segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Confiar?

Eu não sou de assistir novelas. Na verdade eu mal assisto televisão em geral, salvo alguns filmes, seriados e, vez ou outra, jornal. Mas hoje, enquanto passava pela sala sem me importar com a fissura de meus familiares por este pequeno monstro quadrado, ouvi, de relance, uma frase que me chamou a atenção.

Estavam assistindo a novela das 20 horas, que começa às 21(como diz minha mãe), e um personagem diz o seguinte(não me responsabilizo pela mudança das palavras pois a memória não ajuda): "[...] às vezes devemos nos entregar, sair da retaguarda e parar de atacar e simplesmente aproveitar o que as pessoas tem pra nos oferecer". Certo, não é uma grande filosofia e nem é algo que as pessoas não possam pensar por si só, mas o que acontece é que ele disse algo que mantenho na cabeça há um tempo, e percebo a dificuldade dos outros em agir dessa forma.

É saudável temer, é saudável não sair acreditando em tudo e todos, mas o que não é saudável é persistir nessa desconfiança mesmo quando pessoas que gostam de você já se provaram merecedores da mesma. É necessário acreditar na palavra dos outros às vezes. Se o homem não vive sozinho, seu maior erro é acreditar que ele é o único merecedor de sua própria confiança.

O homem que não desfruta do doce sabor da fruta da cumplicidade não pode se dizer completo. Da mesma forma o homem não está completo quando não experimenta o sabor forte e amargo do espinafre que, por acaso, é símbolo de força para os fãs de Popeye(se é que me permitem a fraqueza de minha analogia).

Sem muito o que filosofar quanto à isso, ainda mais em se tratando de um post improvisado por uma vontade de escrever, vou retornar à minha leitura (Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas... Sim, sou uma pessoa fascinada por literatura e nunca li Brás Cubas, algo contra? Que venha abaixo seus conceitos formados sobre o que é ser culto, não me importo com eles, não estou me importando com muito hoje).

Um comentário:

Tainá Simples disse...

"começamos a fazer as coisas a nossa maneira quando não encontramos outra forma de faze-lo."
Será verdade? O que somos nós?
Nós não somos os outros? Mas nosso inferno não é os outros?
Individuo.
Enxergar vôce como você.
Mas se a visão é minha e tudo relativo, não enxergaria você como eu?
Eu você? Eu você? Eu você? Eu você? Nós? Pinguim? hahahaha