sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Internada.

E a última luz da casa se apagou, vi por baixo da porta. Era tudo escuridão. Ele saiu correndo com ela pro hospital e ela gemia alto, de dor. Enfim eles iam interná-la.

Os rumores de um tumor já eram passado, não passavam de cistos no cérebro. Se você se lembra das aulas de biologia, há muito tempo atrás, também se lembra daquele cisticerco da taenia solitária... Bem, iam interná-la.

O tratamento consistia em um medicamento, forte, muito forte. Ela corria risco de ter convulsões devido às dores. Em casa ela vomitou, e teve falta de ar. E sentiu dor, muita dor. Daí foram interná-la. Finalmente.

Por mais que todos esses anos de casamento tenham-nos feito sofrer, eram só os dois e uma casa escura. Só os dois, sempre foi. A solidão de um se misturando com a carência do outro.

E nessa psicodelia de sentimentos melancólicos... A dor. Internaram-na.

E a casa, sozinha, quase escura e quase silenciosa. Havia a luz vermelha do rádio e uma respiração. Esqueceram isso... Mas internaram-na.

3 comentários:

Ravnos_Blacklotus disse...

tudo irá acabar bem ^^

[te amo]

Tainá Simples disse...

As sombras que lhe escondem, ou você que se esconde nas sombras?
O que ou quem as projeta?
Tranqüilize-se amada...

Banned disse...

guria, tu sabe q só oq eu posso fazer é te desejar boa sorte

mas acredite, faria muito mais se pudesse