não se fazem mais pessoas que tenham insônia e queiram casar.#idealmatch

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

hehehehe Gostei

Sagitário

1. Frase: ‘Já te disse 1.000.000 de vezes que NUNCA EXAGERO!’

2. O que o sagitariano espera de seu parceiro: Busca partilhar seu idealismo e seu senso de justiça com o outro. A relação tem que incluir espírito de aventura, gostar de viajar, estudar, aprender. O parceiro tem que saber compreender sua necessidade de liberdade, de fugir da rotina e sua aguda franqueza.

3. O que o sagitariano diz depois do sexo: ‘Não me ligue – Eu ligo pra você’

4. Como irritar um sagitariano: Dê a eles bastantes responsabilidades. Coloque realismo na sua filosofia. Nunca ria das piadas deles. Não tope nenhuma aventura ou quebra de rotina e esteja sempre de mau-humor.

5. Como o sagitariano reza antes de dormir: ‘OH ONIPOTENTE, ONISCIENTE, TODO AMOROSO, TODO PODEROSO, ONIPRESENTE, ETERNO DEUS, SE EU LHE PEÇO UMA VEZ, ESTOU PEDINDO CENTENAS DE VEZES, AJUDE-ME A PARAR DE EXAGERAR!’

6. Por que o sagitariano atravessou a rua: Porque a idéia pareceu maneira e deu vontade.

7. Você foi assaltado e o sagitariano: ‘Vamos dar queixa na policia!’

8. Adesivo para o vidro do carro do sagitariano: ‘Não tenho tudo que amo, mas também nada que me ama me tem’

9. Quantos sagitarianos são necessários para trocar uma lâmpada: O sol está brilhando, está cedo, nós temos a vida inteira pela frente, e você está preocupado em trocar uma lâmpada estúpida?

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

E essa bagunça que tá tudo se tornando? Tá tudo desabando ein... e eu aqui no meio desse terremoto sentimental. Cada um sabe o tamanho da sua própria dor, porra, cada um sabe.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Os problemas nunca acabam, né

Não, os problemas nunca acabam. Acho que o segredo é aprender a viver com eles. (viver infeliz?)
Acho que sempre vou viver amarrada ao passado porque o problema de trás sempre parece muito mais simples do que o problema atual. Mesmo que ele não tenha sido solucionado e seja o motivo do problema de agora existir...

domingo, 9 de janeiro de 2011

O filho pródigo à casa torna

Torna a odiar acordar no mesmo lugar todos os dias, torna a odiar a sensação de quem acorda cedo pra trabalhar (mesmo nao o fazendo), torna a odiar o cheiro do lugar, torna a odiar dormir sozinha, torna a odiar os vizinhos pivetes, torna a odiar a vizinha de cima que sapateia de manhã, torna a odiar a falta de diálogo em casa, torna.
Estou com saudades de onde vim.

~>Para, eu senti muito sua falta, muito, mas sobrevivi sem você e nesse momento estou insatisfeita com muita coisa. não me odeie nem se odeie por isso. por favor. mesmo... ainda te quero aqui comigo.