segunda-feira, 16 de abril de 2012

Eu acredito em amor.

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Eu acredito no amor que não espera nada em troca, no amor que permanece ao longo dos anos, no amor que não precisa de ligações diárias. Acredito no amor que fica gravado na carne, no músculo, no coração. Acredito no amor a primeira vista, a primeira audição e ao primeiro olfato. E acredito também que "o amor ao primeiro" nunca se vai.
Aquele amor por alguém que não participou muito da sua vida diária mas é tão sincero e tão verdadeiro que nunca deixa de ser cúmplice e recíproco. Nunca.
Amor que cala, amor que ri, amor que abraça, amor que chora e que falta palavras. Amor que te enche os olhos d'água quando vê (além das famosas borboletas na barriga).
Acredito até no amor que não visita, amor que não manda e-mail, amor que evita. Amor que te afasta pra não acabar. Amor que vai sempre continuar sendo amor, e que ao reencontrar a pessoa amada vai continuar trazendo todos os sentimentos que sempre trouxe.

domingo, 15 de abril de 2012

Sobre choro e abraço

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Se me vir, ouvir, ou sentir estar a chorar... Por favor me abrace.
Às vezes espirro, dou crise, coço, destampo a gargalhar, só pra encobrir a lágrima, o vermelho do nariz e as pintinhas que sobressaem ao lado do olho direito.
Se você ao menos suspeitar, mesmo que distante e sem me ver, que eu esteja a chorar... me abrace.
Me abrace forte, com coração e alma. Me abrace sinceramente.
Mas já aviso de antemão, você pode acabar sentindo a minha dor por um momento, aquele aperto no peito, na garganta, o machucado do ego. E então eu me desmancho, me desfaço, viro mar. Mas por favor, não deixe nunca de me abraçar.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Tenho um amigo que parou nos seus 17 anos. Nada contra pessoas de 17 anos, mas ele tem 24, cronologicamente...
Ele é uma pessoa que demorou passar pelas fases que passamos na nossa adolescência. Sempre foi estudioso, responsável e tinha um compromisso fiel com as regras da igreja que a família frequentava.
Aos 14, quando todo mundo começou a beber, mentir pros pais e ir pro bar jogar sinuca, ele estudava. Aos 15, quando todo mundo juntava com seus amigos e ficava andando pela cidade procurando algo pra fazer, ele estudava. Aos 16 quando cada um começou a definir seus gostos individuais, mudar de turma e namorar, ele estudava. Aos 17 quando virou moda assistir anime na cidade, ele estudava. Aos 18 quando o primeiro evendo de anime aconteceu na cidade, ele estudava. Aos 19 quando todo mundo estava penando na faculdade, ele perdeu o vestibular por causa da religião. Aos 20 ele começou a ser reprovado na faculdade que conseguiu entrar por transferência, mudar de turma de amigos, passar finais de semana inteiros fora de casa, andar com garrafa de bebida de baixo do braço, assistir animes com mais frequencia e participar de eventos.
Aos 24 ele continua igual, mas começou a namorar.
Eu sei que são fases da vida, mas além de estar atrasado, ele anda com essas pessoas que VIVEM anime, que não tem expressão própria porque querem imitar animes 100% do tempo. Ele nunca foi muito legal, mas ele é meu amigo e eu tenho quase raiva por ele ainda estar parado no tempo. E não é só porque eu gosto dele e queria que ele andasse com gente legal e namorasse garotas que não sejam loucas de pedra, é por mim mesmo, porque sempre foi um saco aturar ele quando ele estava em uma fase completamente diferente por mais que eu goste dele. É um saco conviver com ele e com as pessoas que ele anda e carrega junto. Pessoas que ele defende com unhas e dentes, pessoas com complexo de Peter Pan.
Eu tive uma época em que não queria crescer e tal, mas passou... Chega um tempo que você cansa de tentar ser diferente do que é porque tem receio de crescer. Espero que ele canse logo.