"Nunca faz frio o suficiente para eu usar as roupas certas.
E o chuveiro nunca funciona na hora de enxaguar as lágrimas.
A casa vai se quebrando, as paredes se esfacelando e o chão todo se cobre de uma cal que me lembra dos papelotes mais antigos, jogados atrás da estante, atrás de instantes, distantes...
(Queria completar a frase de cima com “elefantes”)
Cada taça com que brindamos, se quebrará com o tempo.
E ainda que restem cacos, você sabe, nunca penetrarão meus cascos.
A bucha e a areia que me esfoliavam suavemente, hoje cobrem meu corpo com uma casca.
E então não há mais nada dentro.
E então não há mais nada dentro.
Olho pela janela e não vejo nem mais o inverno.
Minha felicidade se espatifaria lá embaixo como garrafa d’água, de gelo, mas os vizinhos têm um quintal logo abaixo e tenho vergonha de expor meus sentimentos.
Então entro.
E então não há mais nada dentro."
by Santiago Nazarian
<http://www.santiagonazarian.blogspot.com>
Não que eu me sinta assim, mas o Nazarian é um cara espetacular, estou começando a ler um romance dele, chamado "mastigando humanos"...O próximo será "feriado de mim mesmo"...
Assim q terminar de ler o livro eu escrevo algo interessante sobre ele aqui.!
Um comentário:
Vc disse em seu primeiro poste que provavelmente ninguém o leria.
Estaria preocupada vc, se alguem, depois de tanto tempo recorresse a sua história registrada nesse blog?
Ou com um comentário sem propósito como esse? ... !
Comentastes o livro? Ou ainda alegas que não houve tempo?
É. Sim. Você deve lembrar sim. O tempo era(será) relativo!^^
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