quinta-feira, 26 de junho de 2008



Ela estava cansada de percorrer os caminhos do Destino e tentar, inutilmente, juntar todos os grãos de areia de um passado que se quebrou.
Ela estava cansada e cortava caminhos, pulava muros. Ela enganava Destino como ninguém jamais fizera. Ela olhava pra frente e tinha medo do escuro, então corria pra trás e derrubava paredes; percorria caminhos que deixara de percorrer. Ela fazia confusão.
Ela era Delírio no mundo de Destino. Era o inacabado em um universo onde não há tempo e não há espaço. Ela era Delírio e se sentia perdida nos caminhos do Destino.
Mas Destino é duro e sem pestanejar a expulsou de seu reino. Nua e ainda segurando o vidro onde tentara guardar os grãos de areia, Delírio foi jogada no abismo sem fim que rodeia os jardins de Destino.
Destino é duro e cego, mas não deixa de ter compaixão por seus irmãos. O véu branco simboliza o luto até que Delírio se encontre denovo. Até que Delírio volte a ser Deleite. Seja pra quem for. Nem que seja pra ela mesma.

5 comentários:

Lyra disse...

Delirio é, por si só, siñónimo de Deleite!

Passo por aqui para te ler e reler, o que sabe sempre muito bem!

Aproveito para te desejar uma execelente semana.

Beijinhos e até breve.

;O)

* hemisfério norte disse...

o delirio

nú grão
de areia

sou tu e eu

e na imensidão
do deserto
talvez não
..........nos en contra remos
bjs
a.

Lyra disse...

Olá,

Chegou a altura de eu tirar umas férias :O)))

Entretanto deixei, no meu blog, um “presente” para todos os meus amigos. Espero que gostem!

Tudo de bom para ti.

Beijinhos e até breve.

;O)

~pi disse...

face a face não sei se resulta

~

e

porém...

Tainá Simples disse...

Serião as areias do tempo transformadas em areias dos sonhos? Que infame alegação podemos fazer assim?
"Quanto tempo o tempo tem?"
Então "caotizemos" o Destino...