segunda-feira, 9 de julho de 2007

Até...

Até que tudo se torne uma vaga lembrança, que vaga... e vaga...
Até que o laranja se torne borboleta e voe, e vague...
Até que o espelho se enoje e me vire a face
Até que o alimento apodreça
Até a força se esvair
e os olhos choverem
e inundarem a seca do sertão
e fizerem o sabiá cantar fora de época
e bater as asas... e vagar...
Até se tornar uma vaga lembrança... vaga...

Até este dia, ou noite
Manhã ou madrugada, por que não?
Até lá, farei o possível!

Ou não, sempre dá aquela preguiça...

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